Nas Bancas

Sónia Araújo assegura: “O meu amor e o do Vítor resiste a tudo”

A pretexto da nova campanha Garnier Ultralift, conversámos com a apresentadora, de 43 anos, que nos falou do seu papel de mulher e mãe.

Inês Neves
24 de maio de 2014, 14:00

Por regra, Sónia Araújo é bastan­te reservada no que toca à sua vida pessoal. Mas nesta conversa descontraída, combinada a propósito da nova campanha que fez para o produto anti-idade Ultralift, da Garnier, a apresentadora, de 43 anos, falou um pouco do seu papel de mãe e mulher. Casada há 13 anos com Vítor Martins, Sónia ‘revelou’ qual é o segredo para manter um casamento feliz e explicou como a sua relação passou incólume por várias notícias sobre alegadas crises conjugais e financeiras. E como mãe de três filhos – Carolina, de dez anos, Francisco e Tomás, de cinco –, a apresentadora garantiu ser muito presente, apesar das ausências que o trabalho implica.
– A Sónia está casada há 13 anos com o Vítor. Já enfrentaram notícias sobre alegadas separações e crises conjugais, negócios e ligações dúbias ao mundo da noite. É um amor que resiste a tudo?
Sónia Araújo – Sim. Nós mantemo-nos juntos de pedra e cal, apesar de todos os escândalos causados pela imprensa. Aprendemos a lidar com isso, com essas mentiras escritas sobre nós. No início foi difícil, mas depois uma pessoa acaba por ganhar anticorpos. Acima de tudo, tem de haver amor, compreensão e respeito pelo espaço um do outro. Três coisas simples, mas muito importantes.
– Como protegeram os vossos filhos? Sobretudo a Carolina, que já percebe muita coisa...
– Eles passaram ao lado disso tudo, mesmo a Carolina. Ela vê que os pais se dão bem, vê qual é o ambiente em casa, que é bom, e isso é que interessa. Nunca tivemos problemas nesse sentido nem nunca houve um comentário da parte dela.
– É uma mãe demasiado protetora?
– Sou muito protetora e atenta, mas também acho que temos de fomentar a autonomia deles e é isso que tento fazer com os meus três filhos.
– Atualmente tem dois programas e está a preparar um projeto de música infantil. Não lhe resta muito tempo para a família...
– Felizmente ainda tenho alguns dias em que consigo ir buscar os meus filhos à escola. O pai leva e eu vou buscar. E conseguimos conciliar isso com muita organização familiar, como tem sido sempre até aqui.
– O programa A Verdade do Vinho obriga-a a passar vários dias fora de casa. Não lhe custa?
– Claro que custa. O facto de dizer que tenho tudo organizado não implica que não me custe estar fora e longe dos meus filhos. Isso custa sempre, ainda que sejam só três dias. Agora, vou descansada porque sei que eles ficam muito bem, que estão bem entregues e que a sua rotina se mantém.
– Eles queixam-se das suas ausências?
– Sim, queixam-se. Dizem: “Outra vez mãe? Não se vá embora!” E depois, quando chego, é uma alegria imensa, ficam tipo lapa, não me largam.
– E é o género de trazer presentes para compensar a ausência?
– Não sou de compensar as minhas ausências com presentes. Faço isso quando faço viagens mais longínquas, aí trago sempre um miminho para eles. Também me lembro de que quando era criança estava sempre à espera que os meus pais me trouxessem uma prendinha.
– Não a preocupa que as ausên­cias a façam perder parte do crescimento dos seus filhos?
– Não me martirizo com isso. Sei que há coisas que vou perdendo, mas tenho conseguido conciliar as coisas e nos momentos mais importantes estou lá com eles. Não falho aniversários, por exemplo. Tento sempre acompanhar o máximo possível e tenho conseguido. E quando estou, estou lá a 100 por cento para eles. E mesmo não estando fisicamente, estou à distância, há sempre o telefone que me mantém em contacto com eles. A mãe está sempre presente.
– Faz-lhes as vontades todas quando regressa?
– Nem pensar. Consigo dizer-lhes que não muitas vezes. Faz parte do trabalho educar, e não é fácil educar três filhos. Nenhum pai ou mãe nasce ensinado. É uma aprendizagem diária esgotante, mas que vale a pena. Vale sempre a pena chatearmo-nos, irritarmo-nos, dizermos que não, pois eles mais tarde também vão dar valor a isso.
– Seria feliz se fosse mãe a tempo inteiro?
– Não. Adoro trabalhar fora de casa. Obviamente que o papel de mãe me preenche e muito, não seria tão feliz se não tivesse filhos. Depois de ser mãe ganhei outra dimensão, tornei-me uma pessoa melhor, mais completa, mais confiante. Mas também adoro o meu trabalho, adoro o que faço e gosto muito de ter uma vida profissional ativa.
– Nem mesmo quando teve os gémeos pensou em parar?
– Nem mesmo aí. Ao fim de dois meses fui logo trabalhar. E isso custou-me muito, foi tudo muito rápido, eles eram muito pequeninos e eu ainda estava a amamentar, mas não foi possível parar mais tempo, tinha obrigações profissionais e eu cumpri com o que me pediram. Custou-me mesmo muito. Agora, ficar eternamente em casa também não me parecia a melhor opção para mim. Mas cada um organiza a sua vida consoante as suas convicções, para mim a vida faz sentido assim. Tenho de me sentir realizada profissionalmente para ser uma boa mulher e uma boa mãe.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras