Nas Bancas

Lara Martins, uma portuguesa que conquistou Londres com a sua voz

Aos 36 anos, a cantora lírica é uma das protagonistas do musical ‘O Fantasma da Ópera’, no Teatro Her Majesty’s, em Londres. Em Lisboa, falou desta experiência.

Andreia Cardinali
24 de maio de 2014, 10:00

Há 13 anos, LaraMartins entrou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, ondeterminou o Curso Superior de Canto com a mais alta classifi­cação. Atualmente,a cantora lírica, natural de Coimbra, sobe todos os dias ao palco do HerMajesty’s Theatre, em Londres para interpretar o papel de Carlotta Giudicelliem O Fantasma da Ópera. Em Por­tugal para atuar no Teatro São Carlos,Lara, de 36 anos, casada com o arquiteto francês Sebastian Pollet, de42, e mãe de uma filha de três anos, Matilde, contou como tem vividoesta experiência e como concilia a carreira com a família.
– Sempre quis ser cantora?
Lara Martins – Comecei a ouvir música clássica muito cedo, com o meu pai,mas nunca pensei fazer carreira da música ou ser cantora lírica, aconteceu poracaso. Nunca foi um sonho. Entrei no Conservatório, as coisas foram progredindoe tornou-se uma paixão que foi crescendo. Hoje não me imagino a fazer outracoisa.
– Vive em Londres há 12 anos. Por que decidiu emigrar?
Sucedeu a uma série de acontecimentos: estudava no Conservatório emCoimbra e fui fazer uma masterclass com uma cantora inglesa. Ela sugeriuque prestasse provas de entrada para as escolas superiores de música inglesas.Fiz, entrei e mudei-me para Inglaterra aos 21 anos. Claro que no início não foifácil, estava sozinha numa escola altamente competitiva, mas tudo foimelhorando aos poucos. Neste momento Londres já é a minha casa, sinto-me muitobem. Foi lá que amadureci e cresci.
– E agora faz O Fantasma da Ópera. Como surgiu essa oportunidade?
Há três anos fiz uma audição para o papel. Cheguei à fase final, masdescobri que estava grávida e não me pude comprometer. Disseram-me que quando opapel voltasse a estar disponível me contactavam, e assim foi. Fiquei com opapel em setembro de 2012.
– Como concilia o papel de mãe com as noites de trabalho?
É muito difícil. Temos uma ama a viver em nossa casa, já que as crechesnão funcionam com os meus horários [risos].
– O seu marido, arquiteto, terá horários mais normais. Como mantêm a saúdeda relação?
Não é fácil, pois quando ele sai de casa eu estou a dormir e quando chegoestá ele [risos]. Mas tentamos aproveitar ao máximo o pouco tempo que temosjuntos. Há um entendimento muito grande entre nós.
– Fazer um musical é diferente do que fazia como cantora lírica. Foi fácil aadaptação?
Hoje em dia já há uma componente dramática e teatral muito grande nosespetáculos de ópera, mas claro que no teatro musical isso é mais marcado.Agrada-me bastante, pois a parte teatral sempre me despertou muito interesse.Este é o meu primeiro trabalho, mas gostava muito de continuar.
– Londres é uma das cidades mais reconhecidas pelos seus musicais. Sente-seafortunada?
Claro que sim, por todas as oportunidades que tenho na vida. Tive a sortede começar logo no sítio certo, com um papel principal num dos espetáculos commais sucesso do mundo do teatro musical. É sabido que o talento não basta e naminha profissão a sorte é um fator muito importante. Tive sempre ótimasoportunidades, mas esta vida também exige muitos sacrifícios. Não é fácil.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras