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Monica Lewinsky fala sobre o caso com Bill Clinton

A antiga estagiária da Casa Branca diz-se “arrependida” por ter mantido uma relação com o então presidente norte-americano e nega que tenha havido abusos, afirmando que tudo o que foi “consentido, como é normal entre dois adultos”.

Redação CARAS
7 de maio de 2014, 13:26

Passados 16 anos sobre oescândalo que abalou a Casa Branca, quando o envolvimento amoroso entre o entãopresidente dos Estados Unidos BillClinton e a estagiária MonicaLewinsky foi tornado público, o assunto volta a estar na ordem do dia. Istoporque Lewinsky, agora com 40 anos, falou sobre o caso num artigo escrito paraa revista Vanity Fair. “Pessoalmente, arrependo-me profundamente doque aconteceu entre mim e o presidente Clinton”, afirma a ex-estagiária daCasa Branca, esclarecendo também que não se sentiu vítima de qualquer abuso,visto ter sido uma relação “consentida”.“Sim, o meu chefe aproveitou-se de mim,mas eu mantenho o que sempre disse: a relação foi consentida. O abuso veio nasequência do caso, quando me transformaram num bode expiatório para proteger a posiçãode poder do presidente”, diz Lewinsky, que na altura tinha 22 anos.
Monica Lewinsky trabalhou na Casa Branca em 1995 e 1996, mas o escândalo só foitornado público dois anos depois. Bill Clinton passou por um processo de impedimentoe, apesar de ter começado por negar qualquer relação com a antiga estagiária,acabou por confessar, tendo sido julgado pelos seus atos, nomeadamente aprática de sexo oral na Sala Oval da Casa Branca. Conseguiu manter o mandato eainda teve o perdão da mulher, HillaryClinton.
Neste artigo para a Vanity Fair,Monica nega ter recebido dinheiro do então casal presidencial para se manter emsilêncio, por não achar que fosse correto, já que tudo o que tinha acontecidotinha sido “consentido, como é normalentre dois adultos”. Decidiu, no entanto, mudar de vida e afastar-se doescândalo. Foi morar para Londres e tirou um mestrado em psicologia social naLondon School of Economics. Mas Lewinsky garante que, apesar desse afastamento,o escândalo perseguiu-a durante alguns anos e teve problemas para arranjaremprego: “Os meus potenciais empregadoreslembravam-me sempre a minha história e eu acabava por nunca ser ‘a pessoa certa’para o cargo”.

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