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Diana Chaves: "Sou emotiva, funciono com o coração"

Em Cabo Verde, a atriz, de 32 anos, diz que a forma positiva como encara a vida a faz sentir-se bem na sua pele e não se incomodar com a opinião dos outros sobre as suas decisões.

Andreia Cardinali
4 de maio de 2014, 12:00

Diana Chaves leva já nove anos de trabalho televisivo como atriz. Aos 32 anos, sente que cresceu como mulher e vive de bem com a vida, sem receios do que os outros possam pensar ou dizer de si. Diz que a sua principal preocupação é o bem-estar da sua família, nomea­damente do companheiro, o futebolista César Peixoto, e da filha de ambos, Pilar, de dois anos.
Em Cabo Verde para gravar alguns dos episódios da nova série da SIC Sal, a atriz aproveitou para fazer uma sessão fotográfica para o catálogo da estilista Micaela Oliveira, cujas imagens ilustram estas páginas. Já de volta a Portugal, conversou com a CARAS.
– Foi a primeira vez que visi­tou Cabo Verde?
Diana Chaves –
Não, já lá tinha estado há uns sete anos e também outras vezes a gravar esta série. É um destino de que gosto muito, sobretudo pelas pessoas, mas também por ser tão perto e com praias tão boas, mesmo ventosas [risos].
– As pessoas reconhecem-na na rua?
Sim, têm todos os canais portugueses e adoram as novelas. É muito bom sentir-me tão acarinhada, as pessoas foram genuinamente simpáticas.
– Visitou Cabo Verde para gravar a série Sal. É uma personagem diferente das que já fez?
Ainda não posso adiantar muito sobre isso, mas é de facto uma personagem completamente diferente, com muito humor. Divirto-me imenso. É uma série com muita qualidade e tudo se torna mais fácil. Tenho um pape­lito pequenino [risos], mas que adorei fazer e já vale por isso.
– Nestas fotos para o catálogo da Micaela Oliveira, faz o papel de uma mulher sensual... É fácil vestir esse papel?
Acho que sim [risos]. Bem, qualquer mulher gosta de se sentir bonita e ali houve um conjunto de fatores em que isso aconteceu.
– Mas sente-se habitualmente uma mulher sensual?
Acho que a sensualidade é uma coisa que vem de dentro. Sou muito descontraída e prática, por isso, no dia-a-dia não me sinto propriamente sensual, mas sinto-me bonita, sinto-me bem.
– E nos dias em que se sente menos bonita tenta contrariar essa sensação?
Todas sabemos que isso acontece, que há dias em que acordamos e nos sentimos menos bem, mas no dia seguinte tudo melhora. Por vezes também me apetece contrariar o sentimento e arranjo o cabelo ou ponho um pozinho no rosto para me sentir melhor.
– O assédio dos fãs masculinos incomoda ou, de certa forma, faz bem ao ego?
Um elogio é sempre bom, desde que seja com bom gosto, faz-nos sempre sentir bem. No entanto, e ao contrário do que se possa pensar, os meus fãs são maioritariamente mulheres. Adoro que assim seja, pois acho que as mulheres são muito mais exigentes umas com as outras. A verdade é que sou muito mais abordada por mulheres do que por homens.
– Nas alturas em que tem de se ausentar, como aconteceu com esta viagem, como lida com as saudades da Pilar e do César?
Não é fácil, mas tem de ser. Felizmente, quando se trabalha muitas horas o tempo passa mais depressa e tudo é uma questão de hábito. Além disso, com as soluções tecnológicas que existem hoje em dia, torna-se mais fácil colmatar essas saudades... Mas tenho sempre muitas saudades.
– Terminadas as gravações de Sol de Inverno é altura de compensar a família das ausências?
Como não gravava todos os dias, consegui ir compensando ao longo do processo. Claro que agora dá para gerir as coisas de outra forma, mas com ajudas tudo se  faz e sempre consegui conciliar bem as coisas, sem grandes dramas.
– E já há novos projetos?
Ainda nada. Tenho um ou outro trabalho pontual, mas de novelas ainda nada planeado.
– À medida que a Pilar cresce aumenta a vossa proximidade?
A Pilar é muito ligada a toda a família, pois passa muito tempo com todos e gosta muito de toda a gente. Acho isso super saudável, pois tem muita gente que a ama. Mas sim, tem uma ligação muito forte comigo, mas também com o pai e à medida que vai crescendo e verbalizando melhor os seus sentimentos as coisas sentem-se com mais intensidade.
– Esta seria a altura certa para voltar a ser mãe ou quer dedicar-se à carreira?
Não sei... Acho que tudo tem um timing e neste momento não tenho muita pressa de voltar a ser mãe. Logo se vê [risos]. A Pilar também já tem um irmão [o filho de César Peixoto, Rodrigo], tem primos, está muito tempo com eles e também não tem essa necessidade.
– Parece conseguir equilibrar bem o lado pessoal com o profissional, até na forma como protege a sua família dando simultaneamente a conhecer algo da sua vida. Essa gestão foi programada?
Sinceramente, não penso muito nisso. Sou muito emotiva e funciono muito com o coração. Já sei e percebo que as pessoas tenham curiosidade em conhecer a nossa vida pessoal. Há coisas que não tenho de mostrar, outras que não vejo qualquer problema em partilhar... É consoante o que me apetece no momento e acho que ninguém tem de criticar. Eu não critico a vida dos outros e sou apologista de que cada um faça o que quer. Estou um bocadinho farta de ouvir as pessoas julgar os outros e todos temos de perceber que a liberdade de uns termina onde começa a dos outros.
– E tem sempre demonstrado isso, parecendo apenas preocupada consigo e com a sua família sem ligar a opiniões alheias...
Completamente. É claro que há coisas que magoam, mas importo-me com a minha vida e a minha família e não com as opções dos outros. Não perco muito tempo com o que dizem porque tenho sempre a minha consciência tranquila já que ajo em conformidade com o que sinto.
– Falemos do Dia da Mãe... Agora que é mãe, isso sobrepõe-se à tristeza de ter pedido a sua?
Já passaram muitos anos e há sempre uma nostalgia associada, mas quando as coisas estão re­solvidas e não tivemos falta de amor nem carinho, a tristeza não existe e dá lugar à saudade. Não sou uma pessoa triste... Claro que nunca é a mesma coisa, mas tudo depende da forma como encaramos a vida e eu vejo sempre o copo meio cheio em tudo. Procuro sempre o lado bom das coisas.
– Já falou da sua mãe à Pilar?
Não. Ela é muito pequenina e poderia confundi-la. Ela só conhece uma avó e teria de lhe explicar outras coisas . Acho que ainda é muito nova para isso.
– Sendo a Pilar filha única da sua parte, é difícil não a tornar demasiado mimada?
[risos]. Nem sequer penso nisso, pois acho que o mimo é muito bom. Sou mimada, sempre fui e não é por isso que os meus valores se alteram. Acho que se a educação for boa, o mimo nunca é demais.

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