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Luísa Barbosa: “Ser famosa não é um objetivo”

É descontraída, organizada, mas não muito arrumada e é com garra que desbrava caminho rumo à felicidade. Este é o retrato breve da nova cara do ‘Fama Show’.

Cristiana Rodrigues
3 de maio de 2014, 14:00

Uma parede, um escadote,um sofá e pétalas. Poucos adereços, mas os suficientes para fazer brilhar LuísaBarbosa, que, com um sorriso cativante, tomou conta do cenário. Fácil defotografar, ou não tivesse ela começado a sua carreira no mundo da moda, foitambém em três tempos que conversámos com a nova cara da SIC que se juntou a RitaAndrade, Iva Lamarão, Cláudia Borges e Vanessa Oliveira naapresentação do programa Fama Show. E embora esta não seja a primeiraentrevista que dá à CARAS, relembramos na mesma o seu trajeto: nasceu emCoimbra há 32 anos, veio para Lisboa para continuar os estudos, escolheuDireito e hoje é advogada de formação. Modelo da Central Models, fez trabalhosde publicidade e um dia, ao ser selecionada para Video Jockey da MTV,decidiu trocar as leis pelo entretenimento e tem pautado o seu trajetotelevisivo pela discrição. Mora sozinha, ou melhor, com duas gatas que são asestrelas da sua página de Facebook, e ser mãe faz parte dos seus planos.Quando? Pois é isso mesmo que vamos começar por saber.
– Sempre disse que ser mãe era um desejo. Acha mesmo que as mulheres têm deabdicar de crescer profissionalmente para se tornarem mães?
Não. Acho que ser mãe dá trabalho, tal como a profissão ou a nossa casa,é uma questão de encontrar um equilíbrio. Felizmente a sociedade, o mundoprofissional e os homens já começaram a perceber que há mulheres que conseguemfazer tudo isso e também porque os pais começam a estar cada vez mais presentese a partilhar cada vez mais as tarefas que têm a ver com os filhos.
– E ainda não é mãe porque não se sente mesmo preparada ou porque ainda nãoencontrou o pai ideal?
As duas coisas [risos]. Mas principalmente porque não me sinto preparada!
– Receia que um dia que esteja preparada para ser mãe corra o risco de nãoconseguir concretizar esse desejo no imediato?

Posso nunca me sentir preparada. De­pois, se for mãe, quero focar-me completamentenesse papel, vou querer ser a melhor mãe do mundo. Neste momento estou focadana minha carreira profissional. E também pode não fazer parte do meu trajetoser mãe... Eu vivo um dia de cada vez.
– O que é que a faz feliz?

Estar bem comigo, com os meus amigos e família, tudo isso é importantepara ter uma vida equilibrada.
– Tem amigos para a vida?
Sim, sou muito amiga dos meus amigos. Se me desiludem não sei se terãooportunidade de o fazer outra vez.
– Como alimenta as suas amizades?

Eu faço-os rir e eles fazem-me rir...
– Rir é o melhor remédio...
[risos] Sem dúvida! Os amigos são aqueles com quem damos as maioresgargalhadas e que também estão lá nos momentos em que estamos menos bem. Achoque me tenho rodeado das pessoas certas.
– Mora sozinha?

Moro sozinha desde os 23 anos. Sou extremamente organizada, nem sempresou arrumada, mas sei onde está tudo. [risos]
– Acha que viver muito tempo sozinha dificulta uma vida em comum?

Não sei, ainda não me aconteceu! Mas suponho que sim. No entanto, asminhas duas gatas ajudam-me a não chegar a um ponto de serobsessivo-compulsiva. [risos]
– Cozinha bem?

O suficiente. Adoro fazer doces, mas como moro sozinha depois corro orisco de comê-los sozinha e não posso, tenho de manter a linha...
– Que cuidados tem com o corpo?
Tenho apenas os cuidados que depois se refletem na minha boa forma, massão sobretudo para me sentir bem psicologicamente e de saúde. Sempre tivecuidados com a alimentação. Gosto de uma alimentação saudável, mas como de tudodesde farinheira, no cozido à portuguesa, a musse, só não o faço todos os dias.Sou muito interessada em nutrição e nos alimentos que nos fazem bem. Nós somosmesmo o que comemos e isto não é uma metáfora, é mesmo literal. Faço exercíciofísico desde muito nova, treino com um personal trainer. E só memaquilho se tiver de trabalhar, não o faço no dia-a-dia, não durmo maquilhada,uso creme hidratante todos os dias e bebo muita água.
– Até aqui, e sem querer me­nosprezar os projetos em que tem estado envolvida,não tem tido grande visibilidade. Tem noção de que este programa lhe dará umaprojeção maior?

Não sei como lidarei com essa questão da visibilidade e com a curiosidadeque eu possa vir a suscitar, mas a minha vida é muito aborrecida, acho que voudesapontar as pessoas e as revistas. [risos] Ser famosa não é o meu objetivo, omeu objetivo é fazer coisas de que me orgulhe, fazer o meu trabalho, construiruma carreira com cautela, com alicerces primeiro e depois erguer paredesfortes.
– São todas mulheres bonitas neste programa... Trabalhar com mulherescausa-lhe alguma estranheza?
As mulheres estão cada vez melhor no mundo profissional e temos aliquatro grandes exemplos disso, mulheres, mães e profissionais. Eu tenho tanto aaprender com elas e elas têm sido tão fantásticas no sentido de me integraremque não sinto estranheza nenhuma.
– Que mudanças é que o Fama Show trouxe à sua vida?
[risos] Comprei carro! Tinha carta e conduzia, mas moro no centro deLisboa, gosto de andar a pé, não tenho problema em andar em transportespúblicos e sou grande fã de táxis, por isso, nunca tinha comprado carro. Agora,com as deslocações diárias para a SIC, que fica em Carnaxide, senti necessidadede o fazer. De resto, há a questão do ritmo de trabalho, que é diferente do quetinha, mas como gosto da ausência de rotinas, foi mais uma mudança bem-vinda.
– É um programa em que a imagem das apresentadoras con­ta. É escrava da suaimagem?
Acho que não sou e quem me conhece também dirá que não. Mas tenho perfeitanoção da importância da imagem e seria irresponsável trabalhar à frente dascâmaras e ignorar esse aspeto.
– Mas como mulher também gosta de estar bem...
Sim, claro, dá-me prazer cuidar de mim, saber se estou bem e sentir-mebem. E se alguém disser o contrário está a mentir. Depois, depende é o que issosignifica para cada um.

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