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Gonçalo Uva conta como vive as duas grandes paixões da sua vida: O râguebi e a família

O atleta conversou com a CARAS dias antes do nascimento da filha, Diana.

Marta Mesquita
3 de maio de 2014, 10:00

Gonçalo Uva, de 29 anos, é um homem com duas grandes paixões: o râguebi e a família. Quando se iniciou nesta modalidade, tinha então oito anos, o atleta começou a sonhar em tornar-se um dia jo­gador profissional. E a verdade é que com empenho e “espírito de sacrifício”, como refere, esse sonho tornou-se realidade.
A jogar há dois anos no clube francês Narbonne, Gonçalo tem sabido gerir muito bem a distância, não deixando que a sua ausência comprometa a vida familiar feliz que tem ao lado da mulher, Carolina Patrocínio, com quem acaba de ter uma filha, Diana, que nasceu no passado dia 26. “Não podia estar mais feliz. É um sentimento inexplicável. Estou apaixonado pelas minhas princesas e quero aproveitar ao máximo cada segundo”, declarou Gonçalo já depois do parto. Dias antes, o jogador e embaixador da Tissot em Portugal dera uma entrevista à CARAS, revelando as emoções do momento.
– Ser pai vai ser, com certeza, um campeonato mais exigente do que o do râguebi...
Gonçalo Uva
– Sim, perspetivo que sim! Mas espero estar à altura. O que os meus familiares e amigos me têm dito é para aproveitar para dormir enquanto posso! [risos] Temos vivido tudo com muita naturalidade. Sempre quis ser pai e estamos numa altura ótima das nossas vidas. Só quero que a nossa filha nasça.
– Já pensa no tipo de pai que quer ser? Nos valores que quer transmitir à sua filha?
–  Gostava que a minha filha aprendesse o valor do respeito e do espírito de sacrifício. Também gostava de lhe transmitir a vonta­de de fazer cada vez melhor. São valores que aprendi no râguebi.
– E o que é que o apaixona nesta modalidade?
– Comecei a treinar muito novo, tinha oito anos, o que não é comum. Mas desde que experimentei o râguebi, nunca mais quis outra coisa. É mesmo uma grande paixão e uma parte muito importante da minha vida.
– Este desporto moldou mui­to a sua personalidade?
– Bom, aquilo que melhor caracteriza o râguebi é o espírito de sacrifício e de equipa. Há também um grande respeito por todos. E o râguebi transmitiu-me isso. São valores que fazem parte do meu dia-a-dia.
– E acredito que seja preciso muito espírito de sacrifício para gerir as saudades que vai sentir da sua filha, uma vez que joga fora do país...
– Sim, mas a minha vida tem sido sempre assim. Claro que será mais difícil, mas temos de saber gerir as emoções. E agora que vou ser pai até me sinto mais motivado para dar o meu melhor em todos os campos.
– No campo, o Gonçalo é um jogador duro e imponente. Também é assim na vida de todos os dias?
– No dia-a-dia sou com­ple­ta­mente diferente. Fora de campo sou relaxado, descontraído e brincalhão. São características totalmente opostas. E só assim me sinto equilibrado.

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