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Sara Matos assegura: "Sou uma mulher independente"

A vilã da novela ‘O Beijo do Escorpião’ conversou com a CARAS e revelou as suas emoções mais profundas.

Marta Mesquita
26 de abril de 2014, 10:00

Aos 24 anos, Sara Matos é considerada por muitos como “a atriz do momento.” Totalmente concentrada na sua carreira, Sara tem lidado de forma muito racional com todas estas expectativas, nunca deixando de ter os pés bem assentes no chão.
Não obstante todo o investimento que tem feito na sua vida profissional, a verdade é que Sara é também uma mulher realizada no campo pessoal, já que tem tido o apoio incondicional da família, dos amigos e do namorado, Lourenço Ortigão. Apesar de querer manter a discrição sobre a sua vida privada, Sara e o namorado são vistos como um dos jovens casais mais sólidos no meio mediático, cuja relação não parece ter sido abalada com os rumores que sugeriam um envolvimento da atriz com o seu colega de cena Pedro Teixeira.
Foi de forma entusiasta e de olhos a brilhar que Sara conversou com a CARAS e revelou as alegrias e conquistas que pautam a sua vida, dentro e fora dos ecrãs.
– Acredito que ser considera­da por muitos como a “atriz do momento” faça bem ao ego...
Sara Matos
– [risos] É muito gratificante pensar que os meus colegas e as pessoas que conhecem o meu trabalho gostam dele. Isso só me dá mais vontade de aprender, porque quero provar que mereço estas expectativas tão altas. Não digo que o saber que as pessoas gostam de mim mexa com o meu ego, porque tudo o que vem também passa e os grandes saltos proporcionam muitas vezes as maiores quedas... Por isso, vivo o dia-a-dia, com serenidade e focada na minha profissão. Faz parte da nossa vida lidarmos com os nossos sucessos e fracassos e eu tenho a sorte de poder fazer aquilo que gosto. Estou numa fase muito boa e estou a aproveitá-la ao máximo, dando o meu melhor.
– Parece ser muito racional. Não deixa que as emoções interfiram nas suas escolhas?
– A representar sou uma pessoa muito emocional e intuitiva, mas na minha vida de todos os dias sou bastante racional. Tento manter uma postura serena e ser uma pessoa genuína e trabalhadora, sabendo que o que tenho hoje posso não ter amanhã. Mas sei muito bem aquilo que quero.
– E essa racionalidade não a impede de viver em pleno as suas relações pessoais?
– Acho que é um erro criarmos demasiadas expectativas em relação ao que podemos receber dos outros. Só recebemos aquilo que damos. Quando começamos a pensar naquilo que queremos ter da parte de determinada pessoa, sofremos mais. Por isso, mais vale não esperarmos nada, o que depois até nos permite ter algumas surpresas.
– Disse que sabe muito bem aquilo que quer. Pode partilhar connosco os seus planos?
– Quero continuar a exceder as expectativas que têm em rela­ção a mim, mas tendo sempre os pés bem assentes na terra. Quero ir estudar para fora, fazer ainda mais workshops, continuar a viajar... Acho que me faz falta surpreender-me a mim mesma. Por isso, gostava de ir viajar sozinha, algo que nunca fiz. Ainda há muita coisa que me falta descobrir e sei que tenho muito para aprender. Não estou pronta para ficar por aqui e quanto mais aprendo, mais tenho a provar.
– Mas não tem medo de que todo esse investimento na sua carreira comprometa um bocadinho a sua vida pessoal?
– Não. Há sacrifícios em tudo e tenho a certeza que ao optar mais pela minha vida profissional é natural que não tenha tanto tempo para estar com a minha família, com os meus amigos, com o meu animal de estimação... Mas não posso ter medo do futuro se o que me faz sentido no presente é seguir aquilo que quero! Neste momento, o que quero é investir na minha vida profissional e não posso pensar naquilo que vou perder. Há quem diga que sou atriz dos pés à cabeça e eu sinto-me mesmo assim. Mas claro que para mim é muito importante poder sair do trabalho e estar com as minhas pessoas.
Mas para ser feliz não precisa de ter esse equilíbrio entre a sua vida pessoal e profis­sional? Ou se for necessário abdicar de tudo em prol da sua profissão também o faz?
– Confesso que percebo a radicalidade dessa escolha, porque muitas vezes gravamos muito e vivemos as nossas personagens de uma forma intensa. No meu caso é tudo muito natural. Durmo bem e o facto de conseguir descansar a minha cabeça é muito importante. Quando saio das gravações tenho tempo para estar com os meus amigos e com o meu namorado e não falo sequer de trabalho.
– A Sara é a vilã na novela O Beijo do Escorpião, um desafio que a obriga a gravar várias horas por dia. Está a ser extenuan­te ou está a suportar bem o acelerado ritmo de trabalho?
– Estou a lidar muito bem, por­que tenho aquele truque de dormir oito horas por dia. E quando temos a cabeça bem e fresca, tudo é mais fácil. Sinto-me saudável, consigo continuar a praticar desporto, estou com os meus amigos e família, por isso, está tudo a correr muito bem. E estou a adorar este papel, que é o meu grande desafio até ao momento. Desde a estreia da novela, todas as pessoas que me abordam na rua dizem que adoram o meu trabalho e ainda não fui apedrejada! [risos]
– É inevitável perguntar-lhe se os rumores sobre um alegado envolvimento seu com o Pedro Teixeira influenciaram a vossa relação pessoal ou profissional, já que são par romântico na novela?
– Não, de todo. Eu e o Pedro continuamos a dar-nos maravilhosamente bem. Nós não estamos próximos só nesta novela, sempre fomos muito chegados, uma vez que já trabalhámos juntos anteriormente. O Pedro sempre foi das pessoas que me deram mais força e seria incapaz de me afastar dele por causa desses rumores! E o Lourenço também se dá muito bem com ele. Por isso, não houve qualquer influência na nossa relação.
– Está a ter muito sucesso, o que desperta interesse sobre a sua vida fora das novelas. Quem é a Sara de todos os dias?
– Sou como qualquer rapariga. Nenhuma das minhas amigas é deste meio e eu sou igual a elas. Sou uma mulher com muita garra, luto pelo que quero, mas sem passar por cima de ninguém. E acho que tenho lidado bem com os meus sucessos e fracassos.
– O que é que a ajuda a lidar com os fracassos?
– Ajuda-me muito olhar à minha volta e relativizar as coisas. Estou numa fase mui­to boa, tive a sorte de me terem dado oportunidades. Mas é bom sermos humildes e estarmos preparados para o que poderá vir a acontecer.
– E é uma mulher independente ou precisa muito de colo?
– Sou uma mulher independente, acho que não preciso tanto de colo. Claro que todos precisamos de colo, mas não tenho medo da solidão nem da tristeza. E gosto destas nuances de estar agora alegre, depois triste...
– Mas acredito que seja bom ter uma relação estável, que funciona como um porto de abrigo nos momentos de maior fragilidade...
– É bom, sim. Dou muito valor à amizade, por exemplo, porque os amigos são mesmo para a vida. E claro que nos apoiam nos altos e baixos. E sem dúvida que tenho um grande suporte na minha família, nos meus amigos e no meu namorado.
– É uma mulher com muitos sonhos?
– O meu maior sonho é ser uma grande atriz.
– E não tem sonhos para a sua vida pessoal?
– Não...Vivo um dia de cada vez.
– Vê-se a trabalhar em outra área?
– Não. Confesso que adoro cantar, mas nunca vou desistir de ser atriz. Vejo-me a investir muito na área do cinema e do teatro, uma vez que nos últimos anos tenho feito mais televisão.

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