Nas Bancas

Merche Romero partilha emoções: “Sou uma mulher que precisa e gosta muito de colo”

A repórter do programa da SIC ‘Portugal em Festa’ partilhou com a CARAS como recuperou a alegria depois de ter atravessado uma das fases mais complicadas da sua vida.

Marta Mesquita
20 de abril de 2014, 16:00

Merche Romero, de 37 anos, é descrita por muitos como uma mulher com salero, dona de uma energia contagiante. Mas, apesar do seu otimismo e do sorriso espontâneo, a verdade é que nem tudo tem sido fácil na vida da apresentado­ra, que nos últimos anos tem passado por altos e baixos, tanto a nível profissional como pessoal.
Depois de, por algumas vezes, ter terminado e recomeçado a sua relação com Tó Pereira, pai do seu filho, António Salvador, de dois anos, Merche está novamente solteira, não ponderando, por enquanto, uma nova reconciliação. Já no campo profissional, depois de ter estado durante mais de dois anos sem trabalhar em televisão, a apresentadora voltou aos ecrãs como repórter do programa da SIC Portugal em Festa.
Durante uma conversa franca, sem tabus ou vergonhas, a apresentadora abriu o coração e revelou o seu lado mais frágil, mostrando como se pode, depois de um período difícil, recuperar a capacidade de sonhar.
– Como tem sido este seu regresso à televisão?
Merche Romero
– Já estava afastada da televisão há dois anos e meio. Ao longo desse período fiz algumas participações, mas nada regular. E tem sido uma felicidade regressar à televisão! O público tem sido bastante carinhoso e querido e era muito importante para mim sentir esse entusiasmo e apoio. Comecei o ano muito bem.
– E como é que lidou com o seu afastamento da televisão?
– Nunca tive medos ou receios em relação ao trabalho, porque sempre fui um furacão a trabalhar, seja em televisão ou em qualquer outra coisa. Portanto, para uma pessoa que teve sempre uma vida profissional muito agita­da, parar e ter um filho é algo estrondoso. No primeiro ano nem senti tanto esse afastamento e foi ótimo acompanhar de forma tão presente aquele período de vida do meu filho. Mas houve uma altura em que pensei: “E agora, o que é que vou fazer?”
– E nessa altura, com um filho para criar, o trabalho é mais importante do que nunca...
– Sim, e fui-me mesmo abaixo, ao ponto de pensar que estava com uma depressão pós-parto. Sempre fui independente e comecei a ver as despesas e a vida a exigirem de mim aquilo que não tinha. Nessa altura foi mesmo complicado... Era estranho sair à rua e ser reconhecida, porque naquele momento não estava a fazer nada em televisão e não queria ser apenas uma pessoa famosa, queria trabalhar.
– E o que é que a ajudou a ultrapassar esses tempos mais difíceis?
– O que me valeu foi a família e o apoio dos amigos. Comecei a sentir novamente vontade de lutar. Nessa altura via tudo negro! Percebi que não queria isso para a minha vida e então comecei a pedir ajuda. Pela primeira vez pedi ajuda a amigos e colegas. Só queria fazer alguma coisa que me fizesse feliz. E até já pensava em trabalhar noutra área. Só queria sentir-me viva de novo. E consegui, quando surgiu o convite para ser repórter no Portugal em Festa.
– Ao longo destes últimos três anos, a sua relação com Tó Pereira também teve várias oscilações. Sente que o facto de não ter trabalho influenciou negativamente a sua vida amorosa?
– Sim, pode ter influenciado. Por isso é que reatámos, acabámos, voltámos a tentar... Nada é eterno. Temos os dois profissões muito difíceis e somos pessoas com personalidades muito fortes. E acho que muitas vezes é bom um dos elementos não trabalhar na mesma área. É muito complicado gerir uma relação quando um, ou até os dois, estão muito tempo ausentes. Claro que depois há uma coisa que se chama amor e que faz o casal ter uma vida feliz a dois. Mas muitas vezes vai havendo um desgaste e temos de ter a coragem para perceber que vamos ser mais felizes como amigos.
– E neste momento tem a certeza de que são mais felizes como amigos? Ou quer voltar a tentar uma reconciliação?
– Foram quase sete anos de relação e custa sempre terminar. Mas vamos continuar a fazer parte da vida um do outro como melhores amigos.
– Agora é o momento para estar sozinha e olhar para dentro?
– Sim, agora é tempo de refletir, de viver, criar paz e estabilida­de. É deixar fluir e que a vida me indique o caminho. Tornei-me uma pessoa mais racional e menos impulsiva, mas também sou uma mulher que gosta e precisa muito de colo. Estou concentrada em recuperar-me e em ter tempo para mim. Quero ter mais trabalho, mas tudo com muita calma.
– E que sonhos continua a ter?
– Gostava que o meu programa-piloto fosse para o ar. É um programa alegre e precisamos de coisas que nos levem para cima. E quero continuar no Portugal em Festa! Adoro aquela equipa.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras