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Teresa Macedo: “Já não me incomoda que me julguem mais nova do que sou”

A CARAS quis conhecer melhor esta atriz de 32 anos que também é cantora. Teresa é a vocalista da banda Alma e lançou recentemente o seu primeiro ‘single’, ‘Uma Janela’.

Inês Neves
19 de abril de 2014, 16:00

Aos 32 anos, Teresa Macedo mantém um ar de miúda, mas quer ser levada muito a sério. “Às vezes é difícil que as pessoas te levem a sério com um ar tão jovem, não esperam maturidade”, desabafa. Afinal a atriz já representa desde os 18 anos e acha que já está na altura de fazer o papel de mulher madura. Não ambiciona ser protagonista, mas ter papéis desafiantes. Atualmente, podemos vê-la na novela da SIC Sol de Inverno, no papel de Joana.
– Há pouco, antes da entrevista, desabafou que a incomodava ter ar de miúda...
– Agora não tanto, já me co­meço a habituar, já não me inco­moda que me julguem mais nova do que sou. Às vezes é difícil que as pessoas te levem a sério, e pro­fissionalmente isso acontecia-me. Aliás, a minha personagem em Sol de Inverno tem 25 anos, portanto, ainda não consegui passar essa fase [risos]. Já assimilei que me enquadro num perfil mais jovem e vou fazendo esse tipo de personagem até ser viável.
– Ambiciona fazer um papel de uma mulher mais madura?

– Sei que hei de lá chegar, por isso já não me incomoda. Inco­modar-me-ia ter de fazer agora personagens de 18 ou 19 anos.
– Começou nesta área aos 18 anos. Até agora não teve papel de protagonista numa novela. Isso envolve alguma frustração?

– Não tenho nada essa ambição do protagonismo. Interessa-me, sim, ter personagens interessantes, inteligentes, que puxam por mim, que sejam desafiantes. Obviamente que me interessa muito mais uma personagem que tenha expressão num projeto do que uma que não tenha, mas não creio que isso tenha a ver diretamente com o protagonismo, com o tempo de antena. E muitas vezes as histórias mais interessantes são as periféricas.
– Mas aceitaria o papel de protagonista?

– Claro, se vier, será bem-vin­do, se tiver interesse, for inteligente. Mas não tenho mesmo nada essa ambição. Não há qualquer sentimento de frustração.
– Por vezes veem-se atores muito jovens, quase sem experiência, tornarem-se protagonistas, mesmo com pouca formação...

– Sim, claro que se vê pessoas sem formação chegarem e con­seguirem por terem uma fisionomia bonita, um bom corpo... Mas em televisão isso acaba por ser muito importante. Aceito que em televisão seja assim, mas também acredito que a formação que tive faz diferença. Estou bem com o meu percurso e aceito-o. E isso faz-me sentir bem. Estou satisfeita com aquilo que tenho.
– Há pouco, também em off, e a propósito de a sua personagem ser viciada em comprimidos, falávamos do acesso fácil que os jovens têm às drogas. Como passou por essa fase na sua adolescência? Qual foi a sua relação com as drogas?

– A minha adolescência foi tranquila e saudável. Conheci quem tivesse contacto com drogas, experimentei uma ou outra coisa por curiosidade, mas percebi que isso não era para mim. Também queria ser adulta cedo demais...
– Sempre foi certinha e responsável?

– Sim. É quase como se fosse uma defesa saudável. Gosto de ser saudável, amo o meu corpo o suficiente para não me deixar levar por essas coisas. Tinha sempre uma consciência muito presente. A maior preocupação que dei à minha mãe nessa fase foi talvez ter amigos que andavam de mota, o que envolve obviamente algum perigo. Mas nada mais.

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