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Mãe de Reeva Steenkamp diz que está a ser muito difícil assistir ao julgamento de Oscar Pistorius

June Steenkamp afirma que quer que seja feita justiça, mas que não está a ser fácil estar em tribunal e ouvir todos os pormenores do crime.

Redação CARAS
10 de abril de 2014, 18:37

O julgamento de Oscar Pistorius, acusado do homicídio da namorada, Reeva Steenkamp, está a decorrer no Tribunal Superior de Pretória desde o passado dia 3 de março e a família da jovem tem estado sempre na sala de audiências para acompanhar todos os pormenores. Mas June Steenkamp, mãe da modelo sul-africana assassinada pelo atleta a 14 de fevereiro de 2013, diz que está a ser muito difícil. “É traumatizante estar ali e enfrentar tudo o que está a acontecer. Estou a ser forte pela minha filha, tenho de estar ali por ela, mas para mim é um verdadeiro inferno”, desabafa em declarações ao jornal The Mirror. “Estou sempre a olhar para o Oscar, para ver as suas reações, analisar o seu comportamento. Fico obcecada por observar tudo o que faz”, explica ainda, recordando o primeiro encontro na sala de audiência: “Olhou para mim e disse-me ‘bom dia senhora Steenkamp’ e eu apenas abanei a cabeça”. “Eu não conheço aquele homem, a única coisa que sei é o mal que fez”, afirma.
June Steenkamp assume que se sente “muito vulnerável” e que apesar de tentar manter-se calma no tribunal, quando chega ao quarto de hotel onde está instalada, toda a revolta vem ao de cima, entre choros e gritos. “Imagino o que a minha filha viveu, o terror, a dor, o sofrimento…”, lamenta, ressalvando que apenas quer “saber a verdade” e que se faça justiça. “Não me importa o que poderá acontecer ao Oscar, nem sequer me importa se fica em liberdade ou não, para mim o mais importante é que ele seja confrontado, assuma e pague pelo que fez”, adianta.
Sobre a mudança de atitude de Oscar Pistorius ao longo do julgamento, aparecendo cada vez mais frágil e desorientado, a mãe de Reeva Steenkamp afirma apenas: “Não sei se está a atuar”.
E quanto ao pedido de desculpas do atleta olímpico à família da namorada, formulado esta semana, June explica que, apesar de ter sido informada pelo seu advogado que aquele momento aconteceria, não conseguiu conter as lágrimas. “Sabia que ele ia fazê-lo. Chorei pela primeira vez, não pelo pedido de desculpas, mas pelo sofrimento e agonia da minha filha que não vou voltar a ver”.
Além de Pistorius, também a sua família, nomeadamente a sua irmã, Aimée, tentou chegar ao coração dos familiares de Reeva Steenkamp, tendo escrito uma carta a lamentar o sucedido e a oferecer-se para ajudar no que fosse necessário. “Não vão devolver-me a minha filha… A Reeva era uma pessoa maravilhosa, linda por dentro e por fora. Era tudo para o Barry [o pai] e para mim. As nossas vidas estão destruídas”, conclui.
Recorde-se que na quarta-feira, dia 9, Oscar Pistorius voltou a afirmar que não teve intenção de matar a namorada e que apenas disparou para proteger os dois de um alegado intruso. Esta acusado de homicídio premeditado e arrisca uma pena que pode ir de 25 anos a prisão perpétua.

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