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D.R.

Caras conhecidas reagem à morte de Manuel Forjaz

O professor e empresário perdeu a longa batalha que travou contra o cancro durante cinco anos.

Redação CARAS
6 de abril de 2014, 22:48

Manuel Forjaz morreu este domingo, em Lisboa, depois de cinco anos a lutar contra umcancro do pulmão. Nas redes sociais são muitos os amigos, conhecidos e colegas,muitos deles famosos, que lhe dedicaram algumas palavras. Em comum, essestestemunhos têm o facto de relembrar a sua alegria de viver, a sua determinaçãoe a sua frontalidade.
Leia algumas mensagens
Catarina Furtado: “Queridos Antonio,Zé Maria e adorável Ruiva, o meu abraço é eterno. Quem disse que o Manel nãovenceu? A prova está no facto de ter partido sem dar por isso. Nós é que vamosdar pela sua falta. Mas as lições que nos deixou vão acompanhar-nos todos osdias. Com ele a orquestrar lá de cima.”
Tânia Ribas de Oliveira: “Entrevistei-o no dia 23 de março, naMaratona da Saúde, na RTP. Sim, há menos de 15 dias. As suas palavrasarrancaram aplausos de pé de toda a plateia na Aula Magna. Um homemverdadeiramente inspirador. Morreu hoje o Manuel Forjaz. E, como sempresublinhou que aconteceria, morreu de cancro. Mas o cancro nunca o matará.”
Manuel Luís Goucha: “Conheci Manuel Forjaz há precisamente 20anos. O seu livro “Nunca te distraias da Vida” lembra-me o ano em que foi:1994. Eu apresentava o “Praça da Alegria” e o Manel era, então, director-geralda Livraria Bertrand e na altura meu convidado para falar de uma iniciativasua, a primeira edição de Livros no Chiado. Lembro-me do impacto que causou,porque bem apessoado, sem dúvida, mas sobretudo pela clareza de raciocínio,pela paixão com que defendia o projecto e pela clara capacidade de mobilização.Não mais lhe perdi o rasto. Ao longo do tempo fui sabendo dele, pelo próprio e,particularmente, pela sua mulher Helena, com quem trabalho há alguns anos,primeiro na RTP, depois na TVI. Esse Manel, fonte de inspiração, foi o mesmoque encontrei, vinte anos depois, no seu livro e que tive o privilégio deapresentar perante uma plateia de centenas de amigos e admiradores. Ascircunstâncias eram diferentes: o Manel há quatro anos que lutava contra umcancro, mas em momento algum deixou de ser o Manel que avassala, que arrebata,que empolga. A agenda continuava a ser sua, ainda que, agora, partilhada pormédicos, consultas e tratamentos. E em momento algum o vi querer desistir ou,mesmo, abrandar. Achá-lo um coitado era ofendê-lo na sua inteligência edignidade. A vida continuou com projectos, ideias, alegrias, desafios e… umcancro. Que não levou a melhor… até hoje. Nesta luta desigual, o cancro venceu.Mas não nos levou o Manel. Levou um corpo cansado, massacrado, mas não a sualuz, não o seu sorriso, não a sua verdade. Pessoas assim só morrem quando asmatamos no nosso coração e na nossa memória. Estou triste, claro que sim… mas oencantamento de o ter (sim, de o ter) na minha vida, é certamente maior. Porisso, de Manel para Manel te prometo: nunca me distrairei da Vida!”
Pedro Abrunhosa: “Hoje faleceu Manuel Forjaz, Amigo,Comandante de conversas e ensinamentos. Falámos tantas e tantas vezes doabsurdo da morte. Rimos e desejámos juntos um tempo melhor para o tanto quetínhamos a sonhar juntos, de tão separados éramos no espaço. E ainda há tãopouco tempo me dizia na sua despreocupada bonomia: ' A tua música enche os meusdias!' Eu, silencioso viajante do seu percurso, ouvia-o naquela suatranquilidade de quem vive a vida a tempo inteiro, sem intervalos nem concessões.Era um Homem profundo e intrinsecamente Bom.”
José Alberto Carvalho: “Morreu umamigo. O dia está lindo. Era assim que ele queria. Morreu um amigo de todos osamigos que não sabiam que eram amigos dele e muitos que eram sem que elesoubesse. Morreu um combatente. Morreu uma pessoa que nos ajuda a viver. Sabia- sabíamos todos - que este dia chegaria. Não tinha pensado no que faria. Nemcomo reagiria. Uma estranha paz angustiada tomou conta de mim. Acendi duasvelas junto à fotografia dos meus filhos e decidi ouvir o «Ilumina-me», doPedro Abrunhosa. Vale a pena a letra. Vale a pena a vida. Vale a pena quemnos ilumina. E vale a pena tentar iluminar outros. Até já Manel”
Jessica Athayde: “És o maior! RIP”
Lourenço Ortigão: “Na última vez que estivemos juntos, naapresentação do teu livro, comprei o livro e pus-me na fila para que tu oautografasses. Foi aquela pressa característica de pessoas como eu que me fezcontornar a fila para te dizer que estava aflito de tempo e que precisava de irembora: "não faz mal, o teu assino quando formos jantar, com uma dedicatóriacomo deve ser" disseste tu. Não chegaste a assinar. Se por um lado mearrependo por não ter posto o livro na mesa logo ali, por outro sinto que foium privilégio ter privado mais esse bocadinho contigo, olhos nos olhos e nãopor um mero ritual. As pessoas que admiramos, aquelas com as quais nosidentificamos, as mais inteligentes, as mais bem sucedidas, são as que nosconseguem fazer mudar a nossa perspectiva de vida, são os que nos transmitemuma mensagem, os que mudam alguma coisa em nós. Sinto-me honrado por te terconhecido de perto, tu que com poucas palavras me conseguiste prender a atençãoe ensinar a ver a vida de outra maneira. Deixas uma legião de fãs incluindo euque estarão aqui para olhar e rezar pela tua família extraordinária. Descansaem paz grande Manuel e obrigado por tudo. PS: Vou fazer tudo, mesmo tudo para"não me distrair da vida"”
Cristina Ferreira: “Hoje não Manel. Não era agora. Agoraninguém esperava. Mas talvez Aquele em que acreditavas achou que sim. E láfoste tu. Obrigada pelo que nos deixaste. Boa viagem. Cf”

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