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Victoria Guerra: “Deselegante é, por exemplo, a ingratidão”

A atriz, de 24 anos, sente-se lisonjeada por ter sido eleita a mulher portuguesa mais elegante pelos leitores da CARAS.

Cláudia Alegria
5 de abril de 2014, 16:00

Bonita, talentosa ebem-educada, Victoria Guerra conquistou simpatias durante o jantarorganizado pela CARAS para a entrega dos prémios Eleição Elegância. No final danoite, a atriz descobriu que tinha sido ela a mais votada como portuguesa maiselegante e não escondeu a gratidão por este reconhecimento do público.
– No primeiro ano em que é nomeada, fica em primeiro lugar. Deve serlisonjeador...
Victoria Guerra – É, faz-me muito bem ao ego, devo dizer. Primeiro,porque a equipa de jurados é realmente fantástica. Depois, o vencedor é eleitoatravés da votação do público e isso é muito bom, porque o meu trabalho é parao público, é para as pessoas que estão em casa todos os dias a verem-me. Queroacreditar que este prémio também tem a ver com o meu trabalho e não só com aelegância, que não é só a forma como a pessoa se veste. Todas as mulheresnomeadas se vestem bem, mas é a forma como se apresentam ao público, a forma comolevam a vida delas, como encaram a sua profissão, como cuidam das suas famíliasque as torna elegantes. E a forma como se comportam, a boa educação... Foisempre isso que eu tentei transmitir. Trabalho num meio muito complicado, émuito fácil as coisas subirem-nos à cabeça. Os últimos dois anos para mim foramfantásticos e é muito fácil uma pessoa achar, de repente, que é a dona domundo, e não somos. É muito importante ter os pés bem assentes na terra.
– Quem é que a ajuda a ter os pés bem assentes na terra?
– A minha família, o meu namorado, a minha agência, todas as pessoas próximasde mim me ajudam nisso.
Quem é, para si, uma referência em termos de elegância?
– Tanta gente... Das mulheres que estavam presentes neste jantar destaco, porexemplo, a Luísa Beirão, que eu acho de uma elegância enorme. Uma mulhertrabalhadora, lutadora, tem uma família maravilhosa...
– E a nível internacional?
– Podia nomear milhares de mulheres, mas talvez a Cate Blanchett. Gosteimuito da forma como discursou nos Óscares. Foi de uma humildade que meimpressionou, além de ser uma atriz extraordinária.
– O que considera deselegante?
– A ingratidão, por exemplo. Não dar valor às coisas que acontecem. Estamos hávários anos a viver num país com problemas gigantes e acho que se deve darvalor às coisas boas que nos acontecem.
Foi difícil a escolha do look para esta noite?
– Pela primeira vez estou a trabalhar com um stylist, o João Pombeiro,que me ajudou com a roupa de hoje.
– Mas apesar do stylist, a escolha final é sempre sua...

– Obviamente. Sempre fui eu a escolher as minhas coisas porque gosto de teresse controlo. Como sou atriz, no ecrã apareço sempre em personagem. Por isso,quando tenho oportunidade para isso, gosto de ser eu própria. Se não gostar ounão me sentir confortável com alguma roupa, não a visto. Neste momento, estoucom muito trabalho e está a ser muito difícil ter tempo para tratar de tudo. OJoão é fantástico e conhece-me bem. Ele tem uma visão fantástica, tem a suaassinatura, claro, mas tenta conhecer bem as pessoas para as vestir de acordocom os seus gostos e preferências, de forma a que se sintam confortáveis. Aescolha do look para esta noite não era fácil, porque se tratava de umjantar da CARAS, que é uma revista de muita classe, é uma revista da empresa aque pertence minha estação, a SIC, e acho importante transmitir alguma coisapara o público. Ainda por cima, tendo em conta o tema dos prémios, acheiimportante estar elegante.
– Continua muito atenta às tendências?
– Isso sempre! Ainda há dias estive na ModaLisboa, vi o desfile do FilipeFaísca, que amei, foi absolutamente incrível, mas isto é uma coisa queacontece desde pequenina.
– Incutido por alguém em par­ticular?
– Não, foi uma coisa natural. Sempre gostei de ‘trapinhos’, de moda, de estaratenta. Gosto de misturar as tendências mas, acima de tudo, de me sentirconfortável. Sempre gostei e então agora, sendo atriz e tendo uma imagem amanter, tenho alguma responsabilidade perante o público. Além disso, tenhooportunidade de me vestir com coisas muito giras e tenho que aproveitar![risos]
– O que é que não vai faltar no seu guarda-roupa esta estação?
– As calças de fato, por exemplo, que estão muito na moda e podem usar-se comténis. É daquelas misturas estranhas, mas eu gosto dessas misturas. Não tenhoum estilo próprio, gosto de misturar o punk com o clássico.
E em relação ao corpo, tem muitos cuidados de beleza?
– Uma das minhas preocupações é beber muita água, depois, tenho muitos cuidadoscom o rosto. Desmaquilho-me sempre e uso um bom creme hidratante. O meunamorado costuma dizer que passo uma hora a desmaquilhar-me! Pode parecerfútil, mas o meu corpo é o meu instrumento de trabalho. Se eu não estiver bem,isso vai-se notar. Portanto, acho que é importante cuidar do nosso corpo, nãosó por fora mas também por dentro.
– Agora está a preparar-se para um novo desafio?
– Sim, vou fazer a peça de teatro 8 Mulheres, com encenação de HélderGamboa. Vou trabalhar com sete mulheres absolutamente maravilhosas. Aestreia está marcada para 27 de abril no Teatro da Trindade. Começámos aensaiar há cerca de uma semana.
– É a sua estreia em teatro?
Só fiz teatro amador, no The Lisbon Players, há cerca de três anos. Éa primeira vez que faço uma peça com atores profissionais, com um elencofantástico, e num grande palco.
– E parece que fica nervosa só de pensar nisso...
– Estou muito nervosa. Sou muito perfeccionista. Se é para fazer as coisas, épara fazer bem. Obviamente que vou errar, vou errar a minha vida toda. Se calharaté com 50 anos vou fazer um trabalho que vai correr muito mal. Faz parte donosso trabalho. E vai haver sempre pessoas que vão gostar e pessoas que não vãogostar, mas eu sou perfeccionista e, por isso mesmo, estou muito nervosa,obviamente.

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