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L’Wren Scott: Como é que alguém com tudo para ser feliz se suicida?

Descoberta no seu Utah natal aos 17 anos, pelo fotógrafo Bruce Weber, que ficou extasiado com a sua altura – 1,93m – e o seu porte elegante, L’Wren foi modelo em Paris antes de ser estilista.

Redação CARAS
5 de abril de 2014, 18:00

Quando, pouco antes das dez da manhã do passado dia 17, Brittany Penebre, assistente de L’Wren Scott, tocou à campainha do 9.º andar do luxuoso número 200 da 11.ª Avenida, em Manhattan, estranhou não obter resposta. Afinal, uma hora e meia antes a sua patroa tinha-lhe mandado um SMS a pedir-lhe para chegar àquela hora a sua casa. Decidiu usar a sua própria chave para entrar e deparou-se com um cenário alucinante: a estilista, que media 1,93m de altura, estava enforcada na maçaneta da janela da cozinha. Para tal, a namorada de Mick Jagger usara uma écharpe de seda preta que comprara com o vocalista dos Rolling Stones um ano antes, durante uma viagem à Índia.
A morte da ex-modelo e estilista, aos 49 anos, deixou em choque não só Jagger mas todos os que conheciam e admiravam esta mulher geralmente descrita como talentosa, brilhante, divertida e generosa. Pelo facto de não ter deixado uma nota de suicídio, ao choque sobrepôs-se, entretanto, a pergunta: porquê? Afinal, L’Wren parecia ter tudo para ser feliz: era linda, elegantíssima, vivia há quase 13 anos um romance com um dos homens mais cobiçados do mundo, ao lado do qual aparecia sempre com um sorriso rasgado, foi bem sucedida enquanto fez carreira como modelo – estreou-se aos 17 anos, em Paris, a desfilar para a Chanel e a Thierry Mugler. De regresso aos EUA no início dos anos 90, deu os primeiros passos como estilista em Hollywood e teve êxito imediato, conquistando com as suas criações, simultaneamente clássicas e trendy, clientes famosas como Nicole Kidman, Naomi Campbell, Sarah Jessica Parker, Oprah Winfrey, Madonna, Penélope Cruz ou Michelle Obama. Que continuaram a ser fiéis à sua linha de alta costura, lançada em 2006.
Logo após a sua morte, várias fontes próximas vieram dizer que L’Wren se debatia com uma dívida que ascendia aos seis milhões de euros. E que fora, aliás, por esse motivo que em fevereiro desmarcara o seu desfile na Semana da Moda de Londres. Isso foi, entretanto, desmentido pelo seu representante legal, que considerou os números referidos pela comunicação social “não só enganosos e inexatos, mas também extremamente ofensivos e desrespeitosos”.
Posta de parte esta justificação, não faltam novas teorias para o ato desesperado de L’Wren: uma delas é a de que os Rolling Stones não a toleravam, porque ao pé dela Mick se transformava num homem bem comportado, e a consideravam a sua Yoko Ono, tratando-a por Vampirella. Outra é a de que sempre quis ser mãe e nunca conseguiu engravidar. Ao que parece, esse era mesmo um assunto delicado para a criadora de moda, que em setembro passado, quando uma jornalista lhe perguntou por que razão não tinha tido filhos, se levantou de um salto e pôs fim à entrevista sem mais palavras. Muitas outras teses surgirão sem dúvida, mas a verdade, essa, L’Wren quis levá-la com ela.

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