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Apaixonada, Mariana Monteiro garante: “Seria incapaz de descurar o lado pessoal”

A preparar-se para a sua primeira experiência na apresentação, a atriz vive uma fase feliz e completa ao lado de João Mota.

Andreia Cardinali
29 de março de 2014, 10:00

Há nove anos conquistou o público com a sua voz doce na série Morangos com Açúcar. Hoje, e depois de ter vivido vários papéis e de se ter tornado uma das atrizes mais promissoras da sua geração, Mariana Monteiro, de 25 anos, prepara-se para uma nova fase na sua vida profissional. A atriz vai ser co-apresentadora do programa da RTP The Voice Portugal, que terá como apresentadores principais Catarina Furtado e Vasco Palmeirim.
Discreta no que toca à sua relação de dois anos com João Mota, Mariana não esconde que está apaixonada, mas prefere não dar pormenores sobre algo que garante ser “demasiado pessoal e privado.”
Ansiosa por iniciar o novo desafio televisivo, a atriz não descarta a possibilidade de conciliar a apresentação com a sua verdadeira paixão: representar.
– Prepara-se para abraçar um nova aventura na sua carreira, como apresentadora...
Mariana Monteiro – Recebi um convite que considerei irre­cusável. Não foi algo que me tivesse passado pela cabeça, mas também não era uma possibilidade totalmente descartada. Quando surgiu parece que tudo passou a fazer sentido. Sempre achei que poderia experimentar, viver novos desafios, e acredito que as coisas surgem na altura certa. Esta é uma boa oportunidade para criar uma ambivalência maior. Acima de tudo sou atriz e a ideia é conciliar esta nova fase com projetos na área da representação. Este projeto também permite isso. Uma das coisas que me motivaram foi o conceito do programa, aliado ao facto de eu ser uma apaixonada por música. Adoro a principal característica do programa, de não revelar à partida a identidade de quem está a cantar numa altura em que se vive tanto da imagem. Ali, só o talento interessa.
– Como lida com esse ideal de beleza tão defendido e até exigido atualmente, em especial na televisão?
É algo que tem de ser bem balanceado. Sempre fui vaidosa e se não estivesse neste meio
sê-lo-ia na mesma. Acho natural. Temos de ter alguns cuidados, mas gosto de ser sempre eu própria e transmitir o meu estilo e forma de estar na vida... Mesmo que seja um evento mais importante, tenho de estar de acordo com a minha personalidade.
– Nota-se que, apesar da sua idade, tem a preocupação de se cuidar bastante...
Isso é realmente uma característica minha. Costumam dizer que as mulheres no Porto se cuidam um bocadinho mais, talvez seja isso [risos]. Acho que se não fosse atriz teria exatamente os mesmos cuidados.
– E como lida com os dias em que se sente menos bonita?
Como qualquer mulher. Nos dias ‘não’ tento contrariar o que sinto, até porque sei que a seguir vem outro dia [risos].
– Como muitos jovens, a Ma­riana trabalha a recibos verdes. Isso traz-lhe uma maior preocupação em relação ao futuro, torna-a mais poupada?
Penso muito no futuro e quero ter uma situação paralela à minha carreira, já que pretendo tirar um curso em breve, pois acho que é importante estar instruída e ter outros recursos. Por isso é que a própria apresentação também pode ser uma oportunidade. Acho que não podemos ser limitados e, pensando a longo prazo, com o objetivo de alcançar a estabilidade financeira que pretendo, acho que temos de ser cada vez mais versáteis.
– Sente-se uma mulher afortunada ou o seu sucesso deve-se somente ao talento e dedicação?
Sinto que sou muito afortunada, pois não acredito que tudo aconteça sem sorte. A verdade é que há imensa gente com talento desperdiçada e este programa, o The Voice, é mesmo o exemplo disso. Estou numa área com excelentes atores que constantemente têm interregnos nas suas carreiras e isso é muito triste.
– Passado nove anos de carreira, sente que ainda tem muito para aprender?
Claro que sim, mas também acho que já mostrei ao público uma evolução que dá provas do meu trabalho. Ao longo destes anos fui sempre preenchendo os espaços livres com aprendizagem, mas a verdade é que tudo o que sou é fruto do meu trabalho e não de uma escola.
– Essas personagens todas que já viveu trouxeram alguma riqueza emocional ou consegue separar totalmente quem é e o papel que representa?
Há uma separação muito grande. Posso ter tirado coisas boas quando isso era possível. Acho que muitas das vezes nem tem a ver com a personagem em si, mas com o meu crescimento durante esse ano.
– Como é que lida com o assédio dos fãs?
Muito bem e tento ser sempre o mais atenciosa e simpática possível, pois afinal de contas o meu reconhecimento e valor vem do público e, por isso, eles merecem toda a atenção.
– Já está com o João há algum tempo. Casar e ter filhos já faz parte dos planos, ou para já está só focada no trabalho?
[risos]. Não, não. Eu nunca gosto de estar focada numa coisa só, gosto de me dedicar ao lado pessoal e profissional. Seria incapaz de ser só focada na carreira e descurar o lado pessoal. Divi­do-me na medida que considero ideal para obter um equilíbrio. Quanto a casar e ter filhos já, nem pensar. Casar nem sequer é um sonho e o resto terei ainda muito tempo para isso, sou muito nova. Quero viver o dia-a-dia, viajar se me apetecer.
– Com o passar do tempo, tem-se tornado cada vez mais avessa a falar da sua vida pessoal. Qual a razão?
Quando comecei, com 16 anos, sabia que a minha família, os meus pais e a minha irmã estariam sempre o mais resguardados possível. O resto fui gerindo ao longo do tempo. Sempre achei que não se deve mostrar tudo, até porque na nossa vida só contamos as coisas a três ou quatro amigos, por isso, não tenho de tornar tudo público. Não posso. Para mim faz sentido mostrar o que é mais interessante, o que gosto de fazer, onde vou viajar e até posso dizer que estou feliz e numa relação, mas explorar isso, não acho saudável.
– Mas entende que haja curio­sidade sobre a sua relação com o João?
Claro que sim. Por isso é que de vez em quando mostro um bocadinho da minha vida com o João no Facebook ou Instagram. Não fecho a sete chaves, porque acho que isso ainda suscita mais curiosidades, mas acho que o ideal é abrir uma fresta.
– E é fácil encontrar esse ponto de equilíbrio?
Acho que sim.
– E sente-se feliz, como referiu?
Sim, sinto-me feliz [risos]. Esta é uma fase muito feliz, pois sinto-me muito bem e realizada a nível pessoal e profissional. 
– Tem demonstrado que a fama não lhe subiu à cabeça...
Mantenho os mesmos va­lores e princípios de sempre e acho que isso ajuda. Sou a Ma­riana de sempre, mas também não teria razões para não o ser. Percorri um caminho que em nada me envergonha. É normal que esta vida nos encha o ego, mas temos de ter consciência de que é só isso e nada mais. É tudo muito superficial.

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