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Ana Rocha foi mãe de uma menina, Amália

A filha da realizadora e do companheiro, Pedro Mendonça, nasceu no passado dia 7, com 2,700 quilos.

Marta Mesquita
23 de março de 2014, 10:00

Ana Rocha, de 35 anos, tinha completado as 37 semanas de gestação quando posou para a CARAS. Nessa tarde, a realizadora e atriz estava longe de suspeitar que daí a três dias, a 7 de março, já ia ter a sua filha, Amália, nos braços. “Estou a viver o maior momento da minha vida e sinto-me muito feliz”, contou Ana horas depois de a filha ter nascido na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, com cerca de 2,700 quilos, de parto normal. “A Amália está bem, é parecida com o pai. O parto foi incrível! A vida vale tanto a pena! A minha alma treme de felicidade e de amor”, continuou a recém-mamã, revelando ainda que o seu companheiro, Pedro Mendonça, brand manager na área farmacêutica, esteve sempre ao seu lado e assistiu ao parto.
Quando a realizadora e atriz conversou com a CARAS, revelou as mudanças que a maternidade trazia à sua vida.
– Está na reta final da sua gravidez...
Ana Rocha
– É verdade... Estou muito feliz, mas existe um lado muito assustador no facto de ir ter um bebé, porque em todas as fases da gravidez há exames e análises. São nove meses de muita felicidade, mas também de tensão. Há um momento em que entramos numa espiral de medo.
– E foi a necessidade de partilhar todas essas emoções que a levou a criar o blogue Anita Mamã?
– Nunca fui muito de seguir blogues, mas houve um dia em que achei engraçado agarrar em tudo isto que sinto e colocar em algum lado! Queria aproveitar ao máximo tudo o que estava a sentir e decidi partilhá-lo, porque a verdade é que a maternidade nos muda.
– Já sente mudanças em si e na sua vida?
– Sim. Sinto que já sou mãe há muitos meses. Não me senti mãe no segundo em que soube que estava grávida. Aliás, esse momento é talvez um dos mais estranhos na nossa vida, porque a confusão de sentimentos é tal que parece uma explosão. A gravidez é um processo que muda tudo para as mulheres e é uma mudança muito rápida. Para os homens não é assim, demora mais tempo. O Pedro não é nada desprendido e é muito virado para a emoção, ainda assim, existiu uma diferença entre nós. Eu comecei a sentir as coisas muito mais cedo.
– Houve algum momento particularmente marcante durante a sua gravidez?
– Quando ouvi o coração da bebé pela primeira vez foi muito marcante. Caíram-me as lágrimas. O bebé está lá, já não pode ser só fruto da nossa imaginação.
– Falou dos seus receios e medos. Viveu estes nove meses preocupada? Ou conseguiu desfrutar desta fase?
– Durante a gravidez, tornei-me a pessoa mais preocupada do mundo, mas também desfrutei ao máximo de todo o prazer que se tira desta fase. Quando acabamos de fazer um exame e está tudo bem, sentimo-nos no céu. Mas ao fim de 15 dias, começamos a questionar se continua tudo bem, porque há muitas doenças que são silenciosas...
– Sente que há mesmo um antes e um depois da gravidez na sua vida?
– Sim. Antes de engravidar, a vida resu-­mia-se aos nossos sonhos, ao que queremos ser e fazer... Essa liberdade deixa de existir, porque sentimo-nos responsáveis por outra pessoa. Agora pensamos em nós e no que é melhor para a pessoa que aí vem. Só isso muda tudo. E fiquei ainda mais sensível e frágil. Parece que fiquei desprotegida emocionalmente.
– E custa-lhe perder essa liberdade, so­bretudo no campo profissional?
– Nesta situação não há perdas, passa é tudo a ser diferente. Sei que não se deve contrariar o destino e aprendi a confiar imenso. Já alterei muitas vezes o meu rumo e até hoje não me arrependi
– Vai ter uma menina. Era o que queria?
– Gostava muito de ter uma menina, mas não precisava de ser logo na primeira gravidez. Conheço muito bem o universo feminino e ao ter uma menina sei exatamente o que se vai passar dentro da sua cabeça. Mas ser mãe é algo que se aprende muito instintivamente e não faz diferença se vamos ter um menino ou uma menina. E até gostava que o nosso segundo filho fosse rapaz! O Pedro é que está radiante, porque diz que normalmente as meninas são mais agarradas aos pais. Não me importo nada que seja uma menina do papá.
– A bebé vai chamar-se Amália. É um nome com um significado especial para a Ana ou para o Pedro?
– A minha avó foi confundida durante toda a sua vida com a Amália [Rodrigues], porque eram de facto muito parecidas. Por isso, parece que sempre tive uma ligação à Amália. E o facto de ter vivido fora do país fez-me sentir o fado de uma outra maneira. Também queria que a nossa filha tivesse um nome completamente português.
– A Ana e o Pedro estavam juntos há alguns meses quando souberam que iam ser pais. Como foi para um casal em plena fase de namoro descobrir que vai ter um bebé?
– Quando se está junto há sete ou oito anos, a relação já tem vícios e muitas coisas para trás, por isso, não sei se o facto de eu ter engravidado numa fase em que o namoro estava à flor da pele não acabou por ser uma grande dádiva.
– E gostava de se casar?
– Já várias pessoas me fizeram essa pergunta... O que sei é que esta é a primeira relação que vivo que tem tido uma linha ascendente. E isso é mesmo incrível.

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