Nas Bancas

Daniel Oliveira: "Todas as entrevistas me marcaram"

A CARAS publica, em quatro fascículos, 16 das entrevistas que o apresentador fez no ‘Alta Definição’.

Andreia Cardinali
22 de março de 2014, 14:00

Quando iniciou o programa Alta Definição na SIC e popularizou a expressão "o que dizem os seus olhos?", Daniel Oliveira estava longe de pensar que iria alcançar tanto sucesso. Quatro anos e meio depois, são centenas as personalidades entrevistadas e o apresentador escolheu 16 desses trabalhos para quatro fascículos que vão sair com a CARAS durante quatro semanas, até dia 2 de abril.
– Foi difícil selecionar estas 16 personalidades?
Daniel Oliveira –
Foi, sobretudo porque há uma relação emocional com todas as entrevistas que fizemos no Alta Definição. E como estas entrevistas partem daquelas que tinham sido escolhidas para o livro, optámos por algumas que pudessem ser o paradigma daquilo que pretendemos no programa: conversas interessantes com pessoas interessantes. Apesar de serem entrevistas que as pessoas já conhecem, acho que o facto de as lerem separadamente as pode fazer absorver algumas ideias de uma forma diferente.
– Houve entrevistas mais marcantes?
Todas me marcaram por diferentes razões, mas destaco a do António Feio, pois foi no início e de alguma forma marcou o tom do Alta Definição daí para a frente, uma vez que foi ele que conduziu a entrevista. Essa foi uma lição que obtive muito cedo e foi muito norteadora. Não utilizei parte do que preparei, pois fui entrando pelas portas que o António foi abrindo e a partir da generosidade dele procurei seguir essa linha daí para a frente.
– Quando iniciou o programa imaginava que poderia ter tanto sucesso?
Não, só queríamos fazer entrevistas que trouxessem alguma coisa diferente à televisão. Queremos que as pessoas se mantenham interessa­das nas conversas que temos com alguém do início ao fim do programa. Esse era o nosso maior desafio e acho que nunca termos adormecido à sombra do sucesso do programa é um dos motivos pelos quais continuamos com esta vivacidade.
– Quando pensou na pergunta "o que dizem os seus olhos?", sabia que se tornaria tão emblemática?
Não. No fundo, é uma metáfora, uma assinatura daquilo que a pessoa quer dizer para terminar. Aconteceu porque queríamos ter grandes planos das pessoas e deixar que os espectadores fizessem o seu próprio juízo, que comprovassem se havia coincidência entre o que as pessoas diziam e aquilo que os seus olhos falavam. Foi daí que nasceu essa pergunta, sem que tivéssemos a noção de que seria uma marca do programa.
– Percebe-se que as entrevistas são preparadas ao pormenor...
Sim, há uma preparação exaustiva através do conhecimento empírico que tenho dessa pessoa, de todos os artigos que saem, de um arquivo que mantenho em casa desde os 14 anos, já que guardo em casa todas as entrevistas de diversas personalidades, mas também do arquivo da Impresa e de pesquisa na Internet. Acima de tudo, procuro ler aquilo que está nas entrelinhas. Acho que há perguntas certas para determinadas pessoas, há gatilhos que fazem com que falem e a prepa­ração ajuda nisso.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras