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A felicidade de Jorge Corrula: "Ser pai trouxe-me uma riqueza de sentimentos"

Aos 35 anos, o ator vive uma das fases mais serenas e felizes da sua vida, junto da companheira, a também atriz Paula Lobo Antunes, e da filha de ambos, Beatriz.

Andreia Cardinali
2 de março de 2014, 12:00

Jorge Corrula planeava ser advogado até que uma série de acasos o levou a descobrir que a representação era afinal, a sua vocação. Aos 35 anos, tem numerosos trabalhos no currículo. Já fez teatro e cinema, mas é na televisão que tem sido mais assíduo. Há um ano e três meses, viu a sua vida ser enriquecida quando nasceu a filha, Beatriz, da união com a também atriz Paula Lobo Antunes. Diz que agora se sente "um homem mais completo" e explica: "Ser pai trouxe-me uma riqueza de sentimentos.”
Foi durante uma pausa nas gravações da novela Sol de Inverno, da SIC, num dos décors onde grava, em Peniche, que o ator expôs as suas emoções.
– Esta personagem, o Tomás, trouxe-lhe uma paixão pelo surf. É bom quando o trabalho proporciona novas experiências?
Jorge Corrula –
Muito e o Tomás puxa-me para lados mais positivos e alegres. Às vezes vivemos coisas diferentes através dos personagens e este Tomás está a fazer-me encarar tudo de uma maneira mais ligeira, mais positiva.
– Isso quer dizer que o Jorge não é assim tão otimista?
[risos]. Pois... sou mais pessimista e estou sempre à espera que as coisas não corram bem. Enfim, é uma forma de defesa. O Tomás força-me a viver como ele, a ter um sorriso mais fácil, e isso é muito engraçado.
– E essa mudança reflete-se no dia-a-dia, na sua vida familiar?
Inconscientemente, acho que sim, e isto não tem nada a ver com colagens de personagens.
– E com as gravações, há tempo para a família?
Há semanas mais complicadas, mas outras em que consigo ter a tarde ou a manhã livre e aí faço questão de estar sempre muito presente. Não posso dizer que não tenha tempo.
– A Beatriz tem um ano. Deve estar numa fase engraçada...
Sim, já anda e já começa a revelar personalidade e torna-se mais um ser pensante lá em casa. Está numa fase muito engraçada em que já tem vontades e dá outro gozo vê-la crescer. Já não temos só de cuidar dela, ela já retribui, comunica e põe-nos outro sorriso.
– Diz-se que as meninas têm sempre uma ligação especial com o pai. Isso acontece entre vocês?
Sim [risos]. Ela tem olhares perfeitamente femininos e eu acho que isso é notório comigo. Ela tem obviamente um grande carinho pela mãe, mas olha para mim de uma maneira diferente e faz umas festas diferentes, até porque a minha interação com ela é de muita brincadeira. Sinto que há um bocadinho essa coisa de ser “menina do papá”.
– E a personalidade que já revela é parecida com a sua, com a da Paula, ou é muito própria?
Ela tem uma personalidade muito vincada, mostrou logo desde muito pequena. É um bebé muito tranquilo, desde a primeira noite que dorme mais de oito horas, aliás, a média dela é de 12 horas por noite, de maneira que é muito tranquila. É muito doce e muito autónoma, quer fazer tudo sozinha. Acho que sai um bocadinho aos dois e fisicamente também. Tem uma mistura divertida dos dois.
– Foi uma bebé planeada ou a paternidade fez parte da evo­lução natural da sua relação?
Foi planeada, mas também fez parte da harmonia e bem-estar que existe entre mim e a Paula. Estava na altura para ambos e com o trabalho que temos seria impossível não o planearmos.
– Sempre quis ser pai, ou isso só passou a fazer sentido ao lado da Paula?
Ter filhos sempre esteve nos meus planos. Nunca quis ser pai muito cedo e com a Paula foi uma coisa que aconteceu naturalmente, até porque nos estávamos a aproximar de uma idade em que o “relógio biológico” de ambos começou a funcionar. A pater­nidade surgiu na altura ideal. Acho que a Beatriz é uma criança muito calma e doce também pela atenção que lhe podemos dar nesta fase da vida e pela forma como foi calmamente planeada.
– Falam sobre os valores que querem passar à Beatriz, ou isso acaba por ser espontâneo?
Eu e a Paula estamos juntos há sete anos e conhecemo-nos muito bem. Já não precisamos de falar de objetivos de vida e valores em comum e nos silêncios construímos muita coisa. Os nossos valores são comuns e os objetivos a nível profissional e pessoal também. Existe uma grande cumplicidade e tudo acontece naturalmente.
– Ter mais filhos faz parte dos vossos planos?
Para já, não, mas teria pena se a Beatriz fosse filha única.
– As responsabilidades da paternidade fazem-no aceitar trabalhos exclusivamente pela contrapartida financeira?
Não. Um dos valores que quero passar à Beatriz é precisa­mente o de não fazer as coisas em troca de um valor comercial. Ela trouxe-me mais responsabilidades na vida, mas também nas escolhas que faço.

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