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Mário Ferreira e Paula Paz Dias abrem as portas do seu refúgio de fim de semana

Altruísta, comunicador, empreendedor e destemido, Mário Ferreira representa e defende o Douro no mundo. Discreta, inteligente e dona de uma beleza clássica, a juíza Paula Paz Dias tem um percurso digno nos tribunais portugueses.

Joana Brandão
23 de fevereiro de 2014, 10:00

Com profissões bem distintas, o CEO da Douro Azul e a juíza do Círculo de Santo Tirso têm na família a sua grande prioridade. Realizados e bem sucedidos, Mário Ferreira e Paula Paz Dias vivem no Porto, mas é em Torres Vedras que têm o seu refúgio de fim de semana. Foi lá que conversámos com o casal sobre as filhas em comum, Carlota, de cinco anos, e Catarina, de três, e ainda sobre Íris, de 19 anos, e Mário, de 11 – fruto do primeiro casamento de Mário Ferreira – sobre o trabalho e os planos que têm para 2014.
Como ocupam o tempo que passam aqui na quinta?
Paula Paz Dias – A Quinta da Carlota é uma espécie de paraíso familiar. As crianças adoram vir para cá, enfiar as galochas e apanhar os ovos das galinhas, dar comida aos animais, fazer pão e cozê-lo num forno a lenha, pintar a casa de madeira... E eu e o Mário também adoramos cá estar, porque deixamos a azáfama profissional do lado de fora do portão e passamos tempo com qualidade com as crianças ou a ensaiar as nossas experiências agrícolas. Aliás, até os nossos cães gostam de vir para cá!
Estão casados há sete anos e parecem muito felizes...
Mário Ferreira – Sim! E ago­ra ainda mais, porque tenho o meu filho cá. O Mário mudou-se para Portugal e está a estudar na mesma escola da Carlota, que adora ter por perto o irmão.
Eles dão-se todos muito bem, adoram-se, e eu fico muito feliz, claro. A família é importantíssima para mim. Que piada é que tinha isto tudo se não tivesse com quem partilhar?
Paula – Por sorte ou mérito, ou um pouco de ambos, somos muito felizes e cada dia que passa estamos mais unidos e os laços familiares ficam mais fortes. Eu desde sempre pensei que se construísse uma família queria que fosse grande e heterogénea, por isso, poder ‘adotar’ o irmão das minhas filhas foi também a realização de um sonho.
– Paula, gostou da homenagem que o Mário lhe fez de mandar esculpir o seu rosto nas sereias da proa do barco Spirit of Chartwell? Foi uma demonstração pública de amor...
– Claro que gostei, senti-me muito lisonjeada. Para amar é essencial uma pessoa sentir-se amada, e o Mário é fantástico, consegue sempre surpreender-me. É um pouco como a raposa dizia ao principezinho do Saint-Exu­péry: “Se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo.
Mário – A Paula merece tudo! É muito perseverante, trabalhadora, dinâmica e cheia de energia. Além disso, as coisas têm mais piada se forem espontâneas, como foi o caso.
Têm profissões bastante diferentes, mas igualmente exigentes. Como é que conseguem ter tempo para a família?
– Conseguimos conciliar bastante o tempo, essencialmente ao fim de semana. Andamos sempre a correr, mas há uma hora em que sabemos que temos de ir para casa, estar com os nossos filhos.
Paula – Eu realizo-me imenso com o trabalho e tenho imenso orgulho em me esforçar por conseguir um pouco mais de justiça, mas tenho presente que as crianças precisam muito de mim. A minha prioridade é, sem dúvida, a família.
Mário, 2013 foi o melhor ano da Douro Azul. Celebrou os 20 anos da empresa e inaugurou dois navios-hotel. O que tem preparado para este ano?
Mário – Além dos dois novos navios-hotel, previstos para março, a grande novidade é a abertura do World of Discovers – Museu dos Descobrimentos, em abril. No quarteirão onde temos os nossos escritórios, em Miragaia, funcionava o antigo estaleiro do Rio Frio onde foram construídas as naus do Vasco do Gama. Como tal, estamos a fazer um museu temático dos Descobrimentos, onde vai existir um canal através do qual as pessoas fazem uma viagem pela história dessa época.
E em relação à sua viagem ao Espaço, haverá novidades?
– Vai dar-se, finalmente, início ao programa espacial. A grande novidade este ano é o sorteio, entre os 80 fundadores, do alinhamento das naves – cada nave só leva seis pessoas de cada vez, como tal é preciso saber quem vai com quem e em que vez. Já passaram dez anos, mas continuo muito tranquilo à espera.
Como é que a Paula lida com a ideia desta aventura do Mário?
Paula – Confesso que não sou assim tão destemida e não me consigo aventurar nesses voos, mas tenho imenso orgulho na coragem do Mário e apoio-o a cem por cento.

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