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Maria Botelho Moniz: “O sorriso é a saída para qualquer situação”

A apresentadora do programa “Curto Circuito” continua a considerar a representação a sua grande paixão profissional – é um sonho que vem de criança – e pretende retomá-la assim que lhe for possível.

Andreia Cardinali
23 de fevereiro de 2014, 16:00

Começou como atriz, a sua verdadeira paixão, mas foi como apresentadora do Curto Circuito que Maria Botelho Moniz, de 29 anos, se tornou conhecida do grande público. Aos 18 anos atravessou o Atlântico em busca de um sonho e ingressou na American Musical and Dramatic Acade­my, em Nova Iorque, experiência que a tornou mais madura e que hoje recorda com saudade.
Dona de uma timidez que protege com o humor e de uma forma descontraída de encarar a vida, Maria garante que trabalhar em televisão não mudou em nada a sua personalidade e assume que não lhe é fácil viver sob o escrutínio dos outros desde que se tornou figura pública.
– O que é que a experiência de viver nos EUA lhe trouxe?
Maria Botelho Moniz – Alguma loucura, muita organização e ‘desenrascanço’. Estive três anos sem pai nem mãe, nem nenhum dos meus irmãos, e foi mesmo o ‘safa-te como puderes’. Trouxe-me muita vontade de seguir em frente, mas também me deixou os pés bem assentes na terra, já que tenho plena noção do trabalho que é preciso desenvolver para atingir objectivos.
– Lidar com as saudades da família foi o mais difícil?
Sim, mas acho que também me ajudou a crescer. Venho de uma família muito gran­de, e quando falha um, sente-se logo. Acho que cresci muito e aquela estada deu-me responsabilidade e alargou-me horizontes.
– Começou como atriz, mas é conhecida como apresentadora. Isso assusta-a?
Um bocadinho. Cresci toda a vida com o sonho de ser atriz, saí de Portugal para ter a melhor formação possível nesse sentido e de repente sou a cara de um programa de televisão que nada tem a ver com representar. No início foi assustador, mas acho que dá para conciliar as duas coisas, até porque percebi rapidamente que um apresentador tem um bocadinho de ator.
– Há alturas em que pensa que não irá regressar à representação?
Sou muito organizada e assusta-me não saber o que vou fazer a seguir. Gostava de voltar à representação, mas acho que tenho muito para crescer na apresentação e que se aprender também esse ofício conseguirei tornar-me uma profissional melhor nos dois campos.
– A apresentação começa então a ganhar um novo sentido...
Sim. No início foi muito difícil ter de dar a minha opinião e as pessoas na rua chamarem pelo meu nome e não pelo das personagens. Passei a ser só eu...
– Como é que uma mulher tímida escolhe uma profissão pública em que tem de lidar com câmaras?
Sinceramente, acho que às vezes falta um bocadinho de timidez a quem apresenta, especialmente quando se tem convidados. O meu objetivo nunca é brilhar mais do que o convidado, tem de se saber dar espaço para as pessoas falarem e terem o seu momento. Mas a profissão tem-me ajudado bastante, pois se continuasse tímida como era estaria em casa sem trabalhar [risos]. Há muita energia e muito ego, muita gente e mexerico por aí, e seria completamente abafada. Apesar de tímida, também tenho um lado enérgico... Ando pelos corredores da SIC e falo com toda a gente, conheço todos pelo nome e sou sempre o mais aberta possível, mas gosto do meu cantinho.
– Como é que lida com esse lado que referiu existir no meio da televisão, dos mexericos e do equilíbrio de egos?
Não me meto na vida de ninguém e acho que isso tem sido um ponto a meu favor. Ponho um sorriso, não emito opiniões nem me meto na vida dos outros. Se há coisas que não me apetece dizer ou pessoas com quem não quero falar, faço um sorriso e sigo a minha vida. Não temos de ser todos amigos ou ter os mesmos gostos e opiniões. Apenas temos de fazer o nosso trabalho o melhor que sabemos e ter um bom ambiente com a equipa em que se trabalha. O resto é fogo de vista.
– Tem mantido a sua vida privada resguardada. Foi premeditado?
Todas as pessoas que me inspiram de alguma maneira são sempre pessoas de quem sei muito do trabalho e pouco das suas vidas. Para um público e para uma indústria como esta, temos de ser somente o trabalho que apresentamos.
– O Curto Circuito é dirigido a uma camada mais jovem. Como lida com as perguntas indiscretas dos fãs?
Algumas são mesmo indecentes [risos]. Aprendi muito depressa a dar a volta a questões pessoais. Solto meia gargalhada e faço uma piada. Há coisas inacreditáveis, que me fazem corar ao olhar para o computador. Acredito que o sorriso e a descontração são a melhor saída para qualquer situação.
– A maternidade e o casamento estão nos seus planos?
Acho que sim. Imagino-me casada e com dois ou três filhos. Tenho cinco irmãos, acho que não saberia ter uma casa só com um filho. Preciso de barulho!

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