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Rita Pereira: “Tenho mais vontade de ser mãe do que de me apaixonar”

A atriz esteve com a CARAS em São Tomé e Príncipe, onde gozou uns dias de férias.

Joana Carreira
22 de fevereiro de 2014, 14:00

Aos 31 anos, Rita Pereira é uma das atrizes com mais sucesso da sua geração. Estreou-se no mundo da moda com 16 anos, mas foi a série juvenil Morangos com Açúcar que a lançou para a fama. Desde então, a sua carreira na representação tem sido recheada de projetos com êxito. Além de ser uma atriz muito requisitada, Rita é a imagem de diversas campanhas publicitárias. A CARAS acom­panhou-a durante uns dias de férias que passou em São Tomé e Príncipe, país que visitou pela segunda vez, onde a atriz conversou sobre as suas paixões, sonhos, projetos profissionais e ‘desmontou’ alguns rumores de que foi alvo recentemente.
“Não será, de certeza, a última vez que visito S. Tomé e Príncipe. É um país seguro, onde as pessoas são muito afáveis, queridas, recebem-me sempre de braços abertos, com enormes sorrisos”.
– É habitual viajar nas férias...
Rita Pereira – Sim. Ao longo dos anos passei a conseguir organizar-me cada vez melhor, por isso tenho visitado mais sítios e estado com mais pessoas. Consigo viajar, fugir do frio, trabalhar e estar com a minha família ao mesmo tempo. Este ano tem sido perfeito.
– Procura frequentemente destinos de praia. Faz-lhe falta o sol? É um hábito que vem de criança?
– Toda a vida escolhi estes destinos, pois fui influenciada pelos meus pais, que sempre gostaram muito de sol. Às vezes íamos para a Serra da Estrela, porque o meu pai é de Castelo Branco, mas não ficávamos muito tempo. É muito difícil levarem-me para um sítio frio. A única cidade onde vou regularmente é Londres, para fazer compras e ver musicais.
– Tem-se especulado na imprensa sobre a possibilidade de já ter recorrido à cirurgia estética para melhorar a sua silhueta. É verdade?
– Não tenho silicone em nenhuma parte do corpo. Mas sou uma defensora das pessoas que o colocam. E não digo que não venha a colocar no peito. Se tiver filhos e perceber que o meu peito está descaído, serei a primeira a fazê-lo.
– Faz alguma dieta específica para manter a linha?
– Quando estou de férias não, como tudo o que me apetece, mas quando estou a trabalhar tento ter cuidado com a alimentação. No último ano dediquei-me cem por cento ao desporto. Comecei a treinar todos os dias e obviamente que as diferenças se fizeram notar. É inevitável o corpo não mudar. Não sou uma pessoa muito rigorosa, porque não quero ser magra, quero ter um corpo definido, estar em forma. Sinto-me muito bem co­mo estou agora.
– Considera-se vaidosa?
– Não sou vaidosa, sou daquelas pessoas que saem à rua tranquilamente sem maquilhagem, com uma roupa e um penteado qualquer. Tenho uma única preocupação: desmaquilhar-me todas as noites, hidratar a pele, beber bastante água. Mas é normal que, sendo figura públi­ca, tenha um pouco mais de cuidado com a apresentação.
– Até porque dificilmen­te passa despercebida na rua. Lida bem com a abordagem das pessoas? Ou preferiria que não a reconhecessem?
– Lido muito bem, gosto bastante de retribuir o carinho das pessoas. Daí também ter uma página de fãs no Facebook, que foi criada para esse efeito. O público português adora novelas e eu fico feliz por gostarem do meu trabalho. E viajo para me poder dar ao luxo de ser anónima. Por vezes, ajuda-me a não me esquecer de mim.
– Tem novos projetos pro­fissionais em mãos?
– Para já, não. Tive recen­temente uma reunião com a TVI, mas só devo começar algo em fevereiro. Deverá ser uma novela, mas não sei mais pormenores. Entretanto, tenho feito várias campanhas publicitárias. 
– Recentemente estreou-se no cinema, no filme Sei Lá, do Joaquim Leitão. Foi uma boa experiência?
– Ótima, gostei muito de fazer o filme. Adorei o Joaquim Leitão, é um realizador muito intro­vertido mas, ao mesmo tempo, dá liberdade para os atores criarem, e deu-me essa oportunidade. Este é o meu primeiro projeto em cinema – excluindo o filme dos Morangos com Açúcar, que foi tratado como uma novela. Estava com muito medo, mas o Joaquim deixou-me inventar. Foi um projeto que adorei fazer, com pessoas espetaculares, o elenco muito divertido e a produção fantástica.
– Reviu-se na personagem?
– Não, nada, e essa é a parte boa. Não tem nada a ver comigo. É uma personagem cómica e eu adoro fazer comédia. Espero que faça muita gente rir.
– E tem vontade de fazer teatro?
– Sim. Há seis anos fiz Os Produtores e quero muito voltar a fazer teatro, mas não quero fazer só porque sim. Quero que seja uma coisa em grande, como foi esse projeto.
– Entretanto, também participou no programa Dança com as Estrelas, da TVI, mas teve de sair por se ter lesionado. A dança parece ser uma paixão...
– É uma grande paixão, assim como a representação. Danço desde os sete anos. Fiz ballet durante dez anos e depois contemporânea, ragga, hip hop, danças brasileiras e africanas. Sempre tentei estar ligada à dança, adorei participar no Dança com as Estrelas. Só eu sei como fiquei quando me lesionei... Tive muita pena. O meu maior sonho era saber cantar, para poder fazer musicais, mas tenho plena consciência de que é um caminho que não posso seguir. Seria perfeito poder juntar tudo, seria um sonho tornado realidade.
– Imagina-se a mudar de profissão um dia?
– Se tiver de ser, sim, não tenho problema nenhum. Sempre fui muito desenrascada, trabalhei em várias áreas. Tirei o curso de Comunicação com vertente de Publicidade com o intuito de ser copywriter. Ser atriz e estar no nível em que estou pode acabar a qualquer momento. Portanto, claro que me vejo a pegar no ‘canudo’ e ir de empresa em empresa à procura de trabalho.
– Já se sente realizada?
– Não, acho que é cair na monotonia. Nem acho que alguma vez me vá sentir realizada a cem por cento. Devemos sempre procurar mais, querer mais, aprender mais, fazer coisas diferentes. Ainda tenho muitos objetivos e sonhos para concretizar.
– Imagino que também os tenha a nível pessoal. Continua solteira?
– Sim. [risos]
– Tem-se falado muito na relação com o ator Rodrigo Menezes. É apenas amizade ou as
insinuações da imprensa têm um fundo de verdade?
– Eu amo o Rodrigo do fundo do meu coração. É um dos meus melhores amigos, como se fosse um irmão mais velho. O que se diz na imprensa é mentira, mas nós não nos importamos que o digam, pois assim não nos aborrecem com outras pessoas. 
– Não sente vontade de se apaixonar?
– Sim, gostava muito.
– Sonha com o casamento?
– Não sonho, mas quero que isso aconteça. Antigamente dizia que não queria, mas agora já gostava que isso acontecesse.
– E tem vontade de ser mãe?
– Acho que tenho mais vontade de ser mãe do que me apaixonar. Mas primeiro tenho de encontrar uma pessoa, não quero ser mãe solteira.
– Como descreveria o seu homem ideal?
– Idealizo uma pessoa, mas acho que encontrar o amor é saber lidar com os defeitos da outra pessoa. Não que tenha de mudar, apenas adaptar-me. Se me fizer rir, já fico feliz.

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