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Miguel Stanley e Sasha Beznosyuk contam a sua história de amor

O dentista e a modelo contam, pela primeira vez, a sua história.

Cláudia Alegria
22 de fevereiro de 2014, 10:00

Conheceram-se em Nova Iorque através de uma amiga em comum e nunca mais se perderam de vista. Reformularam os seus planos de vida e começaram a escrever uma história conjunta que desejam que termine com um “e foram felizes para sempre”. Miguel Stanley, de 40 anos, e Sasha Beznosyuk, de 32, formam um casal obviamente bonito e conquistam a atenção de quem os rodeia com a sua simpatia, afabilidade e educação. A CARAS marcou encontro com o casal para conhecer melhor a sua história.
– Foi amor à primeira vista?
Sasha –
É sempre difícil definir o amor à primeira vista, porque nunca sabemos exatamente que o é até percebermos mais tarde, que amamos aquela pessoa. Connosco aconteceu tudo muito rapidamente.
– Desde que se conheceram até decidirem casar-se passou muito pouco tempo...
Sim, um mês depois de nos termos conhecido o Miguel propôs-me casamento, num momento único e lindo.
– Estavam de férias?
Miguel –
Sim, quando nos conhecemos ela decidiu alterar os seus voos e cinco dias depois estava em Lisboa.
Sasha – Todas as circunstâncias, desde que nos conhecemos, pareciam sina. Eu estava com um problema num dente e, de certa forma, conheci-o no momento e no sítio certos. Vim para fazer um tratamento dentário e digamos que nunca cheguei a sair! [risos]
Miguel – Três semanas depois pedi a uma grande amiga que me trouxesse um anel de Londres. Fomos de férias para a Tailândia e exatamente à meia-noite da passagem do ano pedi a Sasha em casamento.
– Porque tinham certezas quanto aos vossos sentimentos quando começaram a fazer planos para o futuro?
Sasha –
Sim. Digamos que é um sétimo sentido. Não se pensa muito, sente-se. Eu não pensei. É impossível explicá-lo.
Miguel – O que é verdadeiramente interessante é que nenhuma das pessoas que conhecemos nos disse que éramos loucos. Ninguém. As nossas famílias e amigos ficaram muito felizes.
– A Sasha veio, portanto, revolucionar a sua vida aos 40 anos...
A Sasha apareceu no momento certo, entrou na minha vida numa altura em que precisava de assentar e pensar na etapa seguinte. Tive uma adolescência prolongada. Diverti-me muito, fiz tudo o que tinha para fazer, e depois não ia continuar a repetir as mesmas coisas, certo? Procuro sempre evoluir, progredir, e estou muito contente que seja ela a estar presente nesta minha nova etapa.
– A Sasha tem-se revelado também uma peça fundamental no desenvolvimento da sua carreira?
A Sasha entende muito bem o meu ne­gócio, aquilo que faço. Ela própria montou uma empresa de turismo médico em Paris. Além disso, entende na perfeição o mundo da estética, da cosmética, é o mundo dela, assim como a área de atuação da nossa clínica, que é a dentária e a nutrição, com a Dra. Yara Rodrigues. A Sasha é muito atenta à nutrição e à alimentação saudável, e aplicamos em nós aquilo que acreditamos ser o futuro da saúde, que é a nutrição e o bem-estar, não à base de máquinas e de compridos, mas sim à base de uma mudança de hábitos alimentares e comportamentais.
Sasha – Acredito que a alimentação é tudo para nós. Somos o que comemos. E a comida em Portugal é de excelente qualidade, está cheia de nutrientes. Espero que isso nunca mude como aconteceu em muitos outros países, onde os alimentos estão a ser manipulados e há muitas pessoas a lucrar com isso. Temos de ir à origem dos alimentos e comê-los da forma mais simples e saudável.
– Foi a Sasha que lhe apresentou o crudivorismo [dieta à base de ingestão de alimentos não cozinhados]?
Miguel –
Sim. Comia salada de alface, cebola e tomate, mas com ela é quase tudo cru, e posso garantir que sinto uma diferença enorme. Não sou fanático com nada, ela é mais regrada, mas em casa, quando cozinha, é raw diet. E vamos comprar os produtos ao mercado de Cascais. Somos a favor dos produtores locais, porque a pegada de carbono é muito menor, utilizam menos pesticidas, e obviamente ajuda a economia local. Quando compramos carne, faço questão que seja portuguesa, apesar de ser mais cara do que a que vem de fora.
– O que a levou a trocar Paris, onde viveu nos últimos 13 anos, por Portugal?
Eu adoro Paris. Como modelo, poderia viver em qualquer uma das grandes capitais da moda, como Milão, Londres ou Nova Iorque, onde também morei, mas apenas por breves períodos. No entanto, acredito que, por vezes, é a cidade que nos escolhe e não o contrário. Paris sempre foi especial para mim, mas não conheci o meu marido em Paris, ele é português, e pensei: por que não? O mais importante é ter o coração no sítio certo, o espírito, a cabeça, e agora sinto-me mais feliz porque posso ir a Paris com ele, que é ainda mais bonito! Em Portugal tenho tudo o que preciso: comida, segurança, saúde e educação. Creio que estas são as qualidades mais valiosas para se ter um bom estilo de vida.
Miguel – Ela apoia-me em tudo o que faço, partilho tudo com ela. É muito bom ter ao nosso lado alguém que tem os valores no sítio certo e a bússola moral da Sasha está muito bem orientada. Ter essa validação de alguém em quem confio ajuda-me, porque de vez em quando perdemos a energia para continuar. Ela deu-me muita força para ir à luta por um futuro melhor para o nosso país e para os nossos futuros filhos.
– É esse o próximo passo, ter filhos?
Sasha –
É, e Portugal é um país perfeito para criar filhos: tem praias, tem um tempo maravilhoso, nunca precisam de usar muita roupa como a que eu tive de usar quando era criança, com imensas camadas de roupa, tem comida saudável e uma boa educação.
Miguel – Acho que o timing é perfeito, mas não se pode falar daquilo que ainda não aconteceu. Que é uma grande vontade dos os dois, é. Se tudo correr bem, 2014 é o ano.
– O que é que o cativou mais na Sasha?
É muito direta e honesta, acorda sempre com um sorriso e anda bem disposta durante todo o dia. Protege-me e é a minha melhor amiga.
– E no caso do Miguel?
Sasha
– Estive a pensar se poderia descrevê-lo em algumas palavras, mas é muito difícil, porque o Miguel é extraordinário num sentido lato. É muito sensível e protetor, muito honesto, profissional, tenho orgulho em tudo o que ele faz.
– Em que pé está o processo da clínica de Santos?
Miguel –
Quatro anos depois, ainda estou a aguardar ir a tribunal com o meu contabilista. Espero que se faça justiça. Felizmente consegui, com grande esforço, regularizar a minha situação fiscal, apesar de não ter sido responsável pela dívida. A moral da história aqui é que não baixei os braços. Consegui resgatar o emprego de todos os meus colaboradores e mantive a minha equipa unida. Se dizem que a vida começa aos 40, fiz isto tudo antes dos 40: escrevi um livro, fiz sete programas de televisão, dei a volta ao mundo a mostrar o meu trabalho, fui à falência, ergui-me outra vez, consegui resgatar tudo com os mesmos fornecedores e não perdi um único cliente.
– E agora, o que lhe falta fazer?
Não vou parar. Em 2014 quero paz. Chega de agitação. Sair de uma bancarrota não é fácil, as cicatrizes ficam, somos um país pequenino e houve muita má-língua. Mas Deus escreve direito por linhas tortas e estou muito feliz e orgulhoso do meu percurso. Sou médico dentista há 15 anos, coloco implantes há 14 e dou palestras internacionais sobre essa matéria há dez. Percebi que a medicina dentária portuguesa é muito boa, daí o novo projeto que ando a trabalhar.
– Que tem a ver com a divulgação da nossa medicina dentária além-fronteiras?
O médico dentista português é muito versátil, consegue fazer tudo, que é raro no resto do mundo. Se temos excelentes dentistas e o nosso mercado está difícil, o ideal seria unir os dentistas e promover Portugal lá fora.
– O projeto já está no papel?
Já tem nome, Dentists of Portugal, e está em fase de finalização. Depois de unir o máximo de dentistas, há que definir os países onde vamos promover o projeto.

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