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Lourenço Ortigão: “Não me sinto um miúdo”

O ator confessa, entre outras coisas, que lhe custou sair de casa dos pais quando foi viver com a namorada, a atriz Sara Matos.

Inês Neves
16 de fevereiro de 2014, 16:00

Nesta produção, LourençoOrtigão deixou claro que já não é o “puto giro” que entrou na série MorangosCom Açúcar, em 2009. Aos 24 anos, o ator diz que está na hora de as pessoasolharem para ele de forma mais adulta.
– Nesta produção perdeu um pouco aquele ar de miúdo, de ‘betinho da Linha’...
– [Risos] Sempre fui um betinho da Linha, mas não o clássico que anda emcolégios pagos, que tem tudo o que quer e não se preocupa com nada. Semprefrequentei escolas públicas e aprendi a governar-me sozinho muito cedo. Nuncanos faltou nada, a mim e aos meus irmãos, mas os meus pais quiseram queaprendêssemos a desenvencilharmo-nos sozinhos desde muito cedo, a dar valor àscoisas e ao di­nheiro, ensinaram-nos que temos de lutar por aquilo quequeremos. O que foi muito bom, porque me permitiu ser responsável mais cedo etalvez seja por isso que aos 24 anos não me sinto um miúdo. Já está na alturade as pessoas começarem a olhar para mim de forma mais adulta, e tenho provadoque o sou nos trabalhos que tenho feito.
– Não gostaria de ter tido a vida mais facilitada nesse sentido? Os seusamigos tinham tudo de mão beijada e o Lou­renço não...
– Eu também acabava por ter tudo, computadores, telemóveis, mas sempre fui euque os paguei. E isso dava-me gozo e aprendi a dar mais valor às coisas. Foiótimo, ajudou-me a crescer. Vivi sempre a minha vida de forma muitoindependente, apesar de a nossa família ser muito unida. Dos meus irmãos, fui oque saiu mais cedo de casa. O normal na minha família é casar e só depois sair.
– Quando saiu de casa foi viver com a sua namorada, a atriz Sara Matos...
– Sim, mas não foi por isso que saí. Acabou por acontecer assim. Se continuassea viver com os meus pais, tinha de ir todos os dias de Sintra para os estúdios,o que era muito longe e dispendioso. Comecei a fazer contas e percebi que faziamais sentido estar em Lisboa. Mas aos fins de semana vou a casa deles efalamo-nos todos os dias. Desde cedo que precisei de ter o meu espaço, mascustou-me muito esta mudança, porque adoro estar com os meus pais.
– E ajeita-se a viver sozinho ou é a Sara que trata da casa?
– Ajeito-me, tem de ser! Nós trabalhamos muito, não há um que tenha mais tempoque o outro. Temos horários de gravações absolutamente incompatíveis, por issodistribuímos bem as tarefas. Quem estiver em casa, arruma as coisas. Mas soueu, por exemplo, que cozinho sempre. Adoro cozinhar, receber os meus amigos ecozinhar para eles. E a Sara não se importa de lavar a loiça [risos].
– Tendo uma família tradicional, os seus pais não se aborrece­ram por terido viver com a Sara sem se casar?
– Não. Acima de tudo somos muito unidos e não temos motivo para sair de casa senão for para casarmos. Mas no meu caso, como tenho uma relação muito oficial eassumida e muito madura também com a Sara, acabaram por con­cordar. Também porquesabem que nós temos horários muito com­plicados, que raramente estamosjuntos... Se não estivéssemos a morar juntos ia ser muito complicado, só nosvemos mesmo em casa.
– Participam ambos na mesma novela. Não é complicado viverem e trabalharemjuntos?
– Raramente nos encontramos em estúdio. E nada é complicado porque nós somos,acima de tudo, muito amigos, o que torna as coisas mais fáceis. A amizade edeixar a outra pessoa ter o seu espaço são coisas essenciais para que umarelação funcione e no nosso caso é mesmo isso que funciona. Conseguimos ter anossa individualidade, programas separados, e depois, quando estamos juntos, éporque queremos mesmo, não é uma obrigação.
– Não querem casar-se?
– Para já, não pensamos nisso, temos outras prioridades, como o trabalho. Masum dia, se Deus quiser, sim.
– A Sara ganhou muito prota­gonismo ao ganhar o programa Dança Com asEstrelas. Não ficou incomodado?
– Claro que não! Mais cedo ou mais tarde eu sabia que isto ia acontecer, porqueela é super completa a nível profissional. É uma excelente atriz, uma excelentedançarina e excelente cantora. É boa em tudo. Eu próprio a incentivei aparticipar no programa. Estou muito feliz por ela.
– E o Lourenço, acha que o seu sucesso se deve ao facto de ser uma carabonita ou tem mes­mo talento?
– Acho que entrei nos Mo­rangos Com Açúcar por ser uma cara bonita, masagora sei que tenho méri­to. Ter uma cara bonita não chega, há que ter talento.Sempre fui profissional, sempre soube os mesmos textos, sempre fui bom colega eesforçado. E, sinceramente, acho que tenho melhorado bastan­te, embora tenha umcaminho longo pela frente. Tenho apostado muito na minha formação. E hoje emdia tenho orgulho naquilo que faço e no que sou enquanto ator.

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