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Leonor Beleza: “Tornar-me atriz foi uma forma de marcar a minha independência”

A atriz, que é filha do antigo ministro das Finanças Miguel Beleza, partilha sonhos e ambições.

Marta Mesquita
15 de fevereiro de 2014, 14:00

Leonor Beleza, de 24 anos, estreou-se recentemente na representação ao integrar o elenco da novela da SIC Sol de Inverno. Depois de ter estado a estudar representação em Los Angeles durante dois anos e meio, a atriz regressou a Portugal para mostrar o que aprendeu e iniciar uma carreira nesta área, que a apaixona desde criança. A apoiá-la na realização deste sonho tem os pais, Flávia Matos e Miguel Beleza, reconhecido economista e antigo ministro das Finanças. Aliás, é com um carinho muito especial que a jovem atriz fala do pai, com quem diz ter uma relação muito próxima.
– Acredito que encare com muito entusiasmo a oportunidade que teve de integrar uma grande produção da SIC...
Leonor Beleza
– Sim, foi uma excelente oportunidade. Está a ser uma experiência arrebatadora e muito enriquecedora. Tenho colegas muitos prestáveis e simpáticos, por isso, está a ser muito positivo para mim. É um trabalho que me obriga a desinibir-me e a arriscar. E tenho aprendido imenso com as pessoas com quem estou a trabalhar.
– A Leonor é muito bonita. Tem medo que a sua imagem se sobreponha ao seu talento?
– Gostaria que o meu talen­to se sobrepusesse à imagem. Dizem que tenho ar de menina boazinha e gostaria de fazer uma personagem que acabasse com essa ideia.
– Sempre quis ser atriz?
– Sim, desde pequena que quero ser atriz. Sempre adorei cinema.
– E os seus pais sempre a apoiaram nesse objetivo?
– Quando era mais pequena e dizia que queria ser atriz, os meus pais achavam piada, mas com os anos deixaram de achar. Entretanto, fui para Direito e Comunicação Social, mas os meus pais perceberam que o eu queria mesmo era seguir a representação e apoiaram-me quando decidi ir estudar para Los Angeles. A verdade é que antes de ir estudar representação sentia-me muito frustrada e triste, porque estava a investir em áreas que não me apaixonavam. Era algo que estava a fazer só para agradar aos meus pais.
– A Leonor cresceu numa família que está muito ligada às áreas da Economia e do Direito. Sentiu a pressão familiar para seguir essas mesmas áreas?
– Sim, senti-me um bocadinho pressionada a seguir algum desses caminhos. E se não fosse uma dessas áreas, teria de ser Medicina, por exemplo. Mas eu própria exercia essa pressão sobre mim. Os meus pais também me pressionavam um bocadinho, porque, como tinha boas notas, achavam um desperdício não optar por uma dessas áreas.
– Então, assumir que queria mesmo ser atriz e ir estudar pa­ra fora foi mesmo uma atitude de autoafirmação...
– Foi mesmo isso. Quis marcar a minha independência. Quis provar que poderia fazer o que quisesse e fui sozinha para Los Angeles. Acho que cresci mais nesses dois anos e meio do que na minha vida inteira. Tive de passar por muitas situações sozinha e assumi todas as responsabilidades. E adorei. Ter ido para lá foi das melhores coisas que fiz. Foi uma experiência muito exigente emocionalmente. O curso também foi muito intenso e cresci como atriz.
– Pertence a uma das famí­lias mais reconhecidas da sociedade portuguesa. Como foi crescer no seio da família Beleza?
– Sempre fizeram gracinhas com o facto de eu ter o mesmo nome que a minha tia [Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud]. Mas tenho muito orgulho em pertencer à família Beleza. Sempre me incutiram o valor do trabalho, do empenho e da honestidade e o meu pai sempre nos deu esse exemplo. Tudo o que o meu pai conquistou foi com o seu trabalho. Admiro-o imenso.
– Acredito que então queira continuar a honrar estes mesmos valores familiares...
– Sim, isso para mim é mesmo importante. Adorava não de­fraudar as expectativas, apesar de estar numa área completamente diferente. Mas tem sido engraçado ver a reação da família a esta minha escolha profissional. Os meus tios mostram-se muito curiosos e fazem-me muitas perguntas sobre a representação. Acho que até acham piada ao facto de ter seguido uma área tão diferente.
– Tem o mesmo nome da sua tia. A escolha do seu nome foi uma homenagem que os seus pais lhe quiseram fazer?
– A escolha do meu nome foi para homenagear uma tia do meu pai que também se chamava Leonor. Mas a minha tia direita Leonor Beleza é a minha ma­drinha de batismo.
– E têm uma relação próxima?
– Não nos vemos tanto como gostaríamos, mas tenho um carinho muito especial pela minha tia.
– E que relação tem com o seu pai? É a verdadeira ‘menina do papá’?
– Sim, temos uma relação muito próxima. O meu pai diz que sou a menina dos seus olhos. Ele é muito carinhoso comigo, sempre fomos muito próximos e somos muito disciplinadores um com o outro. Quando o meu pai faz alguma asneira, criti­co-o e ele ouve-me. O meu pai decidiu começar a fumar agora e é incapaz de fumar à minha frente, esconde-se! Trocamos constantemente de papéis.
– A Leonor tem namorado?
– Sim, namoramos há alguns meses e não é ninguém conhecido. É uma pessoa discreta.
– Gostaria de se casar e de ter a sua própria família?
– Casar-me é um sonho. Sou romântica, mas não gosto nada de o demonstrar! Gosto que pensem que sou uma mulher ‘durona’ [risos].

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