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Vasco Graça Moura emociona-se ao receber homenagem e condecoração

Vasco Graça Moura foi homenageado em Lisboa pela Fundação Calouste Gulbenkian num colóquio que contou com a intervenção de ensaístas, escritores e investigadores, que deram a conhecer parte da sua obra de cinco décadas. No final foi ainda condecorado por Aníbal Cavaco Silva.

Andreia Cardinali
13 de fevereiro de 2014, 15:00

Ensaísta, tradutor, escritor, poeta, político e cronista, Vasco Graça Moura foi homenageado em Lisboa, num colóquio promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian. No final, e depois de apresentada parte da sua obra, foi ainda condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Santiago de Espada, pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva. “Estou muito contente e não estava nada à espera desta homenagem quando há poucas semanas me comunicaram a intenção da Fundação de a realizar.  Sinto-me muito grato e feliz. Hoje só tenho razões para estar contente. Sinto-me sensibilizado, comovido e a ‘cair das nuvens’, com tantas surpresas boas que me aconteceram hoje”, desabafou o homenageado.
Artur Santos Silva, presidente da Fundação Gulbenkian, explicou: “Tudo isto foi pensado em novembro, mas não quisemos deixar de trocar impressões com Vasco Graça Moura sobre o conteúdo da homenagem e das pessoas que era importante que estivessem aqui a abordar a sua obra, personalidade e exemplo. Esta é sobretudo uma homenagem ao criador cultural.”
No final do colóquio, que durou cerca de quatro horas, e depois de uma sessão de fados com Ana Sofia Varela, Aníbal Cavaco Silva subiu ao palco e condecorou o homenageado: “É com imenso prazer que me associo a esta homenagem, em boa hora promovida pela Fundação Calouste Gulbenkian. O Vasco é um intelectual no verdadeiro sentido do termo. O seu valor literário encontra-se abundantemente demonstrado por inúmeros especialistas. Vasco Graça Moura será sempre conhecido como um virtuoso das letras e é a sua imagem como escritor que em definitivo acabará por se impor. Estou certo que a nossa vida democrática sem a sua participação, sempre lúcida e corajosa, seria mais pobre.”
Também o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e Durão Barroso estiveram presentes. "O que Vasco Graça Moura fez para difundir a cultura portuguesa no estrangeiro foi extraor­dinário”, sublinhou o presidente da Comissão Europeia.
Amigo de Vasco Graça Moura há décadas, António Ramalho Eanes garantiu que Portugal muito deve ao homenageado:  "Tenho pelo Vasco uma velha e gratificante amizade. Para mim, esta é uma homenagem profundamente justa, porque Graça Moura é um homem grande em várias vertentes e devemos olhar para ele com respeito e gratidão.”
Marcelo Rebelo de Sousa fez eco da opinião do antigo Presidente da República: "Esta homenagem é justíssima. O Vasco é dos homens mais cultos, inteligen­tes e ricos na conceção de escrita e realização que há no nosso país. Tendo formação em Direito, dedicou-se a todos os domínios culturais. É um enorme crítico, poeta, genial tradutor, prosador e ainda teve intervenção cívica cá dentro e lá fora, entre tantas outras coisas. A juntar a isto tudo, é ainda uma pessoa fascinante.”

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