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Cristina Ferreira assegura: “Sinto que estou pronta para novos voos”

A apresentadora fez um balanço do ano que passou e revelou os sonhos que gostaria de ver realizados nesta nova fase da sua vida, que encara com otimismo.

Marta Mesquita
9 de fevereiro de 2014, 12:00

Para Cristina Ferreira, de 36 anos, 2013 foi mesmo um ano de mudanças e de novos desafios, ou não fosse o 13 o seu número da sorte. Além de ter criado o seu blogue, Daily Cristina, de se ter estreado na apresentação a solo em Dança Com as Estrelas, de ter mudado de visual e de ter lançado o seu livro de receitas, Deliciosa Cristina, a apresentadora tornou-se recentemente diretora de Conteúdos Não Informativos da TVI, uma promoção que a deixa “feliz e a encarar o futuro com muito otimismo, sabendo que vou trabalhar muito e começar, mais uma vez do zero", como nos confessou.
Fã de moda, Cristina Ferreira também se aventurou recentemente nessa área e criou uma linha de sapatos e malas com o seu nome, Hush Puppies by Cristina Ferreira, uma coleção primavera/verão 2014 que estará disponível nas lojas a partir de meados de fevereiro.
A CARAS acompanhou o making of desta campanha e conversou com Cristina sobre a mulher que é hoje e os sonhos que ainda quer realizar.
– Depois de um ano com tantos desafios, o que podemos esperar mais de si?
Cristina Ferreira
– Ainda podem esperar muito de mim. Há tanta coisa que quero fazer... Sinto que ainda não fiz nada em televisão. Trabalho nesta área há dez anos, mas sinto que esta é uma nova fase. Quando mudei de visual, disse que me sentia um bocadinho mais séria. E a verdade é que entrei mesmo nessa etapa. Não vou deixar de ser a apresentadora divertida, mas quero que passem a olhar para mim como uma profissional séria, capaz de encarar qualquer desafio. Sinto que estou pronta para novos voos. E vou tentar mostrar mais de mim enquanto profissional e espero que corra bem. Ou melhor, sei que vai correr bem!
– E que mulher é ou quer ser?
– Sou uma mulher que, acima de tudo, aceita. Tudo o que de menos bom me aconteceu na vida tinha mesmo de acontecer e ajudou-me a crescer. Hoje em dia, quando me acontece algo mau, imediatamente encaro isso com um sorriso. Transformo tudo em energia positiva. Não deixo que nada me deite abaixo. Sempre mantive o sorriso no programa, mesmo nos dias em que sentia uma profunda tristeza. O sol existe para todos e ninguém é infeliz para sempre, mas temos de ir à procura da nossa felicidade, não podemos ficar à espera que as coisas aconteçam. E eu vou mesmo à procura, não amoleço.
– Mas consegue sempre superar os seus medos e fragilidades com essa atitude positiva ou às vezes também se vai abaixo?
– Tenho medos, também choro e tenho momentos de alguma tristeza e solidão. Há fases de algumas dúvidas... Ou seja, sou uma mulher como todas as outras, mas depois também tenho esta energia e este sorriso. E o meu sorriso é a minha mais-valia, o meu tesouro.
– Sente que depois de um ano de tantos desafios está pronta para iniciar novo ciclo?
– Não sei se é um novo ciclo... Sinto-me numa fase muito tranquila. Este ano foi muito bom, aliás, o 13 é o meu número da sorte. Aconteceram coisas tão boas na minha vida, subi tantos degraus em direção àquilo que quero para o meu futuro, que só me posso considerar muito feliz.
– E que degraus foram esses?
– Foram, acima de tudo, degraus profissionais, porque fui conquistan­do o meu espaço, não só no campo televisivo como no digital, com o lançamento do blogue. Estreei-me a solo num projeto exigente que vou recordar como a minha primeira batalha a sério. E penso que superei esse desafio. A felicidade que o lado profissional me trouxe ajudou-me a encontrar a tranquilidade enquanto pessoa. Sei hoje com mais certezas aquilo que quero e o que não quero.
– Quando apresentou publicamente a sua nova imagem assumiu, na brincadeira, que estava pronta para se casar. Encerrou definitivamente uma fase emocional?
– Há fases na nossa vida em que precisamos de recolhimento e eu passei por isso. A seguir à minha separação [de António Casinhas, pai do seu filho Tiago, de cinco anos], precisei de tempo só para mim e agora encaro o futuro com otimismo. Quero muito ser feliz, mas isso não quer dizer que queira ter alguém na minha vida. Se essa pessoa aparecer, aparece, mas acima de tudo quero estar bem. E estar bem, neste momento, é estar comigo de uma maneira serena. Mas cá estou para receber as surpresas que a vida tem para mim.
– Mas já está totalmente disponível para se entregar a uma nova relação?
– Essas coisas não se programam, o amor acontece. Na minha vida não tenho deixado escapar nada do que me pode fazer feliz. Portanto, se o amor estiver ali na esquina, vou ao encontro dele. [risos] Estou numa fase de autoconhecimento engraçada.
– Criou uma linha de sapatos e malas com o seu nome. O que a levou a aventurar-se nessa área?
– Toda a gente sabe do meu gosto pelos sapatos e sempre escolhi sapatos que me diferenciassem dos outros. Os meus sapatos tinham sempre alguma coisa de diferente e com o passar dos anos isso foi-se acentuado. Desafia­ram-me a criar uma linha com a minha cara e eu achei que seria um projeto maravilhoso, ainda mais com a Hush Puppies, que é uma marca reconhecida e de confiança. O maior desafio foi criar uma linha que fosse a minha cara, mas que pudesse ser também a cara de muitas portuguesas.
– E o que é que esta linha reflete da Cristina?
– Nesta linha há alguma irreverência e também originalidade. Tentei surpreender pela diferença. São sapatos para usar todos os dias e, por isso, além de bonitos, são confortáveis. Já tenho 36 anos e quero ter sapatos confortáveis! [risos] Já não quero ter aqueles sapatos que nos deixam os pés a escaldar e magoados.
– Foi eleita a mulher mais sexy do país numa votação promovida por um jornal diário. Esta distinção influenciou a forma como se relaciona com a sua imagem e com o seu corpo?
– Sinto que tenho muito mais cuidado agora do que tinha aos 20 anos. Gosto muito mais do meu corpo e de mim aos 36 anos do que gostava aos 25, também porque comecei a aceitar aquilo que sou. Há cerca de três anos comecei a ir ao ginásio e essa decisão foi tomada sobretudo por motivos de saúde, porque dava comigo a subir escadas e a ficar cansada e comecei a cuidar da minha saúde. Hoje em dia há muitas mulheres que são muito mais felizes aos 40 ou 50 anos do que aos 20 e poucos. E as rugas que vão aparecendo não me incomodam nada, porque esses sinais da idade são acompanhados por momentos muito felizes.

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