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Woody Allen

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Getty Images

Filho adotivo de Woody Allen nega que este tenha abusado da irmã

Moses Farrow defende o realizador, de 78 anos.

Redação CARAS
7 de fevereiro de 2014, 13:48

A especulação em tornodos alegados abusos sexuais cometidos por WoodyAllen sobre a filha adotiva DylanFarrow, na década de 90, continua. Depois de a jovem ter enviado uma cartaaberta ao jornal New York Times arelatar a sua versão dos factos, o advogado do cineasta, de 78 anos, negoutodas as acusações e relembrou que o caso foi julgado na altura e encerrado pornão haver qualquer prova. ElkanAbramowitz disse ainda que o ressurgir deste assunto numa altura em queAllen está a numa excelente fase a nível profissional – recebeu o Golden GlobeAward de carreira no mês passado e o seu filme Blue Jasmine está na corrida aos Óscares – é suspeito e provavelmenteo resultado de mais um plano da ex-companheira do realizador, a atriz Mia Farrow, que continua a querervingar-se por ter sido ‘trocada’ por outra mulher. De referir que o casoremonta à época em que Allen e Farrow estavam a separar-se, depois de 12 anosde vida em comum. O cineasta apaixonou-se por aquela que é hoje a sua mulher, Soon-Yi Previn, filha adotiva da atriz e do seu anterior marido.
Moses Farrow, outro filho adotivodos dois, de 36 anos, veio a público defender a inocência do pai. “É óbvio que Allen não violou a minha irmã.Ela gostava muito dele e estava sempre ansiosa por vê-lo. Nunca se tinhaescondido dele, até que a nossa mãe começou a fazer com que os filhos sentissemmedo e ódio dele”, afirma Moses à revista People.
Na carta enviada ao New York Times,que foi publicada na íntegra no blogue do colunista norte-americano Nicholas Kristof, amigo de Mia Farrow,Dylan recorda a tarde em que alegadamente foi vítima dos abusos: “Quando eu tinha sete anos, Woody Allenlevou-me pela mão e conduziu-me até um sótão sombrio tipo armário no segundoandar da nossa casa. Disse-me para me deitar de barriga para baixo e brincarcom o comboio elétrico do meu irmão. Então, atacou-me sexualmente. Falou comigoenquanto o fazia, segredando que eu era uma boa menina, que era um segredonosso, prometendo que iríamos para Paris e que seria uma estrela nos seusfilmes”.
Ao que Moses responde: “Nesse dia estavamseis ou sete pessoas em casa. Ninguém esteve fechado num quarto. A minha mãesaiu discretamente para ir às compras. Não sei se a minha irmã acredita mesmoque foi violada ou se está a fazer isto para agradar à minha mãe. [Agradar-lhe]pode ser uma grande motivação, porque tê-lacontra nós é terrível”.
E Dylan Farrow, que entretanto decidiu mudar de nome para ter uma vida maistranquila, fez questão de responder às palavras do irmão, que está bastanteafastado da mãe, por ter uma boa relação com o pai. “É uma traição para mim e para a minha família. As minhas recordaçõessão reais, são minhas e sou eu que vou ter que viver com elas para sempre”,afirmou.
A verdade é que, confrontando os relatos de um e outro podem ser encontradasmais contradições. Enquanto Moses recorda uma mãe que “se enfurecia de uma maneira assustadora”, chegando mesmo a serviolenta, Dylan diz que apenas eram mandados para os quartos quando ficavam decastigo.
Moses e Dylan Farrow foram adotados durante a união de Woody Allen e MiaFarrow. Em 1992, com o fim da mesma, a custódia de ambos tornou-se objeto dedisputa e o tribunal acabou por atribuir a guarda à mãe.

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