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Luís Onofre e Sandra Cachide brindam à dupla de sucesso que formam juntos

A dias da abertura da primeira loja Luís Onofre, em Lisboa, o casal faz um balanço da sua vida pessoal e profissional.

Joana Brandão
1 de fevereiro de 2014, 10:00

Juntos há mais de duas décadas, Luís Onofre e Sandra Cachide construíram uma marca de calçado de grande suces­so, que já conquistou famosas como a princesa Letizia, Michelle Obama, Paris Hilton, Penélope Cruz e Cameron Diaz, entre muitas outras mulheres um pouco por todo o mundo. Design, beleza e elegância distinguem o calçado deste criativo nascido em S. João da Madeira, que em janeiro concretizará um projeto antigo: a abertura do seu primeiro ponto de venda. Como o casal queria que esta loja fosse em Portugal, escolheu para ela uma das artérias mais nobres de Lisboa: a Avenida da Liberdade.
A CARAS conversou com o designer de calçado e a gestora da marca Luís Onofre sobre a empresa que construíram juntos, mas também sobre os mais de 20 anos de relação e as suas três filhas: Beatriz, de 16 anos, Marta, de 13, e Maria Luís, de 7.
O sector do calçado é o único em crescimento em Por­tugal e, recentemente, foi considerado a indústria mais sexy da Europa. Para isto, muito contribuiu a Luís Onofre. Qual o balanço que faz deste ano que agora termina?
Luís Onofre – Foi bastante positivo. Conseguimos concretizar alguns projetos e sinto que a marca tem cada vez mais carisma e força. Coleção após coleção, é notória a evolução. E o sucesso do nosso trabalho deve-se a isso.
Sandra Cachide – Embora 2012 tenha sido um ano excecional, em 2013 o balanço é, como diz o Luís, muito positivo. O sector do calçado está em alta e nós apanhámos a onda.
Se pudesse mudar alguma coisa em 2014, pessoal e profissionalmente, o que seria?
Luís – Tenho estado a pensar nas minhas prioridades, e ao ver as minhas filhas tão crescidas, sinto que as devia acompanhar mais. Vê-las a quererem fazer a vida delas despertou algo em mim e percebi que o tempo é veloz e o que é realmente importante passa-nos ao lado. Receio não conseguir acompanhar os tempos e estar sempre atualizado. Mas é complicado porque, simultanea­mente, tenho mais trabalho. Por outro lado, gostava de poder concentrar-me mais na parte criativa da marca. Ser relações-públicas toma-me muito tempo!
Sandra – Há muitos anos que nos dedicamos à empresa e, como é óbvio, não conseguimos estar em todo o lado. Temos de equilibrar melhor o tempo, apesar de as nossas filhas já saberem lidar com as nossas ausências. Elas cresceram connosco a ter este ritmo e aprenderam a gerir tudo com naturalidade. Acho que, mais do que elas, somos nós que queremos mudar essa situação!
O Luís vê em alguma das suas filhas uma possível seguidora?
Luís – Há uns anos dizia que não queria que elas seguissem esta área, por todas as dificuldades que enfrentámos, mas a verdade é que, hoje em dia, todas as profissões são um grande desafio e quem quiser ter sucesso tem de trabalhar muito. Isto fez-me reconsiderar e hoje acho que gostava que elas seguissem o nosso trabalho.
Sandra – Aqui discordo um bocadinho do Luís. Quero que elas façam o que as fizer felizes e não gostaria que vissem a empresa como uma saída fácil para o mercado de trabalho. Além disso, acho que devem estudar, viajar e trabalhar noutros locais para ganharem expe­riência. Este nosso trabalho exige muita responsabilidade e o desgaste é enorme.
– Em 2014, a marca Luís Onofre faz 15 anos. O que é que têm preparado para o próximo ano?
Luís – No início de janeiro vamos abrir uma loja na Avenida da Liberdade, em Lisboa, e este é um dos projetos mais arrojados que temos para 2014. Há muito que estávamos à espera desta oportunidade.
Sandra – É com muito orgulho que abrimos a nossa primeira loja em Portugal. Será uma loja-pi­loto para muitas outras que hão de vir. Mas, para mim, era um ponto de honra abrir a primeira loja cá, porque não viro as costas ao “made in Portugal”, algo que tanto devia orgulhar todos os portugueses.
E vocês, como casal, vão celebrar 22 anos. Como tem sido este tempo de vida em comum?
Luís – Esta­mos bem. A relação foi evoluindo, conhecemo-nos muito bem e respeitamo-nos  imenso. Estou muito feliz com a família que construímos e com os amigos que, em conjunto, nos permitem ter solidez na forma de estar na vida.
Sandra – Como todos os casais, temos os nossos altos e baixos, mas, felizmente, já temos mais tempo de vida em comum do que separados.
Passam muito tempo juntos, isso não dificulta a separação do trabalho e da vida familiar?
Luís – Eu desligo assim que começo a descer as escadas da fábrica. Lembro-me que os meus pais levavam o trabalho para casa e isso foi algo que sempre me incomodou. De tal forma que é raro as minhas filhas saberem o que andamos a fazer.
Sandra – Ao contrário do que se possa pensar, nós não passamos assim tanto tempo juntos. Vamos em carros separados para a fábrica e lá trabalhamos em áreas di­ferentes, há dias em que nem nos cruzamos.
Depois do Natal passado em família, aproxima-se a passagem do ano. O que prepararam para entrar em 2014?
– Vamos ficar em casa e celebrar com as nossas filhas e alguns amigos. Temos de aproveitar enquanto elas ainda querem passar connosco!

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