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Ricardo Trêpa: “O surf, quando é um vício, não há nada que nos pare”

A organização do Capítulo Perfeito powered by Billabong desafiou alguns dos surfistas escolhidos pelo público a entrevistar os Embaixadores do evento, figuras bem conhecidas da televisão e do cinema portugueses. Para começar, o campeão nacional Pro Júnior, Francisco Alves, esteve à conversa com Ricardo Trêpa, numa entrevista onde o ator fala sobre surf, viagens e o seu novo projeto de restauração e diversão noturna, Station, no Cais do Sodré.

Divulgação
21 de janeiro de 2014, 15:06

Vindo de uma família onde a arte impera, como te apaixonaste pelo surf?
Ricardo Trêpa –
Por amor ao desporto. Tenho uma grande tradição desportiva na família e sempre vivi pertíssimo do mar. Foi uma coisa que nasceu naturalmente e que se foi desenvolvendo. Experimentei o surf cedo na vida graças à minha situação geográfica – vivia em frente à praia – mas só anos mais tarde é que “o bicho pegou”. Hoje em dia é o meu desporto de eleição, que me faz muito bem à cabeça e ao físico e que não dispenso por nada deste mundo.
A tua família partilha a tua paixão pelo surf?
Não, embora sempre tenha vivido num ambiente de desporto. O meu pai sempre fez desporto, aliás, foi ele quem me pôs a jogar golf e ténis muito cedo. O surf foi uma coisa que desenvolvi individualmente, por gostar muito de praia e ter vários amigos que praticam. Comecei muito novo no motociclismo, que era a minha grande paixão, mas depois cheguei a uma altura em que as lesões fizeram-me mudar de ideias. Ficar em casa com o braço ou a perna estendidos ao alto já não compensava! (risos) Houve inclusive um episódio em particular que me fez apontar as atenções para o surf de uma vez por todas.
Que episódio foi esse?
Foi um treino em que cai e magoei-me no braço. Foi numa altura em que estava a recomeçar a fazer surf e tinha aquela “pica” toda inicial, aquele excitamento todo. Tinha acabado de vir das Maldivas e fiquei um mês com o braço ao peito. Jurei que, a partir desse dia, nunca mais ia andar de mota daquela maneira porque isso poderia, como aconteceu, impedir-me de fazer o desporto que realmente me preenche, que é o surf.
É fácil para ti conciliar o surf com uma atividade tão exigente como a representação?
Claro que sim. Aliás, a minha vida não é só representação. Inclusive neste momento estou a trabalhar um projeto que nada tem a ver com representação e que é até bem mais exigente. Refiro-me a um novo espaço no Cais do Sodré, em Lisboa, um restaurante-bar com clube no piso de cima que se chama Station. Fui convidado a integrar o projeto, principalmente na sua vertente noturna. Trabalhar à noite não é fácil mas o surf, quando é um vício, não há nada que nos pare. Tenho energia que chegue para poder fazer tudo e mais alguma coisa! (risos)
O que pesa mais na escolha dos teus destinos de viagem, a paixão pelo surf ou pelas artes?
Sem dúvida, a paixão pelo surf. Hoje em dia não faço viagem alguma sem ter o surf como prioridade. Conheço muita coisa do mundo já, e muitíssimo mais tenho para conhecer, mas culturalmente já visitei vários destinos de referência a nível mundial, como Bilbao, Nova Iorque e outros. Hoje em dia, talvez por já ter uma pequena bagagem cultural, interessa-me mais viajar com as minhas pranchas ao lado e com grandes ondas no horizonte. De resto, vamos lendo o jornal aqui, umas revistas ali, enfim, vamo-nos mantendo culturalmente atualizados de outra maneira.

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