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Joana Ribeiro assume que ser atriz é um privilégio

A Margarida de ‘Sol de Inverno’ fala da sua vida e, aos 21 anos, mostra que tem os pés bem assentes na terra.

Inês Mestre
18 de janeiro de 2014, 16:00

O seu riso contagiante animou a sessão fotográfica que fez para a CARAS. Bem disposta e divertida, Joana Ribeiro, de 21 anos, admitiu entre fotografias que as brincadeiras serviram para esconder algum nervosismo. No entanto, à medida que foi descontraindo, a atriz, que saltou para as luzes da ribalta o ano passado, em Dancin’ Days, foi ganhando à-vontade e mostrando o seu lado mais doce e simpático.
Após o sucesso da sua estreia, Joana pode agora ser vista em Sol de Inverno, no qual dá vida a Margarida e, um ano e meio depois do primeiro episódio de Dancin’ Days, confessa que não pensa regressar ao curso de Arquitetura e que tem a certeza que encontrou o seu caminho profissional: ser atriz. Com o apoio da família, dos amigos e do namorado – sobre o qual não revela pormenores – Joana vai desfrutando da sua carreira, apesar de garantir que pouco mudou na sua vida depois de se ter tornado famosa.
– A última entrevista que lhe fizemos foi precisamente há um ano. O que mudou desde então?
Joana Ribeiro O choque inicial foi quando o Dancin’ Days foi para o ar. Agora as pessoas já não vêm falar tanto comigo na rua, ou talvez eu já não ligue tanto. Não vou dizer que estou habituada, porque estarei, mas consigo abstrair-me mais dos olhares, dos comentários. Ao início isso fazia-me muita confusão. E hoje também já percebo um pouco melhor esta indústria e já conheço algumas pessoas.
Fez amigos no meio?
– Fiz muitos, mas a mais especial, e de que falo sempre, é a Victoria Guerra. Foi ótimo ter conhecido no meio uma pessoa que tem sido uma amiga maravilhosa. Sempre que me sinto um pouco mais perdida ou nervosa, ela ajuda-me. Ela e a Carla Quelhas, a minha agente, da Elite. Mas tenho a sorte de me dar bem com toda a gente. Tenho sido sempre muito bem recebida, as pessoas têm sido queridas comigo e disponíveis para me ajudar.
– Apoia-se muito nas pessoas que lhe são próximas?
– Sim, sem dúvida. Também tenho momentos em que gosto de estar sozinha, mas gosto imenso de estar com os meus amigos. Sou muito caseira e o meu programa preferido é estar em casa a ver filmes, com mantas, pipocas, chocolates e Coca-Cola! E adoro estar com a minha família. Agora que trabalho, dou mais valor ao tempo que passo com eles do que antes. Gosto de ficar em casa com os meus pais.
– Como é que o seu namorado lida com o seu percurso?
– Lindamente. Há certas cenas que são mais difíceis de ver, o que eu compreendo perfeitamente, mas ele tem muito sentido de humor e confiança em mim. Nós temos uma relação ótima e não há nada que a afete. Tal como a minha família, ele tem lidado bem. Eles querem ver-me feliz, até porque se eu estiver feliz refilo menos! [risos]
– É muito refilona?
– Um bocadinho! Enfim, não é tanto isso, mas eu falo muito, sou muito expressiva, e quando estou contente fico mais calma. O meu namorado e a minha família agradecem!
O seu namorado não gosta de aparecer nas revistas. Sente necessidade de proteger a vossa relação?
– Não tem a ver com ele gostar ou não de aparecer, tem a ver com saber distinguir a vida privada da pública. Não interessa saber com quem namoro, o que fazemos ou onde vamos, o que importa é que eu faça bem o meu trabalho. Acho que quando confundir a vida pública com a privada não vou conseguir estar bem em nenhuma! Até agora, tenho conseguido fazer essa distinção e não vou mudar a atitude ou maneira de pensar só porque estou neste mundo há dois anos.
Mas podemos saber o que a conquistou no seu namorado?
– Posso dizer que gosto de alguém que me faça sentir bem, que me faça rir, que tenha sentido de humor.
Mudando então de assunto, como estão a correr as gravações de Sol de Inverno?
– É uma sorte enorme ter a oportunidade de fazer dois projetos de seguida. Tenho adorado a experiência e gostado de ver as coisas de uma perspetiva diferente. Já não sou a novata, apesar de ainda ser a bebé da equipa!
Sente que agora já tem mais experiência?
– Sim, sobretudo a nível técnico. Apesar de ainda ser muito distraída. Por exemplo, estou tão concentrada a fazer o meu papel que me esqueço de ficar na luz ou viro-me antes de acabar as minhas deixas. Mas já tenho mais noção de como as coisas funcionam, apesar de ainda pedir ajuda.
Imagina-se a ser atriz para o resto da sua vida?
– Sim, adoro a minha profissão. Aliás, não vejo o ser atriz como uma profissão, mas como um modo de vida. Sei que soa um pouco foleiro, mas é verdade! [risos] Por exemplo, reparo muito nas expressões dos meus amigos ou na maneira como falam quando estou com eles, pois sei que um dia posso usar essa informação. Tudo o que observamos e aprendemos é importante para esta área. Além de podermos ser qualquer coisa, o que para mim, que nunca soube o queria fazer, é um sonho! Em pequena fiz judo, ballet, ténis, râguebi, equitação, voleibol... nunca consegui investir só numa coisa. Podermos fazer, aprender, pesquisar coisas diferentes é uma grande mais-valia. E ter a liberdade de fazer muitas coisas e ser muitas pessoas é um luxo e um privilégio. Ser atriz e viajar são os meus maiores luxos.
Como foi a sua infância?
– Acho que ainda me sinto um pouco criança! Mas tive uma boa infância e sempre fui uma criança alegre, faladora, muito drama queen, de fazer teatrinhos e chorar em frente ao espelho. Por isso, os meus pais sempre souberam que eu iria ser atriz, e eu achava que não. Mas os pais têm sempre razão!
– Com o trabalho ganhou in­dependência financeira. Como tem sido gerir essa situação?
– Sinceramente, tem sido igual, porque continuo com as mesmas coisas que tinha antes e a minha vida é igual. Sou a mesma, só que agora apareço na televisão e nas revistas. Confesso que adoro roupa, mas só compro uma peça se gostar muito e depois de imaginar conjuntos com aquilo que já tenho.
Tendo uma profissão instável, gosta de pensar no futuro e de se precaver?
– Sim, é importante pensar no futuro, porque agora estou a trabalhar, mas não sei o que vai acontecer daqui a um ano ou dois. Por isso, gosto de manter o mesmo estilo de vida que tinha. Uma das coisas que me têm dito é que o estilo de vida é o que mais rapidamente se habitua àquilo que ganhamos. E se um dia temos menos, torna-se complicado.
Já mencionou comida duas vezes durante esta entrevista. É gulosa?
– Sim, adoro comida!
Então como consegue manter a sua boa forma física?
– Sou tão acelerada que acho que o meu organismo trata disso! Mas confesso que gosto muito de ir ao ginásio. Frequento o Holmes Place, que tem professores e aulas de que gosto muito. E não é um sacrifício para manter a boa forma. Aquela hora que tiro para mim e em que não penso em nada faz maravilhas ao corpo e à alma!

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