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Núria Madruga: “Gostava de ter mais filhos e viver uma gravidez normal”

Dois anos depois de ter sido mãe de gémeos, a atriz diz que agora é tempo de olhar para ela e de cuidar mais do seu casamento.

Inês Neves
11 de janeiro de 2014, 10:00

Desde que Sebastião e Salva­dor nasceram, prematuramente, há dois anos, Núria Madruga tem sido praticamente mãe a tempo inteiro, vivendo tão focada nos filhos que por vezes sente que descurou um pouco o seu lado de mulher. Agora, a atriz diz que é tempo de olhar mais para ela e de cuidar mais da relação com o marido, Vasco Silva, uma vez que os gémeos já não precisam de cuidados especiais e já entraram na escola.
– Ao olhar para estas fotos percebe-se que a Núria mais ousada e sensual não ficou perdida na Núria mãe...
Núria Madruga – Se calhar na altura em que fui mãe deixei esta Núria um pouco de lado e foquei-me mais na Núria mãe. E agora está a apetecer-me muito sentir-me bonita, sensual... estou a mimar-me mais! Esta produção foi boa para isso, adoro fotografar, adoro que me maquilhem, me penteiem, me vistam roupas giras... No dia-a-dia sou normalíssima, nem me maquilho, por isso um dia como este sabe muito bem.
– Agora com os gémeos na escola, já tem mais tempo para si...
– É verdade, mas custou-me muito. Como foram prematuros, por conselho médico eles só entraram para a escola agora, aos dois anos. Foi uma fase de adaptação, não só para eles, como para mim, porque vejo que os meus bebés já não são assim tão bebés... Estava habituada a passar muito tempo com eles... Custou-me, mas agora está a fazer-me muito bem enquanto mulher, porque se quando eles nasceram achei que podia ser mãe a tempo inteiro, agora acho que não, sei que preciso de trabalhar, de me preocupar também comigo, de sair, de ter outro mundo além deles, por mais que eles sejam o meu melhor mundo.
– Eles não ficaram com sequelas?
– Nenhumas. Quando fizeram um ano senti que a fase pior já tinha passado e agora com dois anos estão ótimos. Eles são uma força da natureza, são realmente um exemplo positivo, são os meus grandes heróis! Infelizmente, há muitos casos em que as crianças ficam com sequelas para a vida, outras que nem sobrevivem... e eles hoje são crianças saudáveis, cheias de energia, então o Sebastião, que era o mais pequeno – nasceu com 780 gramas –, é um miúdo que arrisca imenso nas brincadeiras, muito aventureiro...
– E agora que os gémeos já não precisam de cuidados redobrados, é tempo de olhar mais para a relação com o marido?
– Fizemos três anos de casados em setembro. E agora sentimos que tempos de começar a aproveitar o tempo só a dois, porque até aqui dedicámos muito tempo a estar só os quatro. Então no primeiro ano de vida deles quase que não saímos, faltávamos a mui­tos aniversários e convívios com os amigos, porque os médicos disseram-nos mesmo para os resguardarmos o máximo possível. E não nos arrependemos nada desse tempo em que estivemos em casa, mas agora estamos a começar a pensar mais em nós, a fazer programas a dois.
– Nem todos os casamentos resistem a uma provação tão grande...
– É verdade. Mas o Vasco sempre foi um grande pilar na minha vida e percebeu perfeitamente aquela fase inicial em que estava totalmente focada nos meus filhos. Foi um grande homem e um grande marido por perceber isso, o que muitas vezes não é fácil... e as relações não resistem. Mas a nossa não. Ele é um marido que luta muito pelo casamento e dá-me imensa força.
– Apesar do susto e de todos os problemas que teve na gravidez, gostava de ter mais filhos?
– Adorávamos, mas não para já, porque eles ainda são muito pequeninos. Gostava muito de viver uma gravidez normal, de chegar até aos nove meses... Porque eu quase que não me senti grávida, quando a barriga começou a aparecer, eles tiveram de nascer, às 29 semanas. Foi sempre uma gravidez complicada, às 14 semanas tive um descolamento de placenta, estive internada umas semanas, depois fui para casa e não me podia mexer... Mas não nem me sinto culpada por eles terem nascido prematuros, porque sei que não foi nada que eu pudesse evitar.

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