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Matthias Contzen, um alemão apaixonado por Portugal

Foi no espaço que dirige, a Sculpture Factory, que o escultor alemão posou com os filhos, Julian e Luca, junto das suas peças, mas também das dos artistas com quem partilha uma exposição.

Andreia Cardinali
1 de janeiro de 2014, 18:00

Apaixonadopor surf e pelo mar, Matthias Contzen, de 49 anos, visitou pelaprimei­ra vez Portugal há 25 anos. Há 16 decidiu trocar a Alemanha, porCascais, aliciado pelo clima e pela possibilidade de exercer a sua profissãocomo escultor. “A matéria-prima deste país é fabulosa, a luz, indescritível,e posso trabalhar ao ar livre. Nada disso é possível na Alemanha. Lá trabalhavanuma garagem horrível, escura e fria, e o meu trabalho não estava a correr bem.Aqui, com a inspiração do oceano e tudo o mais, as esculturas são mais alegres”,explica, contando que lhe foi fácil adaptar-se ao nosso país: “Fui muito bemrecebido. Não falava uma palavra de português, mas fui logo para uma escoladurante dois meses e tudo correu bem. Os portugueses gostam muito quando umestrangeiro se esforça e apoiam-no. É muito bom viver aqui, sou um apaixonadopor Portugal. Viajo muito, em especial para expor os meus trabalhos ou fazerobras públicas, mas volto sempre a Portugal.”
Recém-separado de uma portuguesa, mãe dos seus filhos, Julian, de 19anos, e Luca, de 14, o escultor diz ter uma relação de grandecumplicidade com ambos: “Somos os três muito carinhosos e fomentamos muito oamor. É muito bom. Sou um pai muito orgulhoso. Fazemos muitos programas os trêse damo-nos todos muito bem. Eles estão na minha casa ou na casa da mãe sempreque querem. Não há regras e estamos todos em paz.” De parte ficam algumas‘regras’, já que acredita que a individualidade de cada um deve ser respeitada:“Não sou autoritário, antes pelo contrário. Deixo-os fazer o que quiserem eàs vezes tenho de intervir, mas o mínimo possível. O mais importante é que elessintam o amor que tenho, tudo o resto surge naturalmente. Eles têm de escolhero caminho deles, eu apoio. Sou a favor de uma educação livre, focada nostalentos de cada um e não na obrigatoriedade da sociedade.”
Matthias Contzen acaba de inaugurar uma exposição coletiva no espaço quedirige, a Sculpture Factory, em Pêro Pinheiro. “Esta exposição é focada nabeleza e todos os que participamos achamos que é algo que faz muita falta nestemundo. Somos 12 escultores e três pintores. O princípio de todos é encontrar abeleza e a luz e isso refle­te-se em cada obra. Neste espaço é muito fácil irbuscar inspiração, além de que a matéria-prima com que trabalho, a pedra, estápresente ao virar de cada esquina nesta loca­lidade”, explicou o escultor.

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