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Diana Chaves confidencia: “Gostava de ter mais filhos”

A atriz, de 32 anos, já é mãe de Pilar, de 21 meses, fruto do seu relacionamento com César Peixoto.

Cláudia Alegria
1 de janeiro de 2014, 10:00

Os anos que dedicou à alta competição, enquanto nadadora, ajudaram a formar a sua personalidade, forte, segura, decidida e... perfeccionista. Enquanto tirava as fotografias que aqui publicamos, Diana Chaves ia espreitando o resultado na máquina fotográfica e pedia para repetir alguns planos de forma a corrigir algum detalhe que, na sua opinião, poderia ser melhorado. Para a atriz, de 32 anos, atingir os objetivos que estipula para si própria e saber dar a volta quando alguma coisa não corre conforme planeia são lições que se aprendem no desporto de competição e ficam para a vida.
– Revelou-se uma pessoa muito autocrítica nesta sessão fotográfica...
Diana Chaves –
Embora seja uma pessoa descontraída e calma, sou perfeccionista em tudo. Toda a gente me diz para relaxar mais, mas quando não consigo fazer alguma coisa programada, fico um bocadinho stressada. Acho que sou um bocadinho de extremos: sou muito tranquila com tudo, mas tenho de fazer as minhas coisas exatamente como as planeio. Isto faz parte do meu trabalho. Quando vejo uma cena minha na novela acho sempre que está péssima, embora me digam que estou a exagerar. Nunca acho que fica perfeito.
– Praticou natação dos três aos 22 anos. Do que é que sente mais falta?
Do espírito competitivo, do prazer que dá sermos campeões nacionais ou sermos convocados para a seleção, de ter um objetivo e conseguir cumpri-lo. Por vezes não o conseguíamos, era uma frustração, mas dava-nos força para continuar.
– Tudo isso são lições para a vida?
É verdade. O espírito de sacrifício, saber aguentar a pressão psicológica e física... a alta competição dá-nos estofo para a vida toda.
– No início da sua carreira lidava mal com a expo­sição pública...
O que sentimos no início é um bocado a invasão. Para quem não está habituado, ver de repente a nossa vida exposta e, pior, ver coisas que se inventam... Uma mentira dita muitas vezes passa a ser verdade para algumas pessoas e lidar com isso é que é estranho. Não acho que seja nada por aí além, não morro nem deixo de dormir com essas coisas.
– Aprende a lidar com elas?
Sim, nunca deixei de dormir por causa disso, mas há momentos em que é mais complicado, outros em que nem ligo ou até me rio, depende da situação e do meu estado de espírito. O problema é quando nos julgam erradamente sem nos conhecerem. Uma coisa é ter uma opinião, outra é fazer um juízo de valor. Já passei por isso e não é de todo agradável. Há uma pessoa que fez muito isso comigo e com a minha família, o que me deixava triste, e passados anos pediu-me desculpa, o que acho que também tem muito valor. Não guardo ressentimentos, acho que uma pessoa que tem a coragem de, ao fim de vários anos, admitir que errou e pedir desculpa é importante e tem imenso valor.
– Nesta novela da SIC, Sol de Inverno, sente-se um pouco como peixe na água?
É. Parecendo que não, o elemento água está sempre presente em quase todos os meus trabalhos, de uma forma ou de outra. Em Laços de Sangue a personagem tinha fobia à água e tive que passar horas debaixo de água a gravar. Agora, mais uma vez, é água e surf. Sou uma pessoa com sorte!
– A prioridade para esta sua personagem é a família. Para si também o será, calculo...
Acho que o mais importante é proporcionar tudo o que faz falta, claro, como os bens essenciais, mas também tudo o que possa ser transformado em boas memórias. O que me lembro da minha infância são coisas super simples mas que me fizeram muito feliz.
– Como por exemplo?
A família reunida na casa da Costa de Caparica, todos a brincar na rua ou na praia, a fazer teatrinhos, coisas tão simples mas que uma pessoa não esquece. Eu tive mesmo uma infância muito feliz e sem luxos nenhuns.
– É isso que tenciona proporcionar à Pilar?
Sim, mais do que o tempo que passamos com eles, é a qualidade do tempo que dispensamos, e é isso que tento fazer, que passemos bons momentos todos juntos.
– Ser mãe é o seu papel mais importante?
Sermos pais é o papel da nossa vida. É uma continuação de nós, é encaminhar os nossos filhos da melhor forma para que possam ter a melhor vida. Sim, adoro ser mãe.
– A sua mãe morreu prematuramente. Por vezes, deve dar por si a pensar que gostaria que ela tivesse conhecido a Pilar...
Claro, isso é mais do que óbvio. Mas eu já disse isto várias vezes, não adianta muito pensar no ‘se’. As coisas foram desta forma. Eu tinha 11 anos quando a minha mãe morreu. Podia ter tido uma infância terrível, mas não tive. Fomos super felizes, e as memórias que tenho são muito boas.  Claro que penso nela e, um dia, vou explicar à Pilarzinha que existia mais uma avó, mas  a vida é mesmo assim.
– Faz parte dos vossos planos um dia aumentar a família?
Eu gostava de ter mais filhos, mas não é uma coisa que esteja a pensar que aconteça para o ano, por exemplo. Logo se vê, depende da evolução das coisas.
– Tem sido fácil criar a harmonia e es­tabilidade familiares, estando a Diana em Lisboa e o César em Braga?
Eu não gravo todos os dias. Calhou-me uma personagem que grava relativamente pouco, portanto, quando tenho uns dias livres, vou para cima, não é só ao fim de semana. É uma questão de hábito. Já vivo há seis anos assim, entre Braga e Lisboa. Agora, com a Pilar, a logística é diferente, mas antes o Rodrigo era pequenino [o filho mais velho de César Peixoto, fruto da relação deste com Isabel Figueira] e também tínhamos de fazer essa ginástica. Como em tudo, há prós e contras. Desde que se queira, tudo se consegue.
– Qual o melhor presente que poderia receber?
Costumo dizer que o melhor presente que recebi foi a minha filha, mas de longe! Digo que foi um presente do César. Gosto de surpresas e não tem de ser nada extravagante... pode ser passar uma noite num hotel de charme: há muitos em Portugal, giros e perto de Lisboa.

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