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Telma Santos: "Eu e o Pedro [Guedes] vivemos uma bonita história de amor"

A CARAS acompanhou a manequim da Central Models durante a sessão fotográfica para o catálogo de joias em prata Scala Colours by Telma Santos. Um desafio que coincide com uma nova fase da sua vida pessoal.

Cristiana Rodrigues
31 de dezembro de 2013, 10:00

Apaixonada por Pedro Gue­des, sonhou que o seu casamento era para toda a vida. Telma Santos viu, no entanto, a sua história de amor ganhar outro desfecho: o divórcio passou a fazer parte da narrativa e Maria Gabriela, de seis anos, nascida desta relação de 11 anos, passou a ser a única protagonista da sua vida. Um desfecho que não retirou à manequim, de 31 anos, a vontade de voltar a apaixonar-se, embora, como nos confessou, ainda não se sinta preparada para viver um novo romance. Nesta conversa, que teve como pretexto o seu novo desafio profis­sional – a criação de uma linha de joias em prata, Scala Colours by Telma Santos –, a manequim garantiu que não se arrepende de nada no seu passado. E assumiu que a entrada do ex-marido num reality show (onde o manequim conheceu a atual namorada, Kelly Baron) a surpreendeu.
– Ao fim de 11 anos, não deve ser fácil terminar uma relação...
Telma Santos –
Claro que não, principalmente quando essa relação se iniciou logo depois da minha adolescência. Em 11 anos de vida em comum já se constrói qualquer coisa! Crescemos juntos, fizemos muita coisa a dois, tivemos uma filha... Foi uma bonita história de amor.
– Na altura em que o Pedro a pediu em casamento, dizia que tinham a relação perfeita...
E tínhamos! E por isso, quando deixou de ser perfeita, decidimos terminar. Se sabíamos o que era bom, para quê ficarmos juntos se já não era assim tão bom? Mais vale terminar uma história e ter boas recordações, do que mantê-la só por manter.
– E assim ficou destruído o seu desejo de ter um casamento feliz para sempre...
Um casamento é um passo muito importante e quem o faz nunca pensa num fim. Tenho vários exemplos na família de que é possível um casamento durar muitos anos, até sermos velhinhos e termos cabelos brancos. Eu acreditava muito nisso.
– Em que momento perce­beu que seguiam por caminhos opostos?
Não foram caminhos opostos. Acho que foi o facto de não estarmos de acordo em várias situações comuns, e isso começa a ser um sinal de que as coisas não estão bem. Deixamos de estar confortáveis e num casamento isso não deve acontecer.
– O amor acabou no dia em que se separaram?
Para mim não terminou, de certeza. Eu só tenho é de agradecer ao Pedro por termos construído a família que construímos e termos tido a Gabriela, que foi a melhor coisa que me aconteceu. Fui mesmo muito feliz, e acho que o Pedro também. A nossa história foi muito cor-de-rosa e de muita paixão. O sentimento é diferente, mas as boas recorda­ções ficam.
– Arrepen­de-se de algu­ma coisa? De se ter casado, por exemplo?
Não. Sou muito romântica e fez todo o sentido. Fui feliz, por isso não me arrependo.
– Sente que fez tudo o que estava ao seu alcance para manter o casamento?
Acho que sim, mas como diz o ditado: “O que um não quer, dois não fazem.” Uma relação não se destrói por um mal-entendido. Temos de saber perdoar. Quando já construíste algo com alguma importância com essa pessoa, tens de saber ultrapassar.
– O Pedro, numa das conversas que teve no Big Brother insinuou que o teria traído. É verdade?
Não, claro que não! O Pedro sabe que não. Ele chegou a insinuar, mas depois de ter saído do programa desmentiu. Foi uma conversa que terá sido mal interpretada por parte da imprensa. Deu para fazer capas de revista!
– Surpreendeu-a o facto de o Pedro entrar para o programa?
Claro que sim, até porque a postura que tínhamos era bem mais discreta. Mas somos adultos e tomamos as opções que julgamos ser as melhores. Na altura já estávamos separados, e ele optou por esse caminho. As coisas por acaso acabaram por correr mal, mas para o meu lado! [risos] Acredito que não tenha sido por vontade dele, porque ele não me quer mal.
– Achou que o envolvimento dele com a Kelly Baron seria apenas jogo, uma forma de conseguir a vitória, tal como acabou por acontecer?
Honestamente, não acompanhei o programa, mas pelo que me dizem, é difícil estar fechado tanto tempo numa casa, e é possível, sim, que as pessoas se apaixonem. Se foi jogo ou não, não faço ideia.
– Chocou-a o facto de o Pe­dro se ter apaixonado?
Não posso dizer que foi um choque, mas fiquei surpreendida, sim. Para mim, o amor não é banal.
– Tem vontade de voltar a apaixonar-se?
Sim, mas neste momento é tudo muito recente. E depois de tantos anos não é fácil voltar a amar. Custa perder algo que foi tão saboroso construir. O facto de ter uma filha também me faz ser mais ponderada. Primeiro está ela.
– Como é que passou a ser o dia-a-dia da Gabriela?
Durante o tempo em que o Pedro esteve no programa optei por protegê-la e acho que fiz muito bem. Disse-lhe que o pai estava a trabalhar e, felizmente, coincidiu com o verão, que proporcionou um sem-número de atividades. Acho que consegui colmatar a falta do pai.
– Já regularam o poder paternal?
Sim. Já estamos divorciados e ficámos com guarda livre, ou seja, o Pedro pode ver a filha quando quiser, não existem dias estipulados.
– Separar-se dela deve custar...
A Gabriela tem que estar com o pai, porque eles adoram-se, e devem manter uma relação próxima. E eu, como tudo o que faço agora é em função da Gabriela, também preciso de ter algum tempo para mim.
– Para si e para os novos de­safios que acabou de aceitar...
[risos] É verdade. Além do meu trabalho de manequim, e a pensar já no futuro e na estabilidade da Gabriela, aceitei o desafio do Júlio Rodrigues para criar uma coleção de joias em prata. A Scala Colours by Telma Santos é uma linha com peças versáteis e valores acessíveis. Estou a conhecer mais uma faceta minha que me tem dado muito prazer!

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