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Mafalda Pinto Leite: “Sinto que tenho uma vida de sonho”

Aos sete meses da sua quarta gravidez, a ‘chef’ está muito entusiasmada por ir ter mais uma menina e reconhece que, apesar de dar algum trabalho, ter a casa cheia de crianças é o que a faz feliz.

Inês Mestre
31 de dezembro de 2013, 14:00

Aos 37 anos, Mafalda Pinto Leite prepara-se para ser mãe pela quarta vez. A chef já tem três filhos: Marina, de 11 anos, Vasco, de seis – fruto de relações anteriores – e Diogo, de um ano e meio, com o atual companheiro, Hugo Amado, que por sua vez é pai de mais uma menina de oito anos e de um rapaz de seis. Uma família numerosa que nem sempre é fácil de gerir, mas que é muito animada e feliz, como nos contou Mafalda.
A CARAS esteve à conversa com a chef, que, aos sete meses de gravidez, mantém o seu negócio de consultoria e está a preparar-se para lançar o novo site e um novo livro.
Como tem corrido a gravidez?
Mafalda Pinto Leite – Muito bem. Está a ser diferente das anteriores, porque não estou tão preocupada nem ansiosa ou centrada em mim. Com três crianças em casa é complicado!
Calculo que não seja fácil gerir uma família grande...
– Tenho de admitir que é complicado. Sobretudo agora, que estou grávida e com tanto trabalho como tenho tido. A sorte é que a minha filha mais velha já ajuda bastante, sobretudo com o Diogo. Mas é preciso ter muito método e organização.
E consegue ter método e ser organizada?
– Sim, o truque é acordar cedo e preparar tudo. O dia começa bastante cedo e temos de vestir as crianças, dar os pequenos-almoços, levá-las para a escola e só isso já é muita atividade logo de manhã!
Está contente por ir ter mais uma menina?
– Nas outras gravidezes nunca pensei no sexo do bebé, mas agora queria mesmo que fosse uma menina. Assim fica equilibrado, e confesso que já tenho saudades de ter uma menina pequena. Os rapazes gostam de jogar à bola e andarem sujos, as meninas são mais delicadas. Fico feliz e fechar um ciclo com uma rapariga é ótimo.
Não quer ter mais filhos, portanto...
–Não. Nem pensar! [risos] Sobre­tudo na situação em que está o país.
Imagino que seja uma animação quando se juntam todas as crianças em casa...
– É muito giro! Estas famílias são diferentes das tradicionais, mas nós temos sorte, porque as crianças dão-se todas muito bem e brincam umas com as outras. É engraçado, porque o Diogo é o elemento de li­gação para todos e adora os irmãos dos dois lados. E isso é ótimo. Saber que os miúdos estão bem, saudáveis e felizes é a melhor sensação que uma mãe pode ter.
Consegue ter tempo para namorar?
– Não tanto quanto se quer, mas há algum. O Hugo é um companheiro e pai fabuloso, que ajuda imenso e adora as crianças, por isso acabamos por pensar nelas primeiro e ficamos felizes por fazer muitas coisas juntos.
Como têm sido estes quatro anos ao lado do Hugo?
– Fantásticos! Têm sido os melhores quatro anos da minha vida.
O que é preciso para uma relação resultar?
– Acho que temos de aceitar os defeitos dos outros, compreendê-los e aprender a viver com eles, porque ninguém é perfeito. Quando somos mais novos acreditamos no amor cor-de-rosa e que as coisas são todas fáceis. Com a vida percebemos que não é assim, que falhamos todos os dias e que temos de aprender com os nossos erros. Por isso também é muito importante sermos amigos e ajudarmo-nos um ao outro.
E quais são os seus defeitos?
– Sou insuportavelmente arrumada! Gosto de ter as coisas super limpas e organizadas e por vezes esqueço-me de que as crianças são pequenas e que não têm a mesma dedicação à limpeza que eu! Às vezes os meus filhos ficam aborrecidos com isso e com o facto de eu ser super pontual. Eles têm de chegar à escola sempre antes da hora de entrada. Mas também já me conhecem e dão-me algum desconto.
Que género de mãe é?
– Sou de extremos, sou muito carinhosa e preocupo-me muito com eles, mas também sou rígida. Eles têm de estudar, fazer os trabalhos de casa, arrumar as coisas deles, saber pôr os pratos na cozinha e passá-los por água, por exemplo. Acho que essa disciplina é importante. Mas também sinto que não consigo dar-lhes atenção individual suficien­te. Tento fazê-lo e ir almoçar só com um, passear ou fazer os trabalhos de casa, mas nem sempre consigo.
– Entre a Mafalda e o Hugo, há um que seja mais disciplinador e outro mais brincalhão?
– Tenho sorte, porque o Hugo consegue ser as duas coisas e eu não. Ele é disciplinador, mas também gosta da brincadeira e tem muita paciência para fazer atividades com as crianças. E elas respeitam-no mais a ele.
Como se sente aos 37 anos?
– É estranho, porque lembro-me de ter 26 anos e achar que aos 30 já ia ser velha. Mas agora estou a ter outro filho e à porta dos 40, con­fesso que me assusta um pouco. Mas acredito que vamos aprendendo com a idade e espero melhorar.
O que tem aprendido?
– A ter mais calma, mais fé, a acreditar mais que as coisas vão correr bem e em mim. Tenho aprendido que é preciso trabalhar e fazer esforços para conseguir ser feliz. No fim conseguimos, por isso o esforço vale a pena.
É uma mulher feliz?
– Sim, com altos e baixo como toda a gente, mas no fim do dia – e é um pouco piroso dizer isto – sinto-me mesmo abençoada. Estou com a pessoa que amo, tenho filhos maravi­lhosos e faço o que gosto. Sinto que tenho uma vida de sonho.

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