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Cristina Santos e Silva: “Sou abençoada por ter uma família unida que me ama”

A arquiteta e as filhas estiveram no Castelo da CARAS, onde reforçaram os laços de cumplicidade.

Cristiana Rodrigues
25 de dezembro de 2013, 14:00

Rita, de 23 anos, e Mariana, de 19, acreditam na magia da época, gostam de estar envolvidas em todos os preparativos e não precisam de presentes para verem cumprido o Natal. Preferem ter a família unida e reforçar os laços de amor. Orgulhosa desta capacidade de entrega e da generosidade de ambas está a mãe, Cristina Santos e Silva, que sente ter feito um bom trabalho, juntamente com o marido, o consultor financeiro José Melo Pinto, que prefere manter-se nos bastidores. No Castelo da CARAS, o protagonismo foi partilhado pelas três. Entre gargalhadas e trocas de elogios, deixaram transparecer a admiração que sentem umas das outras. A entrevista coube à arquiteta, que é reconhecida também pelos seus trabalhos de decoração, nomeadamente em hotéis.
– Há uma sintonia evidente entre as três. Dá trabalho chegar a este patamar?
Cristina Santos e Silva –
[risos] Elas têm as duas um feitio maravilhoso, têm uma grande cumplicidade connosco e acompanham-nos desde pequenas para quase todo o lado. Mesmo havendo um intervalo de uma geração, gostam de estar com os nossos amigos, têm o mesmo registo. Temos um prazer genuíno em estarmos juntas.
– Mais uma vez, o seu marido preferiu ficar nos bastidores...
[risos] Ele tem uma postura discreta e quando pode escolher, mantém-se afastado das objeti­vas e eu respeito a vontade dele. Às vezes acha até que nos expomos demais. No fundo, o meu marido deixa-nos brilhar. [risos]
– Em casa também é assim?
Não, ele em casa tem um papel muito importante e uma personalidade muito dominante, por isso não se deixa abafar pelo trio feminino. [risos]
– E esse trio feminino é exigente no que diz respeito a presentes de Natal?
Nada. Em crianças elas eram, naturalmente, mais ambi­ciosas em termos de presentes e o imaginário delas estava relacionado com a chegada do Pai Natal, mas à medida que foram crescendo perceberam que o Natal não se limita a isso.
– São hoje mais conscientes, é isso?
Elas sabem que o Natal agora tem de ser forçosamente diferente dos de há uns anos e não cobram nada. São capazes de me dizer que não querem nenhum presente de Natal e eu acredito que estão a ser genuínas. Nós também nunca fomos pais de dar o céu antes da terra. Têm as duas um feitio maravilhoso, são generosas, determinadas e eu sou uma mãe orgulhosa por serem dois seres humanos bem formados.
– É sinal que está no bom caminho como mãe?
Há trabalhos de endurance, de fundo, que só à posteriori percebemos se foram bem feitos. A educação dos nossos filhos é exatamente isso, só quando eles são adultos é que percebemos se falhámos ou se nos realizámos como pais. Juntamente com o meu marido, faço o melhor que sei, não há manuais, não há uma enciclopédia, mas há uma intuição. E também sigo muito os ensinamentos que os meus pais me deram. Todos os dias eles me dão lições de vida.
– Portanto, há uma sensação de dever cumprido?
Apesar de eu ter este ar otimista, às vezes tenho um ligeiro pessimismo e quando elas eram mais pequenas, tinha horror de pensar que poderia morrer antes de cumprir a minha missão como mãe, como mulher, como pro­fissional. Ficava aterrorizada com a ideia de elas ficarem sem os meus ensinamentos. Agora que estão crescidas, sinto que encontraram os seus caminhos, que emocionalmente são equilibradas, e isso deixa-me, não com a sensação de missão cumprida, mas com um certo alívio de ver que se eu lhes faltar elas se conseguem desenvencilhar sozinhas.
– A morte assusta-a?
Tenho pavor. Nunca perdi ninguém muito próximo, ainda não passei por esse sofrimento, mas sei que não vou lidar bem com o facto de perder alguém que me é muito querido, nem sequer estou preparada para perder alguém que amo. Assusta-me a ausência definitiva.
– Voltemos ao que nos trouxe aqui: o Natal. O que é que faz com que a época seja vivida de forma especial?
A ternura, a atenção que temos uns pelos outros na minha família. O carinho com que elaboramos a ceia de Natal é uma forma de presentearmos as pessoas de quem gostamos. Por exemplo, sei que a minha sogra gosta de fatias douradas, que o meu sogro adora bacalhau e que a minha mãe não passa sem o arroz-doce e ter tudo isto na mesa já os deixa felizes.
– Mas por certo gosta de receber presentes. Qual é o melhor presen­te que lhe poderiam dar?
Honesta­mente, sinto-me abençoada por ter uma família unida que me ama e isso é o melhor que se pode receber. Profissionalmente também tenho sido abençoada com trabalho, que é o maior desejo que posso pedir. E este ano o meu ateliê, Artica, foi distinguido com o Premio Best Interior Hotel, para o projeto do Hotel Altis Avenida, um prémio internacional que reconhece os melhores projetos do mundo. É uma espécie de recompensa, também um presente de Natal.
– Desafios profissionais é o que não lhe falta para 2014...
Sim. Graças a Deus, continuamos com bastantes desafios profissionais, nomeadamente em hotelaria, com a continuação da renovação do carismático Grand Altis Hotel e de um novo hotel de charme na Praça da Figueira, Hotel Portugal, a inaugurar no princípio do ano.

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