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Jacques e Julie Deffense: Quinze anos de um amor muito... doce

Julie veio trabalhar para Portugal em 1998 e, por amor a Jacques, nunca mais deixou o nosso país. Juntos, construíram esta casa na zona de Cascais.

Inês Mestre
24 de dezembro de 2013, 12:00

Julie Deffense nasceu em Boston, EUA, há 40 anos. Designer gráfica, em 1998, veio para Portugal trabalhar como webdesigner por três meses. E foi nessa altura que conheceu Jacques Deffense, descendente de um belga que nos anos 20 fundou uma empresa no nosso país, a Cavan. Os dois apaixonaram-se e Julie mudou não só de país, mas também de carreira: hoje é cake designer e autora de dois livros de receitas, Os Bolos da Julie e As Festas da Julie. Foi a propósito do lançamento do segundo que a autora e o marido – atual CEO da Cavan – receberam a CARAS na casa que construíram na zona de Cascais.
– Ao fim de 15 anos, certamente já conhece bem Portugal. Quais são as características do nosso país que mais gosta?
Julie Deffense
– As pessoas recebem-nos muito bem e gosto da comida! Mas adoro o facto de poder ser uma mulher de negócios e de haver muitas oportunidades para crescer. Há muitas coisas a serem desenvolvidas na minha área – cake design – e talvez não tivesse conseguido fazer tanta coisa tão depressa como fiz se estivesse nos Estados Unidos.
– O que nos pode contar sobre o seu novo livro?
– A maior diferença deste livro para o anterior é que aquele era só de sobremesas, bolos, bolachas. Este é de comida para receber convidados, pois gosto de ter amigos em casa.
– Gosta de ter a casa cheia?
– Sim, acho que sou muito americana nesse sentido. Gosto mais de receber as pessoas em minha casa do que de sair. E todas as receitas no livro são as coisas que gosto de cozinhar para a família e amigos quando os tenho cá.
São receitas especiais?
– Sim, porque são quase todas  receitas de família, que a minha avó, mãe, tias e primas também fazem. Sinto que são receitas muito caseiras e feitas com muito carinho.
– E gosta mais de cozinhar doces ou salgados?
– Sempre cozinhei com a minha mãe e a minha avó, sempre foi um hobby, mas o que gosto mesmo é de fazer bolos e doces. E agora é uma mistura entre fazer os bolos e a parte da decoração.
O Jacques gosta de ser o provador oficial das iguarias da Julie?
Jacques Deffense
– Provo tudo o que a Julie faz! Houve uma receita que não provei da primeira vez e que a Julie repetiu. Foi o bolo de cereja e vinho do Porto, que acabou por se tornar um dos meus favoritos!
É importante ter o apoio do Jacques?
Julie
– Ele é um grande homem, apoia-me em tudo o que faço e tem muito orgulho em mim. E faz-me crer que aquilo que faço é mesmo fantástico. Está sempre ao meu lado, e se eu tiver uma encomenda grande e importante, até me ajuda a fazer as flores, por exemplo! Ele tem a sua própria empresa para gerir e não tem muito tempo livre, mas tem sempre tempo para mim.
E o que é que o Jacques nos pode contar sobre a Julie que não esteja nos livros?
– A Julie é muito focada no que quer, procura fazer sempre melhor, tem muita atenção ao pormenor e é um pouco perfeccionista. E quando quer uma coisa con-segue-a, o que é fantástico. Estou espantado por ela ter conseguido o que já conseguiu, o que neste país não é fácil.
– Como têm sido estes 15 anos juntos?
Julie –
Têm sido ótimos! Quando conheci o Jacques, disseram-me que a maneira de conquistar o coração dele era dar-lhe boa comida. E foi o que fiz [risos]! Mas além disso, há um grande equilíbrio entre nós, bom sentido de humor. Gostamos de fazer coisas juntos, de passar a vida juntos.
Jacques – Têm sido absolutamente fantásticos! Nunca discutimos. A não ser quando estávamos a construir a casa, e acho que foi só uma vez!
Julie – Sim, se conseguirem construir uma casa sem se matarem um ao outro, então sabem que o vosso casamento é forte! [risos]
Jacques – E nós conseguimos isso! Acho que foi um bom teste à nossa relação, que é muito fácil. Há um grande equilíbrio entre os dois.
– Se construíram esta casa de raiz, calculo que a cozinha seja um dos sítios favoritos da Julie...
– Sim, nós desenhámos e construímos a casa, e eu gosto de tudo, mas a cozinha é uma cópia exata daquela em que eu cresci, na casa dos meus pais... por isso é que parece tão americana.
Ter uma cozinha igual à dos seus pais ajuda-a a estar tanto tempo longe da família?
– A casa é muito portuguesa por fora e muito americana por dentro. E sim, isso ajuda-me a lidar com as saudades que tenho da minha família.
Como é o vosso Natal?
– É uma loucura, porque o Jacques tem 11 irmãos e mais de 30 sobrinhos! Os meus pais vêm visitar-nos e jantamos os quatro cá em casa no dia 24. No dia 25 vamos todos para casa de uma irmã do Jacques e, com tanta gente, é um almoço louco, mas muito divertido!

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