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Gabriela e Thomas Schmutz: Dois suíços apaixonados pelo nosso país

O diretor da Volvo Cars Portugal e a mulher apresentaram o filho, Silas, de sete semanas, e contaram como se sentem felizes por terem trocado o seu país por Portugal.

Andreia Cardinali
24 de dezembro de 2013, 18:00

A viverem em Portugal hádois anos, Thomas Schmutz, de 42 anos, diretor da Volvo Cars Portugal, ea mulher, Ga­briela, de 36, já se sentem em casa, em especial desde queforam pais de Silas, de sete semanas. Juntos há 14 anos, estão a morarem Matosinhos e foi com agrado que aceitaram o convite para um fim de semana emfamília no Castelo da CARAS, na Pousada Flor da Rosa, no Crato, já queconsideram que todos os momentos de lazer são fundamentais para o bem-estarfamiliar.
Foi sobre esta nova fase, mas também sobre a experiência da paternidade e aforma como se sentem acolhidos pelos portugueses que conversámos com os dois.
– Já se sentem em casa ao fim de dois anos?

Thomas Schmutz – Sim, absolutamente. A adaptação foi muito fácil, já que aspessoas são muito hospitaleiras e o facto de a nossa casa ser em frente ao riotambém ajuda, já que nos faz lembrar a Suíça. Portugal tem coisas muitoagradáveis como a comida, os restaurantes, os vinhos e, mais uma vez, ahospitalidade, algo que faz qualquer estrangeiro sentir-se bem.
– E do ponto de vista profissional, também foi fácil?

Sim, é um pouco diferente, mas gosto muito. Os portugueses têm umaflexibilidade muito grande que ajuda, eventualmente, a compensar uma capacidadeum pouco menor de planificação. Para já, funciona muito bem. Apesar da criseque se vive no país, tem sido muito agradável.
– A língua é o maior entrave?

Como a maioria dos portugueses fala muito bem inglês, não treinamos assimtanto, mas temos tentado [risos]. Antes de vir para cá via a RTP Internacionale não compreendia nada, depois, quando chegámos, começámos a ler os jornais erevistas e compreendemos que há algumas palavras muito similares ao francês,mas com uma pronúncia completamente diferente. Depois, quando se vive 24 horasnum país, é mais fácil aprender a língua. Tem de ser.
– Mas o Thomas fala melhor do que a Gabriela...
Gabriela – Sim, sem dúvida, pois ele tem mais possibilidades para isso.Além de que ele também fala francês melhor do que eu, o que facilita. É que adiferen­ça do alemão para o português é grande, mas já consigo ter uma conversa[risos].
Thomas –
O maior problema é que a Gabriela é perfeccionista e quer dizer ostempos verbais de forma correta, o que não é fácil.
– Têm noção de quanto tem­po permanecerão aqui?

Thomas – Não, não temos uma planificação minuciosa.
– Imagina-se a ver o Silas crescer aqui, ou preferia que isso aconteces­se naSuíça?

Porque não? Ele nasceu na Suíça por causa do médico da Gabriela, mas nãonos importaríamos de ficar por cá mais tempo.
– Vivem bem com essa incerteza?
Thomas – É uma escolha. Honestamente, vivo muito para a Volvo, e para jáfunciona bem.
O meu trabalho é uma paixão, mais do que uma obrigação. Antes de virmos eusabia que a Gabri não viria comigo para qualquer país, ela tem uma cabeça fortee sabe também o que quer. Mas estamos muito felizes com a escolha que fizemos.
Gabriela –
Estamos muito gratos, Portugal é um país fantástico.
– Para a Gabriela, como tem sido viver esta experiência da maternidade?

Está a ser maravilhosa, estou muito feliz. É uma experiência muitodiferente de qualquer uma que vivi até aqui. As noites agora são diferentes[risos].
– A vossa vida enquanto casal mudou um pouco...

Thomas – Sim, para já ainda não mudou muito, mas certamente que isso iráacontecer. Já prevejo ter de passar algumas noites no hotel [risos].Mas parajá, ele é um bebé muito calmo.
– Pretendem que o Silas também aprenda português ou em casa só falam alemão?

A Gabriela fala com ele em alemão e eu em francês. Para já serásuficiente, depois, com o passar dos anos e a nossa situação aqui, logo severá.
– A Gabriela deixou um pouco de parte a carreira de psicóloga...

Sim, com um bebé pequeno é perfeito estar apenas disponí­vel para ele. OSilas foi muito desejado por nós e queremos estar muito com ele.
– E já planearam este Natal?

Thomas – Iremos para a Suíça, para estar junto da nossa família. Lá é umpouco diferente do que se vive aqui. Fazemos um fondue de carne, o únicodia em que os suíços não comem queijo, mas tudo o resto é igual a Portugal.Fazemos a árvore, o presépio, abrimos os presentes às 24 horas, tudo isso, masas nossas decorações de Natal são menos luminosas e mais discretas. Mas issonão é uma coisa negativa, temos apenas uma mentalidade diferente [risos].
Gabriela –
Adoro as decorações de Natal daqui, as luzes, os brilhos...
– Tem tido tempo para desfrutar do Silas, ou o trabalho não o permite?

Thomas – No Natal vou ter muito tempo. A minha mulher é fantástica naorganização de todas as coisas e admito que muitas das vezes não estoudisponível, mas ela toma conta de tudo muito bem. Idealmente passarei a termais tempo, até porque tenho uma equipa em Portugal que funciona muito bem.
– Pensam ter mais filhos?

Ainda não pensamos nisso, é tudo muito recente. Poderá acontecer, vamosver...
– Estão juntos há 14 anos. Esta é a primeira vez que moram fora do vosso país?

Juntos, sim.
– Calculo que para o Thomas seja muito importante ter alguém a seu lado queapoie a sua carreira.

Claro que sim, mas a Ga­briela também tem muitos hobbies e issoajuda.
Gabriela –
Faço ioga, caminhadas, muito desporto, mas também gosto de estarcom as minhas
amigas. Estou contente com esta mudança. É muito fácil sentirmo-nos bem aqui esó estamos a duas horas da Suíça. Só faria sentido assim, é muito importante pa­ramim estar ao lado do Thomas, somos uma família, agora a três, e só faz sentidodessa forma.

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