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Ao lado da família, António Ramalho Eanes mostra o seu lado emotivo

Várias personalidades prestaram um Testemunho Público ao antigo Presidente da República.

Marta Mesquita
21 de dezembro de 2013, 15:00

Personalidades de vários quadrantes estiveram presentes no Testemunho Público prestado a António Ramalho Eanes. O Centro de Congressos de Lisboa foi o palco deste tribu­to, durante o qual se falou de Eanes enquanto homem, político, militar e cidadão.
Na ocasião foi apresentado o Prémio António Ramalho Eanes, que vai ser atribuído pela primeira vez em 2014 e que visa distinguir pessoas ou instituições na área dos valores da cidadania. Depois dessa apresentação, o antigo Presidente da República subiu ao palco para discursar, um momento em que o general mostrou o seu lado mais vulnerável e não conseguiu conter a emoção quando falou da família: “Quero agradecer a Deus a mulher e os filhos que me concedeu e que sempre, mesmo nas alturas mais adversas, me ensinaram a responder à minha responsabilidade social. Permitam-me que agradeça também às mulheres dos meus filhos e aos meus netos, que muito me têm ajudado a responder a essa mesma responsabilidade, apesar da minha já avançada idade.”
A assistir na primeira fila a este momento emblemático estavam precisamente Manuela Eanes, mulher do antigo Presidente da República, os filhos, Manuel e Miguel, a mulher e um dos filhos deste, Sílvia e António. Faltaram apenas Madalena, filha de Miguel, Maria e Joana, mulher e filha de Manuel Eanes. Também muito emocionada, a antiga primeira-dama não escondeu o orgulho por partilhar a vida com um homem cujo carácter é elogiado por muitos portugueses: “Hoje é um dia muito feliz e emotivo. O meu marido não queria que se fizesse nenhuma homenagem e a comissão organizadora conseguiu dar a volta à questão e decidiu prestar-lhe um tributo público. Houve aqui testemunhos lindíssimos sobre o meu marido. E destaco ainda o Prémio António Ramalho Eanes, que nos obriga a olhar para o futuro.”
Adriano Moreira foi uma das personalidades que participaram neste tributo: “Devemos sempre homenagear os bons cidadãos. Um homem  que chegou, em momentos difíceis, aos maiores postos, quer nas forças armadas, quer na vida política, e que manteve a mesma devoção cívica recusando qualquer recompensa e distinção é um cidadão que precisa de ser não só homenageado como prestigiado e conservado.”

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