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Marta Cruz: “Fiz uma cirurgia mamária e sinto-me mais segura”

Amamentou a filha mais nova durante quase um ano. Agora, chegou a altura de recuperar a forma física.

Cristiana Rodrigues
15 de dezembro de 2013, 12:00

Está em Portugal desde março. Marta Cruz, que vivia no Brasil há cerca de nove anos, regressou para estar ao lado do pai, Carlos Cruz – que cumpre, no Estabelecimento Prisional da Carregueira, a pena a que foi condenado no âmbito do julgamento do processo Casa Pia –, e para solidificar a relação com o jogador de futebol de praia Madjer, de quem tem uma filha, Kyara, de um ano. No Brasil ficou a filha mais velha, fruto do seu casamento com o bailarino brasileiro Alexandre Gondim. Yasmin, de oito anos, deverá juntar-se à família em Portugal no próximo ano. Marta tem também aproveita­do estes últimos meses para recuperar a forma física e tem conseguido, como testemunhámos na Pousada de Cascais, onde decorreu esta entrevista.
– Chegou a hora de olhar por si?
Marta Cruz –
Sim. Amamen­tei a Kyara até aos 11 meses e estava com o peito muito grande. Não me sentia muito confortável, por isso falei com o Dr. Ângelo Rebelo, que me aconselhou a fazer uma reconstrução mamária.
– Que consistiu exatamente em quê?
Diminuir o tamanho, ‘levantar’ e pôr umas próteses de silicone novas.
– Sente-se mais segura agora?
Muito mais. O peito reflete a feminilidade e é importante para nos sentirmos bem. Sen­tia-me insegura e não gostava de me ver. Agora já tenho vontade de usar roupa mais justa, de pôr um decote maior.
– E também perdeu peso...
Sim, na primeira gravidez, aos 20 anos, engordei 30 quilos, e na segunda ganhei não 30, mas 32 [risos]. E não aconselho a ninguém...
– Porque depois é preciso muito esforço para recuperar a silhueta...
Na primeira gravidez, além de dieta, precisei de fazer uma lipoaspiração, também na Clínica Milénio. Agora, além desta cirurgia ao peito, frequento regularmente o Holmes Place e sigo uma dieta rigorosa da Lev, para atingir o meu objetivo.
– E qual é esse objetivo?
Perder mais quatro ou cinco quilos. Antes de engravidar pesava 74 quilos, depois cheguei a pesar 106. Agora já emagreci 35 e gostava de voltar a pesar 67, o que tinha aos 18 anos.
– Aumentar de peso dessa forma também se reflete na autoestima. Ainda por cima para uma pessoa que era modelo...
Antes de ter filhos eu era magra, mas na verdade uma falsa magra. Inclusivamente, quando era modelo cheguei a perder alguns trabalhos por ter perna e rabo.
– Deixar de ser modelo fê-la desleixar-se?
Comecei a estar mais relaxada, sim, sentia-me bem comigo, morava no Brasil e lá a estrutura física mais comum é bem diferente da europeia. Nunca voltei a ser tão magra como era antes da gravidez, mas estava uma mulher saudável e sentia-me bem. Quando estou à espera de bebé sou uma grávida feliz. Quero é comer, dormir e passear.
– E como está a correr a readaptação a Portugal?
Está a correr bem. Sou uma pessoa eternamente em busca da felicidade extrema e é engraçado que em certos momentos eu achava que ia ser super feliz quando regressasse a Portugal e agora estou cheia de saudades do Brasil. Não que eu não seja feliz aqui...
– Mas faz sentido: no fundo, deixou no Brasil a sua filha mais velha...
Sim, também. Tenho imensas saudades e isso dá-me vonta­de de voltar para o lado dela. Estou com a Kyara, mas os filhos não são substituíveis. Tenho um vazio enorme. Quando deixo a Kyara no colégio também gostaria de estar a deixar a Yasmin e quando ponho a Kyara a dormir também gostaria de estar a aconchegar a Yasmin. São momentos que me criam uma grande nostalgia.
– Não é uma decisão fácil.
Pois não. Não é nada fácil para uma mãe, mas não era justo tirá-la da escola e quebrar as rotinas dela enquanto eu ainda es­tava a tentar organizar-me aqui.
– Tem receio de que a Yasmin um dia critique essa decisão?
Ela é muito madura e tem noção do que está a acontecer. Sabe que tem de terminar o ano escolar para poder vir e depois tem um acompanhamento mui­to próximo da minha mãe, que ela adora.
– Da sua agenda semanal fazem parte as visitas ao seu pai...
Sim, é uma hora por semana, é um momento que aproveito bastante para conversar com ele, mimá-lo. Tenho com o meu pai uma relação muito especial que faço questão de alimentar.

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