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Marcantonio del Carlo e Marta Nunes: "A nossa relação está acima de tudo"

Os dois atores estão juntos há oito anos e casados há três. Ao lado de Salomé, de 12 anos, a filha de Marta, que Marcantonio trata como se fosse sua, construíram uma família feliz.

Marta Mesquita
15 de dezembro de 2013, 16:00

Marcantonio del Carlo, de 49 anos, e Marta Nunes, de 33, têm a mesma prioridade na vida: construir uma família feliz. Companheiros há oito anos e casados há três, têm partilhado sonhos e sucessos, e, ao lado de Salomé, de 12 anos, filha de Marta e que Marcantonio trata como se também fosse sua, têm sabido equilibrar os seus papéis de pais e de marido e mulher com as suas exigentes carreiras.
– A Marta tem feito uma carreira menos mediática que a do Marcantonio. Isso não origina embates de ego?
Marta Nunes
– A nossa rela­ção está acima de tudo. Eu amo muito o Marcantonio e não ten­to competir com ele. E os filhos são ótimos para nos ajudarem a mediar isso. As necessidades da Salomé e as exigências da nossa vida familiar não nos deixam muitas vezes falar de trabalho e isso é bom. Uma relação cuja cumplicidade está só assente na vida profissional acaba por se esgotar, porque os egos são difíceis de gerir. Uma relação de casal tem de ter muito mais do que isso.
– E têm aprendido um com o outro?
Marcantonio del Carlo
– A Marta ensinou-me a ser mais tolerante. Tolero muito pouco a mediocridade, a falta de profissionalismo, a injustiça, e com ela aprendi a respeitar mais o tempo dos outros. Temos aprendido um com o outro. A Marta é uma pessoa feliz, mas ainda tem muita coisa para fazer como atriz. Ela é uma pessoa simples e até parece que se contenta com pouco, mas depois é muito exigente no campo profissional. Para ela, a próxima etapa é sempre a mais importante e tem uma insatisfação constante.
Marta – Tenho 15 anos de carreira e isso já é alguma coisa. Com certeza de que tenho alguns sonhos a nível profissional, mas viver com o Marcantonio tem-me ajudado a lidar com a ansiedade. Se hoje não tenho tanto trabalho ou se não consigo entrar em determinado projeto, partilho essa angústia com ele e tento relativizar. O Marcantonio é uma pessoa muito positiva e isso faz-me muito bem! A sua energia é quase como um alimento para mim. Enquanto eu sou exigente comigo mesma, o Marcantonio é exigente com ele e com os outros.
– E o que é que tentam ensi­nar à Salomé?
– Investimos muito na formação escolar e artística dela, mas não basta ensinarmos aos nossos filhos a teoria, temos é de os ensinar com as nossas próprias atitudes. Agora vou ser voluntária e transmito a importância do voluntariado à minha filha com o meu próprio exemplo. A nossa pedagogia com ela passa mesmo pelas nossas atitudes.
Marcantonio – Acima de tudo, os pais têm de estar muito atentos. Às vezes, uma coisa que para nós não é nada importante pode sê-lo, e muito, para os nossos filhos. E se falhamos, aí eles ficam marcados. Por isso, é preciso ter atenção e sensibilidade. A Salomé vai crescer sendo muito influenciada por aquilo que somos.
– Aventurou-se recentemente na realização, com as curtas-metragens Mau Vinho e O Tesouro. Os seus sonhos passam por estar cada vez mais atrás das câmaras ou quer continuar a ser, acima de tudo, ator?
– Vejo-me sempre como ator.  Aliás, vai estrear em dezembro um filme brasileiro em que participei, A Primeira Missa. Quando enceno ou estou atrás das câmaras, continuo a ter o diálogo de ator para ator. Mas gostei muito da experiência de realizar e já temos mais dois projetos na forja. Só que nesta área é muito difícil planear, só espero continuar a ter trabalho. Dantes, era mais ansioso e até acabava por não viver bem todos os momentos. Agora estou mais tranquilo. Por exemplo, tenho vontade de fazer uma longa-metragem, mas não estou ansioso com isso. Aprendi a respirar e a ter prazer naquilo que estou a fazer.
– Quanto à Marta, tem trabalhado sobretudo em teatro. Gostava de entrar em projetos mais mediáticos?
Marta
– Não tenho vontade de me tornar uma atriz mais mediática, o que quero é trabalhar noutros âmbitos para além do teatro. Acho que é importante para todos os atores experimentarem o palco, o cinema e a televisão. Eu tenho investido muito na área do ensino e por isso não consigo dizer que sim a todos os projetos. Neste momento, estou a fazer um doutoramento em Ciências da Educação, na área da Educação Artística, e isso tira-me muito tempo.
Marcantonio – A Marta tem agora é que fazer uma novela, para desanuviar um bocadinho do doutoramento.

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