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O Mundo chora a morte de Mandela

O líder histórico da luta contra o ‘apartheid’ morreu esta quinta-feira, dia 5. Tinha 95 anos.

Redação CARAS
6 de dezembro de 2013, 13:12

NelsonMandela morreuesta quinta-feira, dia 5, aos 95 anos. O antigo presidente sul-africano nãoresistiu à infeção pulmonar de que padecia e que desde dezembro do ano passadoo obrigou a ser internado quatro vezes. Estava desde setembro em casa a recebertratamento médico, depois de ter passado três meses entre a vida e a morte nohospital.
A notícia da morte o líder da luta contra o apartheid foiconfirmada pelo chefe de Estado sul-africano Jacob Zuma.

Nelson Rolihlahla Mandela nasceu a 18 de julho de 1918, em Mvezo,na África de Sul. Era um dos treze filhos de Nkosi Mphakanyiswa GadlaMandela com Nosekeni Fanny, a terceira mulher do pai.
Advogado de formação, foi o político mais influente da África do Sul e um dosmais respeitados do mundo. Os primeiros passos na política foram dados com WalterSisulu e Olivier Tambo, com quem fundou o movimentojuvenil NCA/ANC (Congresso Nacional Sul-Africano, o movimento contra o apartheid)e ainda muito jovem começou a defender a paz e o fim da segregação racial.
Foi um dos principais símbolos da luta pela igualdade durante a década de 1950,tendo participado em 1955 na divulgação da Carta da Liberdade, odocumento que defendia o fim do regime racista.
Quis sempre que esta luta fosse pacífica, mas a 21 de março de 1960, quando apolícia sul-africana assassinou 69 manifestantes negros – episódio conhecidocomo O Massacre de Sharpeville – mudou de opinião, passando a defender a lutaarmada contra o sistema.
Comandou durante dois anos as forças armadas do Congresso NacionalSul-Africano, mas em 1962 foi preso e condenado a cinco anos de prisão porincentivar a greve e ter viajado para o estrangeiro sem autorização. Em 1964,depois de novo julgamento, foi-lhe decretada prisão perpétua por planear umaluta que envolvia armas.
Esteve preso durante 26 anos – entre 1964 e 1990 – e tornou-se símbolo da lutacontra o apartheid na África do Sul. Apesar de se encontrarnuma cela, conseguiu organizar e incentivar a luta pelo fim da segregaçãoracial no país, tendo recebido apoio de governos de todo o mundo.
E foi justamente este apoio vindo do estrangeiro que fez com que Frederikde Klerk, então presidente da África do Sul, ordenasse a libertação deMadiba a 11 de fevereiro de 1990. O partido por ele fundado, o CNA, passou tambéma ser reconhecido.
Em 1993 foi nomeado Prémio Nobel da Paz, por todos os esforços no sentido seacabar com a segregação racial.
No ano seguinte voltou a fazer história ao tornar-se no primeiro presidentenegro da África do Sul, cargo que ocupou até 1999. Ao longo desses anosconseguiu acabar com a separação racial baseada na cor da pele, uma luta quelhe valeu o reconhecimento em todo o mundo.
Afastou-se depois da política, passando a dedicar-se a causas sociais, sempretendo em mente a defesa dos direitos humanos. Em 2006 este trabalho valeu-lheuma distinção da amnistia internacional.
Os últimos anos foram marcados por vários internamentos, quase sempre devido aproblemas respiratórios. Morreu esta quinta-feira, 5 de dezembro, na sua casade Pretória e deixou a África do Sul e o Mundo de luto.

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