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Paxi Canto Moniz garante: "Tenho a felicidade em plenitude"

A relações-públicas e fotógrafa falou à CARAS do seu trajeto e da forma como encara a vida sempre com um sorriso, graças aos seus filhos, Salvador e Sebastião.

Andreia Cardinali
30 de novembro de 2013, 14:00

Toda a vida quis cortar o cabelo, desde os 17 anos que andava com esta ideia. Para mim, foi um ato de coragem e com um signi­ficado forte por detrás, que tem a ver com o meu filho mais novo, com a vida, com espírito de sacrifício... mas não me quero alongar. Sou uma mulher de desafios, de extremos, e achei que estava na altura." Foi assim que Paxi Canto Moniz explicou à CARAS o seu cabelo curto, um visual que não usava desde criança. Aos 44 anos, Paxi é uma mulher divertida, de bem com a vida e que tem nos dois filhos, Sebastião, de 15 anos (nascido do seu casamento com Filipe Gaidão), e Salvador, de 19, fruto de uma anterior relação, os seus grandes amores e companheiros. Foi na companhia de ambos que a relações-públicas do Tamariz e do Jezebel, e agora também fotógrafa (distinguida com alguns prémios), nos falou do seu percurso pessoal e profissional.
– Não costuma deixar-se fotografar com os seus filhos...
Paxi Canto Moniz –
Não gos­to de aparecer nem de os expor, mas de vez em quando, pelo trabalho que tenho, é necessário. Há sete anos que não fazia algo deste género, mas agora os meus filhos estão crescidos e tenho muito orgulho em mostrá-los.
– Percebe-se que a sua relação com eles é muito próxima...
Sim, sou uma privilegiada. É inacreditável o amor que recebo dos meus filhos! Eles são muito especiais. Eu protejo o Sebastião e o Salvador protege-me a mim.
– Essa proximidade dever-se-á ao facto de já não estar com o pai de nenhum deles?
Estou sozinha com eles e muito bem, mas acho que não tem a ver com isso, mas sim com o meu feitio. Eduquei-os desta forma e acompanhei muito o crescimento deles. Tenho muito orgulho no meu trabalho enquan­to mãe, mas não sou mãe-galinha, dou muita liberdade ao Salvador. O Sebastião, que é o meu com­panheiro para o resto da vida, pelo facto de ser deficiente tem de ser mais protegido.
– O Sebastião tem sido uma lição de vida?
O Sebastião virou-me a vida do avesso, no bom sentido. A mulher que sou hoje devo-a a ele. Só os pais que aceitam a deficiência de um filho como eu aceitei (já que alguns são os primeiros a discriminar) podem viver com felicidade. E eu tenho a felicidade em plenitude. Estou a atrever-me a escrever um livro sobre a nossa relação mãe/filho e acho que vai ser de chorar a rir, pois para mim não há dramas. A ideia é mostrar às pessoas que o Sebastião não é nenhum problema, às vezes ele é que deve achar que nós temos problemas. Ele é muito puro.
– A proteção do Salvador tornou-a mais seletiva na procu­ra do amor?
Eu não procuro o amor, tenho-o todos os dias de uma forma inesgotável. Não tenho ninguém por opção minha, mas também não ando à procura.
– Entretanto, a fotografia, que era uma paixão, um hobby, já se tornou profissão...
A fotografia foi sempre uma paixão, mas deitava tudo fora, nunca pensei que pudesse ganhar prémios, fazer exposições e até fotografar governadores no Brasil! As pessoas dizem que sou uma artista, mas ainda me custa aceitar essa palavra. Mas fazer aquilo de que se gosta é a melhor coisa do mundo. Quem me dera a mim passar o resto dos meus dias sempre com uma máquina atrás. Fotografo muito por intuição. E na escrita é igual. É muito engraçado.

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