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Viagem pelos mundos cruzados do artista plástico Diogo Navarro

Na metalúrgica António Jacinto Figueiredo, em Pêro Pinheiro, Diogo Navarro materializou as inspirações de uma recente viagem a Moçambique, terra onde nasceu. O resultado é a exposição ‘Link of the Worlds’, patente no Museu de História Natural e da Ciência.

Redação CARAS
24 de novembro de 2013, 15:00

Gosta de misturartécnicas e materiais e assume-se como um pintor eclético, incapaz de encontrarum estilo que o defina. Para Diogo Navarro, criar é, acima de tudo, umaneces­sidade e tanto pode fazê-lo nos imponentes salões do Palácio Nacional daAjuda, onde expôs há cerca de um ano, como numa fábrica metalúrgica ou nas ruasde Xinavave, Moçambique, terra onde nasceu e onde voltou recentemente. O quecriou nestes dois lugares tão distintos resultou na exposição Link of theWorlds, patente no Museu de História Natural e da Ciência, em Lisboa. “Estaexposição apresenta a ligação entre mundos que se cruzam e fi-la através doolhar de outros artistas moçambicanos, pois senti que esta seria a melhor formade entender a terra que deixei aos cinco anos”, conta o artista, que partiupara África sem inspi­rações pré-definidas, mas com a certeza de um reencontrocom as suas raízes: “Através das pessoas, dos cheiros, da música, acabei porencontrar as minhas memórias mais distantes. Voltei a sentir aquela energiaúnica que sentia em criança.”
Desta viagem ‘nasceu’ também um filme documental, realizado por PhilippeTambwe, seu companheiro de viagem. “Conheci o Philippe dois meses antesde partir. Parece loucura, mas não existia qualquer guião e apenas tínhamos 18dias para o fazer. Queríamos que fosse um filme simples e natural, quemostrasse as diferentes linguagens e realidades artísticas, que desvendasse oque está por detrás da máscara africana”, revela. Na terra de onde saiu comcinco anos, Diogo, agora com 40, diz ter vivido momentos mágicos: “Não fui àprocura das diferenças entre o passado e o presente. Preferi encontrar-me naspessoas e nas expressões que as caracterizam. Só assim poderia viajar pelotempo que não vivi.”
Apesar de ter obras suas em vá­rias embaixadas e em coleções particulares detodo o mundo, Diogo não trabalha para alimentar currículos ou colecionarprémios. A arte de criar na sua mais pura essência continua a ser a única coisaque o move.

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