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Amor Electro: “Em primeiro lugar está a nossa amizade, só depois vem a música”

Juntos há quatro anos, os Amor Electro acabam de lançar o seu mais recente trabalho, “Revolução”, cujos temas irão apresentar em concerto no próximo dia 29 de outubro, no CCB.

Cláudia Alegria
24 de novembro de 2013, 10:00

Conhecem-se há mais de uma década, mas só há quatro anos decidiram que estava na altura de formarem a sua própria banda. A propósito do lançamento de Revolução, o segundo álbum dos Amor Electro,  a CARAS juntou a vocalista, Marisa Liz, o multi-instrumentalista Tiago Dias, o teclista Ricardo Vasconcelos e o baixista Rui Rechena no CCB, a cujo palco sobem no próximo dia 29 de outubro.
O que é que se pode esperar deste concerto?
Marisa –
O que nós esperamos é juntar todas as emoções, tudo o que aprendemos e o que as pessoas nos têm ensinado nestes últimos dois anos e meio de estrada a promover o  álbum anterior.
– Querem explicar o nome que escolheram para o disco, Revolução?
Tiago –
Foi difícil chegar a um consenso, porque queríamos encontrar uma palavra que desse a conhecer, em termos sonoros, o nosso caminho. Revolução é uma espécie de trocadilho: com o ‘R’ ao contrário desta­ca-se a palavra ‘evolução’ e nós achamos que este disco é a evolução sonora daquilo que fazemos e, no fundo, não deixa de ser uma revolução musical, aquilo que sentimos que somos com este segundo disco.
– O processo de composição é partilhado por todos os elementos da banda ou fica sob a responsabilidade de alguém em particular?
Marisa –
Há diferentes métodos. Geralmente a composição das bases para fazer uma música  parte do Tiago e depois é que surge a letra. Eu escrevi algumas letras e, para este álbum, convidámos o Jorge Cruz e o Hélder Moutinho para escreverem outras duas.
Tiago – Maioritariamente é assim, mas há partilha de ideias. Somos os quatro criativos e formamos uma banda democrática. O que interessa, no fim, é que a música esteja ao gosto dos quatro.
– Porque só assim uma banda consegue sobreviver, se todos gostarem do que estão a fazer e não serem pressionados para fazer algo com o qual não se identificam?
Acho que as bandas só sobrevivem se as pessoas se derem bem. As bandas acabam, não por uma questão musical, mas por questões pessoais, de egos.
– E entre vocês não existe essa questão de egos?
Marisa –
Não existe mesmo.
Tiago – Aceitamos bem as personalidades uns dos outros. Como é óbvio, chateamo-nos, choramos, rimos e brincamos, mas temos à-vontade uns com os outros para dizermos o que pensamos. Acho, aliás, que essa é a chave do sucesso desta banda.
Marisa – Até porque esta ban­da não começou pela música, mas sim pela amizade. Podíamos ser músicos que se encontraram e formaram uma banda, mas não. Esta banda começa pelo facto de sermos amigos e de querermos trabalhar juntos. Em primeiro lugar está a nossa relação de amizade, em que todos são importantes, cada um da sua maneira, só depois vem a música. Aceitamo-nos uns aos outros. Eles percebem que eu sou a ‘menina’ da banda, que posso demorar mais tempo com a maquilhagem e a escolha da roupa, mas cada um de nós tem uma função. Há uma energia que faz com que tudo aconteça com toda a gente feliz por estar aqui. Quando isso não acontecer, não iremos manter-nos juntos, não o vamos forçar. Os Amor Electro existem porque somos amigos. Esse é o ponto fulcral. Se isso deixar de acontecer, a música também deixa de fazer sentido, pelo menos com os quatro juntos.
– Até porque acabam por passar mais tempo juntos do que com as respetivas famílias?
Tiago –
Há alturas em que não estamos na estrada nem a trabalhar e juntamo-nos na mesma, em casa de um de nós

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