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A dias de conhecer a sua sentença, Sónia Brazão assegura: "Continuo confiante"

A leitura da sentença de Sónia Brazão está agendada para 22 de novembro. Correndo o risco de poder ser presa, a atriz continua a defender a sua inocência, garantindo que a explosão que ocorreu no seu apartamento, em junho de 2011, não foi uma tentativa de suicídio. Ao seu lado nesta fase difícil, Sónia tem tido sempre a família e os amigos.

Marta Mesquita
17 de novembro de 2013, 10:00

Com a leitura da sua sentença agendada para 22 de novembro, Sónia Brazão continua a defender a sua inocência, assegurando que a explosão que ocorreu no seu apartamento a 3 de junho de 2011, e que lhe deixou queimaduras graves em 90 por cento do corpo, não foi intencional.
Em julgamento, a atriz foi acusada de “libertação de gases asfixiantes por conduta negligente com intenção de pôr termo à vida” e o Ministério Público pediu que fosse condenada a “uma pena de prisão não inferior a quatro anos”, acrescentando que “apenas se aceita a suspensão se tiver acompanhamento médico psiquiátrico por todo o período que for determinada a suspensão”.
Com o futuro dependente da decisão da juíza, a atriz falou à CARAS de como está a viver este período.
– Esta espera está a deixá-la muito ansiosa?
Sónia Brazão
– Não, estou a aguardar com serenidade, porque não o posso fazer de outra maneira. Está tudo nas mãos da juíza... Espero que a decisão seja a melhor possível, mas pior do que tudo aquilo que já me aconteceu não pode ser.
– O Ministério Público pede que seja condenada a prisão efetiva...
– Sim, e não fiquei surpreendida com esse pedido.
– Mas não está com medo de poder ser presa?
– O que posso dizer é que estou expectante. E não quero falar muito mais até sair a sentença.
– Depois do julgamento e de ouvir todas as acusações, continua confiante?
– Continuo confiante, continuo à espera que se prove que tudo não passou de um acidente. Mas não me lembro de nada...
– Continua, portanto, a defender a sua inocência e a negar qualquer tentativa de suicídio...
– Ninguém me tira a minha inocência, mesmo que seja considerada culpada. Estou a aguardar serenamente. Acredito em mim e isso é o mais importante.
– Ficou satisfeita com a forma como decorreu o julgamento e com os depoimentos que foram ouvidos?
– Sim, fiquei. Valeu a pena ouvir aquilo que os meus amigos disseram sobre mim. Fiquei sensibilizada. Os meus médicos e as pessoas que realmente me conhecem sabem quem sou. E por isso continuo a acreditar.
– Ao longo deste processo, tem tido acompanhamento psicológico?
– Tenho sido acompanhada pelo meu psiquiatra e psicólogo, o Dr. Manuel Guerreiro, de quem já sou paciente há muito tempo. Falar com ele ajuda-me. Não é segredo nenhum que tenho alguns problemas com a privação do sono, que sou celíaca e que devido a isso tive algumas depressões e momentos menos bons. Mas quem nunca viveu estas experiências não entende...
– Nestes momentos, o apoio da família deve ser fundamental...
– Sim, da família e dos amigos. A família tem sido sempre o meu porto de abrigo. Ao longo de todo este processo, temo-nos apoiado muito uns aos outros.
– Tem conseguido manter as suas rotinas?
– Sim. Como tem chovido, não tenho saído, por isso, tenho escrito, pintado, arrumado a casa...

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