Nas Bancas

Noua Wong: “Não tenho vergonha de ir atrás daquilo que quero”

Aos 30 anos, a atriz é uma mulher determinada que encara a vida com um sorriso e uma atitude positiva.

Inês Mestre
10 de novembro de 2013, 12:00

Enérgica, divertida, lutadora e muito positiva, assim se revelou Noua Wong durante a tarde em que embarcámos numa viagem pelo seu universo. Nascida no Brasil e com pais brasileiros, é em Portugal que a atriz se sente em casa, já que se mudou para cá aos oito anos.
As suas raízes são, no entanto, muito diversificadas, tendo família chinesa, italiana e índia, dos índios da Amazónia. E é essa amálgama de culturas que lhe confere o seu ar exótico. Um ar que a atriz explorou nesta sessão fotográfica que a CARAS fez em pleno rio Tejo. Mas aproveitar o seu lado mais característico não é uma novidade para Noua, uma vez que foi no mundo da moda que começou o seu percurso profissional. Depois de ter passado também pela dança, descobriu aos 22 anos a sua verdadeira paixão: representar. Acerca do seu percurso como atriz confessa que tem tido sorte e recentemente pudemos vê-la em Dancin’ Days, da SIC, na pele de Filipa.
Aos 30 anos, Noua confessa-se workaholic, afirma que não gosta de estar parada e que casar-se e ser mãe não está nos seus planos imediatos. A atriz namora com Vítor Fonseca, conhecido como Cifrão, há sete anos, e se é com entusiasmo que fala da vida profissional, é com cautela e resguardo que aborda o lado pessoal.
Tenho de começar por lhe perguntar qual é a origem do seu nome... 
Noua Wong – Eu nasci no Brasil, onde há uma grande mistura de culturas, e quando um amigo da minha mãe viajou ao Taiti, veio de lá com o nome Noua, que significa ‘lua’. A minha mãe adorou e acabou por escolhê-lo. Wong é do lado do meu avô chinês.
Ainda tem muitas ligações ao Brasil?
– Tenho alguns familiares lá, mas a maior parte da família esta cá e foi em Portugal que cresci. Estive no Brasil a estudar representação durante três meses e senti que estava no estrangeiro. Já tinha saudades de casa.
É atriz, mas o seu percurso profissional começou pela moda...
– Sim, aos 11 anos. Aos 14 entrei no mundo da dança e aos 22 comecei a representar. Foi aí que percebi que representar era o que queria fazer para o resto da minha vida.
E era isso que queria ser quando era pequena?
– Na altura eu não sabia o que queria ser. No entanto, os meus pais trabalhavam em televisão, na parte da produção, e as brincadeiras com a minha irmã sempre foram comigo a fazer macacadas à frente das câmaras e ela atrás, a realizar. Mas é engraçado que hoje eu sou atriz e ela seguiu edição de imagem.
Como tem sido o seu percurso enquanto atriz?
– O balanço é bastante positivo. Tenho tido sorte, que é um fator muito importante nesta área. Aliás, costumo dizer que é 50/50, porque podemos ter muito talento, mas se não tivermos sorte ficamos em casa ou fazemos outra coisa. Mas eu tenho tido bastante sorte, porque nunca chego a estar mais do que um mês ou dois parada. E não fico parada porque continuo a trabalhar nas áreas da moda e da dança, o que para um workaholic como eu é ótimo!
É mesmo workaholic?
– Sou mesmo! Quando tenho menos trabalho penso no que posso fazer para aperfeiçoar algu-ma coisa, ou como preparar-me
para o próximo trabalho, que cursos ou workshops posso fazer. Estou sempre com a cabeça no trabalho. É estranho, mas sou feliz assim.
A família e os amigos não se queixam dessa dedicação ao trabalho?
– Sim, sobretudo quando estou numa novela, que tem um ritmo mais exigente. E eu fico muito consumida quando estou num projeto. Claro que gosto muito de estar com a família e os amigos e tento gerir a minha vida para estar presente nos momentos importantes. Mas todas as pessoas percebem.
O Vítor, seu namorado, também compreende?
– Sim, porque ele é como eu!
E como conciliam o facto de serem ambos tão focados no trabalho?
– É bom ele ser workaholic como eu, pois compreendemo-nos
e apoiamo-nos um ao outro. Enquanto houver compreensão, as coisas funcionam.
Que balanço faz destes sete anos de namoro?
– Têm sido sete anos muito bons. Somos felizes e isso é que importa.
Casarem-se e terem filhos faz parte dos vossos planos?
– Para já, não, estamos bem assim. Somos os dois muito focados nas nossas carreiras e enquanto funcionar assim, ótimo.
Mas a Noua gostaria de ser mãe?
– Sim, gostaria, mas daqui a alguns anos. Tudo tem o seu tempo e ainda não sentimos esse apelo. E como disse antes, temos tido sorte nos nossos trabalhos, por isso temos de aproveitar esta onda!
Um dos papéis que essa maré de sorte lhe trouxe foi o de Filipa, em Dancin’ Days. Como foi essa experiência?
– Foi muito boa. Fiquei muito contente com a minha personagem, que cresceu mais do que estava previsto no início da novela. Mas foi evoluindo e isso deixou-me muito feliz.
Falou em ter sorte, mas também parece ser uma pessoa lutadora...
– Sim, não tenho vergonha de ir atrás daquilo que quero e de lutar por isso. Tento estar sempre em cima dos acontecimen-tos, descobrir que novos projetos existem, procurar castings, procurar diretores e falar com eles. Ficar em casa à espera de que algo aconteça é muito cómodo, mas também muito triste. Porque se não procurarmos a sorte e ela não vier ter connosco, não chegamos a lado nenhum.
Durante esta produção disse várias vezes a frase ‘Vai dar tudo certo’. Porquê?
– Os meus pais sempre foram pessoas muito positivas e incutiram-me esse espírito. Eu acredito que se tivermos pensamentos positivos as coisas boas acontecem. E recentemente tenho estado com uma ami-ga que me relembrou essa frase que eu voltei a dizer. É o meu lado positivo a trabalhar. [risos]
Encara a vida com muito otimis-mo, portanto.
– Sim sem dúvida! Acredito que quem faz o bem recebe o bem.
Com mais otimismo agora que tem 30 anos?
– Fiquei muito entusiasmada quando fiz 30 anos! Não aconteceu nada de diferente, mas adoro fazer anos e é giro ter 30. No entanto, desde miúda que digo que quando tiver 40 vou estar no meu auge, não sei porquê! [risos] Logo se vê, mas para já sinto-me lindamente!

Palavras-chave

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras