Nas Bancas

Daniela Mercury e Malu Verçosa no Castelo da CARAS

Em entrevista, a cantora e a namorada relembram como foi o primeiro beijo, falam sobre o desejo de ter filhos e da decisão de oficializarem a união.

CARAS Brasil
9 de novembro de 2013, 10:00

O sorriso de DanielaMercury, de 48 anos, está ainda mais cativante. A responsável por este seuestado de paixão é a jornalista Malu Verçosa, de 37, a quem a cantora,há 18 anos embaixadora do Unicef no Brasil, chama Maria em poesias e canções.No Castelo de CARAS, em Tarrytown, Nova Iorque a CARAS testemunhou acumplicidade das duas. E é com pequenos gestos, como a troca de olhares, agargalhada fácil e até um singelo beijo, que Daniela e Malu alimentam o romancede oito meses. “Somos apenas um casal apaixonado, com vontade de mudar,encher o mundo de amor. Quem não conhece a liberdade não sabe que está preso;quem não conhece a paixão não sabe o que é a vida”, diz a rainha do axé.Com esta mesma certeza, Daniela e Malu anunciam mais um passo importante.Depois da troca de alianças em Paris, oficializaram a relação pelo civil, comdireito a mudança de apelidos, no dia 12 de outubro, em Salvador. “Vamosfazer um ritual poético e filosófico, não religioso, mas legal. É uma conquistada nossa Justiça. Será uma atitude simbólica e também política”, garante aestrela, que já compôs música para surpreender a namorada no grande dia.
Para a cantora e a jornalista, expor a relação foi uma quebra de padrões egarantem que a recetividade tem sido surpreendente. Nesta entrevista, Malu eDaniela – que é mãe do músico Gabriel, de 28 anos, e da bailarina Giovan,de 26, do casamento com Zalther Póvoas, e de Márcia, de 15, Analice,de 12, e Ana Isabel, de três, adotadas por ela – falam abertamente sobrea aproximação após o fim da união da cantora com o publicitário Marco Scabia,da rotina e de medos.
– A data que escolheram para o casamento tem algum sentido especial?
Malu – É dia de Nossa Senhora Apare­cida, padroeira do Brasil e com quemtemos uma relação forte. O nosso primeiro beijo foi às seis da tarde, em frentea uma igreja, quando os sinos tocavam.
– Por que é que decidiram oficializar a união?
Daniela – Antes de publicar no Instagram que estávamos juntas, viajámose casámos em Paris. Era um namoro recente, mas somos mulheres diretas. Nãotemos controlo sobre a paixão. Agora, decidimos celebrar com as pessoas queamamos.
– E a festa?
Malu – Será algo íntimo para as famílias e os amigos que nos apoiaram.Naquele momento, estávamos fragilizadas. Queremos estas pessoas por perto, coma sua energia positiva.
Daniela – Vamos firmar um compromisso que já existe e festejar este amorde maneira livre e com a nossa altivez.
– Como sentiu a repercussão?
De facto, não tinha noção do que iria acontecer. A sensação é queestamos a ser aplaudidas por muita gente e que o Brasil não é assim tãoconservador ou preconceituoso. É mais machista. Pode não ser tão normal ver umcasal como nós falar claramente sobre a questão. Mas a verdade é que as pessoasjá compreendem e estão mais tranquilas com esta convivência. Sempre tive umapostura política, as minhas canções falam contra o racismo, ‘afirmam’ o meupovo.
Malu – Facilita sermos bem-sucedidas, bonitas, femininas e a Dani serartista.
Daniela – A comunicação do nosso casamento foi um divisor de águas. Issopode ser o começo para uma nova atitude. Todos deveriam agir com naturalidade esair com seus companheiros. Após a revolução sexual dos anos 1920 e 1960 e osmovimentos gay e feministas, chegamos a 2013 ainda amarrados porquestões desta imposição moral e religiosa, mesmo num país laico.
Malu – Espero que daqui a 10, 20 anos não seja assim tão importantediscutir-se o relacionamento de um casal pondo o género em questão. Quando issoacontecer, é porque evoluímos como seres humanos, é porque a sociedade e o paístambém evoluíram.
– Que outra mensagem querem passar?
Daniela – Não queremos ser vistas como um casal gay, mas como umcasal que se ama. E é importante que se fale nestes assuntos desde a infância.As crianças compreendem quando as pessoas se amam. As nossas filhas, de 15 e 12anos, adoram ver-nos juntas.
Malu – Somos os ídolos delas. A mais nova, a de três anos, diz,orgulhosa, que tem duas mães.
– Quem é a mais mandona?
Ela manda em tudo. Não me visto até a Dani me dizer que roupa vouusar.
Daniela – Não mando em nada. Escolho e mostro os modelos para ver se elagosta.
Malu – Mas se escolho antes, o mundo cai.
Daniela – Se atrás de um grande homem há sempre uma mulher forte, agoratenho muito mais hipótese de ser ainda melhor por ter a Malu comigo, que éinteligente e cuida dos detalhes. Conversamos bastante e ambas gostamos deliderar e produzir. Resolvemos tudo, o difícil é ver quem vai mandar. Setivermos um pouco de lucidez, uma fica quieta ao lado da outra.
– Pensam em engravidar?
Malu – Tenho muita vontade, mas acabei de ganhar três crianças de idadesdiferentes. Casei-me, larguei a televisão, onde trabalhava há 20 anos, estou aescrever um livro, passei a estar exposta publicamente, coisa que nunca quis.Estou a readaptar-me ao mundo, por isso este não é o momento ideal para pensarem ter filhos.
– A fidelidade é essencial?
Sim. O nosso acordo é ser fiel.
Daniela – Não existe a menor chance do contrário. Não temos papas nalíngua. Não há condição de ter uma relação de verdade e construir uma vida semconfiança mútua.
Malu – Eu tenho medo dela. [risos]
Daniela – Você tem medo da vida ou de mim?
Malu – De perder você! Deus me livre!
Daniela – Eu também. Por isso, já temos uma aliança e vamos pôr outra emcima.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras