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Manuel Maria Carrilho: “Nunca houve violência, a Bárbara não tem provas”

O professor assume que ele e a apresentadora já falavam em divórcio desde setembro. Nega qualquer episódio de violência, acusa a mulher de alcoolismo e relata episódios que supostamente o confirmam.

Redação CARAS
4 de novembro de 2013, 21:32

Em plena guerra com BárbaraGuimarães, que o impediu de entrar em casa no último dia 18, acusando-o demaus tratos físicos e psicológicos – razão pela qual deu entrada na justiça comum pedido de divórcio litigioso –, Manuel Maria Carrilho conversou com aCARAS e deixou-se fotografar. Nega os maus tratos, acusa a mulher de estarconstantemen­te alcoolizada e diz estar preparado para se defender dasacusações de a difamar.
– Quando é que o vosso casamento co­meçou a correr mal e porquê?
Manuel Maria Carrilho – A minha relação com a Bárbara foi muito feliz atéhá um ano. Foi uma relação muito cúmplice, muito boa. Com muitas diferenças,mas tínhamos uma complementaridade que funcionava muito bem. Mas houve ummomento em que senti que se concentravam vários problemas: a Bárbara estavadesconfortável com o programa que fazia na SIC, o Peso Pesado, e sentiaa angústia de ter de decidir o que fazer aos 39 anos. Depois, a Carlota[de três anos] foi uma maternidade já tardia para ela. Muito diferente do quetinha sido com o Dinis [de nove anos], que foi muito, muito feliz. Com oDinis, a Bárbara foi uma mãe encantadora, criámos uma série de cumplicidades atrês. A Carlota veio num período difícil, em que a Bárbara já não queria maistrabalho com as crianças. Em relação ao trabalho, aconse­lhei-a a voltar àinformação. Ela rejeitou esse conselho e decidiu que iria reconquistar o seulugar dos 18, 20 anos. E começou a fazer uma série de coisas que não faziamsentido, exagerou no silicone, fez botox... Fez cinco operações de seguida.
– Que tipo de operações?
– Além do silicone, fez umas coisas para as estrias, para a celulite, não seiespecificar, e deixou de comer, ou melhor, passou a tomar coisas que elamistura sem critério. E passou a beber. Tudo isto é o retrato de uma pessoa quese está a diminuir. A Bárbara nunca mais leu um livro, um jornal, nunca maisviu um programa de informação, nunca mais se interessou por nada, pelocinema...
– Isso terá minado fortemente o vosso casamento. Não pensou em divorciar-se?
– Bom, isto piorou a qualidade de vida de todos, mas eu não faço cenas, nãopreciso de nada: como tudo, bebo tudo, não peço que me tratem de nada. Mudofraldas, faço papas, mudo lâmpadas, faço bricolage e escrevo, que é o que eumais gosto de fazer: ler e escrever. E sempre fui assim, tive uma educaçãoespar­tana. O que é que isto deu? Claro que me preocupou muito ver a Bárbaracada vez mais angustiada, a dormir mal – começou a tomar muitos comprimidospara dormir, em cima do álcool – e depois, progressivamente, de há um ano paracá, passou a beber, a beber. No princípio, até descobri isso porque às vezes iabuscar qualquer coisa à cozinha e encontrava um copo de vinho branco escondido.
– E isso era um comportamento inédito?
– Bom, nós sempre bebemos os dois. Quan­do nos conhecemos, havia uma coisa quedeixou de haver, um champanhe espanhol que dava exatamente para dois copos, eque nós costumávamos beber todos os dias. E foi assim até ao 40.º aniversáriodela. Aí ela organizou uma festa no Terreiro do Paço e a certa altura percebique queria fazer uma festa que lhe devolvesse os 20 anos. E embebedou-secompletamente. Tínhamos combinado acabar aquilo às duas, mas às quatro ela quissair para o [bar] Jamaica. Eu disse-lhe que fisicamente já não conseguia, queia para casa. Ela ficou furiosa, fez uma cena. Mas o importante é que, a partirdesse dia, a Bárbara ‘partiu’. Foram os 40 anos, a deceção brutal por aquelafesta não lhe ter dado o que ela precisava... Nessa altura, eu ia dar uma sériede conferências ao Brasil, que só aceitei por ela, para a levar.
– Levaram as crianças?
– Não, fomos só os dois. Estivemos no Copacabana Palace, muito bem. Entretanto,tinha acontecido uma coisa: ela deixou de ir às minhas coisas [intervençõesprofissionais]. Antes ia sempre, com entusiasmo. Portanto, fiz as minhas conferências,ela andou às compras... Uma noite, estávamos a jantar em Ipanema, e ela bebeuuma garrafa de vinho inteira. Fomos conversando e quando saímos para o Calçadãoela foi ver as coisas que estão por ali expostas no chão e caiu para cima de umvendedor. Eu disse-lhe: “Tens de ter cuidado, acho que já foi por causadisso que aconteceu a cena nos teus anos.” Ela virou costas e desapareceu.Acabei por seguir a pé para o hotel, acreditando que ela viria atrás. Ficoutarde, ela não me atendia o telefone, não ligava nenhuma às mensagens... Decididar um alerta de segurança. Desci o elevador e encontrei-a a chegar, com aquelecabelo – que adoro – todo para a frente, com ar de quem tinha estado numa rodade capoeira ou algo do género, sem conseguir sair do elevador, desequilibrada.Deitou-se na cama com aquele ressonar brutal das pessoas alcoolizadas. Passou odia seguinte aos beijos e abraços, sem dizer nada, completamente diminuída.Acontece que isto se repetiu dez vezes em Portugal. Qualquer coisa que eu dissesse,saltava do carro e desaparecia. Segundo exemplo: no dia em que abriu umaexposição da Ana Saramago, muito amiga da Bárbara, tínhamos estado ajantar antes e ela bebeu loucuras, mas estava a manter a conversa. Naexposição, voltou a beber ‘n’ copos de champanhe. Assim que entrámos no carro,transformou-se e pôs-se aos berros: “O que é que vou fazer para casa? Tenhoaqui os meus amigos! Agora é que a noite está a começar! Contigo é sempreisto!” Ao chegarmos perto de casa, por qualquer coisa que eu disse, elasaltou do carro, atirou os catálogos pelo ar e disse-me: “Estou farta dastuas porras!” E depois disso, houve dias em que fez isto e não apareceu emcasa, houve dias em que chegou às 5 da manhã. Eu nunca lhe perguntei nada,funciono assim, nunca cobro nada.
– Entretanto, ela tomou a decisão de se divorciar...
– No último dia 18, nas vésperas de eu ir para Paris, ela fez a terceira festada Carlota. São festas que faz para ela própria. A seguir fomos jantar com omeu filho mais velho e os meus netos, que têm idades perto das dos meus filhos.Voltou a beber demais. Chegámos a casa e ainda nem o Dinis estava a dormir,infelizmente, começou aos berros: “Isto não são festas não são nada, nãoparti­cipaste nada!” Nós temos uma casa muito grande, com portas muitoaltas, e acho que foi mesmo para os vizinhos ouvirem, pôs-se a bater as portasde uma maneira! Eu pedia-lhe para se acalmar.
– E isso nunca desencadeou nenhum episódio de violência?
– Não! Mas nunca houve aqui violência, qual era a violência?
– Não sei, estou a perguntar.
– Não. Habitualmente chego a casa, vou deitar os miúdos. Sou eu que os ponho nacama, que vou procurar a chucha da fita azul com que a Carlota gosta de dormir,que deixo a porta na fresta certa para o Dinis... Ela não tem nenhuma testemunhade violência, nem nunca terá. Bom, no dia seguinte estivemos a conversar. Elaqueria que isto acalmasse, dizia que tínhamos de descansar. E fui para Paris.
– Já se sabe o que aconteceu quando chegou. Mas face a todos esses episódiosque me conta, não é surpreendente que nenhum dos dois avançasse para odivórcio. Como é que nunca tinham falado nisso?
– Falou-se de divórcio em setembro, com muita calma, uma conversa na cozinha,que é onde a Bárbara vive, por causa do álcool.
– E essa conversa foi iniciativa de quem?
– Foi uma conversa que surgiu. E falou-se mais duas ou três vezes. E eu dizia:ninguém está casado ou divorciado por obrigação, só temos de pensar em duascoisas, na casa e nas crianças. Esta casa é dos dois, cinco sextos minha.Lembrei-a disso, disse-lhe que estava tudo registado em documentos. E elarespondeu: “Mas qual documento?” Reagiu como se estivéssemos a falar dealgo absurdo. Ora, a procuração tem uma descrição rigorosa associada quediscrimina todos os valores envolvidos. E isto perturbou-a loucamente. Edisse-me: “Pagar? Mas eu tenho alguma coisa que pagar?” A partir daíficou muito perturbada. Depois, falámos nos filhos. Ela adora os filhos, tratedeles com maior ou menor devoção, é uma excelente mãe, eu acho que sou umexcelente pai, e disse-lhe que achava que tudo isso se resolveria.
– E a história de que a ameaçou com facas?
– É absurda, não sei de onde vem. É bom que ela não diga coisas que cem porcento dos testemunhos vão desmentir. Ela não vai conseguir provar absolutamentenada, não tem provas.

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