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Bárbara Guimarães: “O meu silêncio é para proteger os meus filhos”

Bárbara Guimarães confirma que avançou com o pedido de divórcio litigioso e justifica o seu silêncio com a necessidade de não alimentar polémicas, para proteger os filhos.

Redação CARAS
3 de novembro de 2013, 21:22

 “A Bárbara só quer proteger os filhos. Ela tem sido uma mulher muito, muito forte”, revela em exclusivo à CARAS Isabel Amorim, mãe da apresentadora da SIC. Este é, aliás, o desabafo que os familiares e amigos mais próximos têm ouvido de Bárbara Guimarães nos últimos dias. A própria apresentadora salientou essa necessidade em comunicado recebido pela CARAS no final da tarde de sexta-feira, dia 25, no qual confirmava que avançava com o pedido de divórcio litigioso e justificava: “O meu silêncio em público prende-se única e exclusivamente com a vontade que mantenho em proteger os meus filhos, nesse sentido, não vou alimentar qualquer polémica ou responder a qualquer mentira que possa vir a público. Peço que respeitem e salvaguardem, neste momento difícil, a privacidade da minha vida e a dos meus filhos.”
As agressões de que supostamente foi alvo por parte do marido, Manuel Maria Carrilho, pouco antes de este viajar para Paris, no dia 14 de outubro, estarão na origem desta decisão. No dia 17 de outubro, enquanto Carrilho ainda se encontrava em Paris, a apresentadora enviou para o DIAP de Lisboa uma carta registada em que se queixava de ser vítima de violência doméstica, física e psicológica.
A CARAS sabe que Bárbara Guimarães alega ter sido agredida quase diariamente nos últimos seis meses e que algumas dessas agressões terão acontecido na presença dos filhos. A apresentadora da SIC queixa-se ainda de em agosto último ter sido ameaçada com uma faca de cozinha na presença de um dos filhos. A CARAS apurou que Bárbara Guimarães tem fotografias que documentam estas agressões mais recentes.
No sentido de assegurar a sua integridade física e psicológica assim como a dos filhos, a apresentadora tomou também a resolução de não voltar a deixar o marido entrar em casa quando ele regressasse de Paris. Assim, quando Manuel Maria Carrilho chegou a Lisboa, no passado dia 18, Bárbara tinha uma equipa de seguranças à sua porta. Foi um dos elementos dessa equipa que intercetou Carrilho, entregando-lhe as chaves do seu automóvel e informando-o que todos os seus bens tinham sido mudados para a sua quinta em Viseu, estando dentro do carro uma mala com roupa e outros bens indispensáveis.
Incomodado com a impossibilidade de entrar no prédio onde residia, Manuel Maria Carrilho dirigiu-se à esquadra da PSP de Arroios e regressou acompanhado de dois agentes. Verificou que as fechaduras da caixa de correio e da porta de casa tinham sido alteradas. Bateu na porta várias vezes, e Bárbara Guimarães respondeu que não abriria a porta nem queria o marido em casa, por ter sido agredida por ele anteriormente. Dado que ambos são proprietários da casa, a polícia nada fez.
A separação do casal foi tornada pública na quinta-feira, dia 24. No dia seguinte, após o comunicado de Bárbara que confirma a sua decisão de avançar para um processo de divórcio litigioso, Manuel Maria Carrilho deslocou-se à casa que partilhou com a apresentadora durante os 12 anos de casamento, pelas 22h30, alegadamente com a intenção de ver os dois filhos do casal – Dinis, de nove anos, e Carlota, de três –, que dizia estarem “sequestrados em casa pela mãe”.
Na impossibilidade de obter uma reação de Bárbara Gui­marães sobre este assunto, a CARAS falou com Pedro Reis, advogado da apresentadora, que nos disse: “Ninguém de bom senso pode acreditar que se queira visitar os filhos a altas horas da noite de sexta-feira, acompanhado de um conjunto de capangas e de um arrombador de portas. Este senhor, chegado a Portugal na sexta-feira, dia 18, não tomou a menor iniciativa para conviver com os filhos, contactá-los ou visitá-los fosse onde fosse. Ninguém de bom senso pode acreditar que venha agora, uma semana depois, dizer que os filhos foram sequestrados. Os atos praticados por esse senhor, pela calada da noite, na sexta-feira, dia 25, revelam a utilização da violência para atingir unicamente o objetivo de invadir a casa da mulher, sem qualquer respeito pela tranquilidade e estabilidade psicológica dos filhos.”
Fontes próximas da apresentadora revelaram-nos ainda que em virtude dos acontecimentos daquela noite, Bárbara deu indicações ao seu advogado para intentar todas as medidas judiciais necessárias para o afastamento de Manuel Maria Carrilho.
Entretanto, no sábado, dia 26, Bárbara lia em diversas manchetes, nomeadamente no jornal Expresso, declarações do marido acusando-a de estar frequentemente alcoolizada e negando todas as agressões. A apresentadora tomaria depois disso a decisão de o processar por difamação.
Logo nesse dia, a ex-mu­lher de Ma­nuel Maria Car­rilho, Maria Joana Morais Varela, mãe de José Maria Carrilho (o filho em casa de quem o professor universitário tem passado os últimos dias), deixou várias mensagens de apoio a Bárbara Guimarães, através da sua página pessoal de Facebook. “Parabéns. Bárbara! Fizeste-lhe o que ele me fez: ficaste-lhe com o filho e com a casa! (a vingança é um prato que se serve frio)” e “Manuel Carrilho mente” são duas das mensagens que se podiam ler na página da ex-mulher do professor universitário e antigo ministro da Cultura.
Já no domingo, aparentemente numa tentativa de devolver alguma normalidade ao quotidiano dos filhos, Bárbara saiu de casa a meio da tarde para dar um passeio no jardim com Carlota, tendo regressado cerca de uma hora depois com a filha adormecida ao seu colo, sempre secundada pela equipa de seguranças privados de que ela e os filhos se fazem acompanhar há alguns dias.
Na manhã de segunda-feira, dia 28, a apresentadora, acompanhada pela mãe, Isabel Amorim, levou os dois filhos à escola, sempre escoltada pelos seguranças. À saída do prédio, tinha à sua espera um batalhão de jornalistas e fotógrafos que, citando declarações dadas por Manuel Maria Carrilho ao jornal Correio da Manhã e publicadas nesse mesmo dia, a inquiriram sobre a alegada tentativa de violação de que teria sido vítima por parte do seu padrasto. Visivelmente abalada, Bárbara manteve-se em silêncio, mas a sua mãe reagiu e pediu à imprensa: “Tenham pelo menos respeito pelos meus netos. Não se esqueçam de que estão aqui duas crianças.”
A CARAS apurou que a apresentadora ficou muito chocada com as acusações que Manuel Maria fez ao pai das suas irmãs, Alícia e Inês, e garante que tais acusações são completamente falsas, frisando, aliás, que ainda hoje mantém uma boa relação com o ex-padrasto. Igualmente chocada, Isabel Amorim não quis comentar o assunto.
Segundo familiares de Bárbara, esta terá pedido o divórcio a Manuel Maria Carrilho em janeiro deste ano, e durante todos estes meses manteve o casamento na esperança de uma separação por mútuo acordo.
A CARAS soube ainda que ao longo da última semana e meia Bárbara terá feito, através do seu advogado, Pedro Reis, várias tentativas no sentido de deixar Manuel Maria ver os filhos. Ao professor universitário terá sido sugerido estar com as crianças na condição de estas estarem acompanhadas por Bárbara ou por um familiar dela. O local de encontro proposto foi a residência de um familiar de Carrilho. Este teria recusado todas as propostas nesse sentido, mantendo-se firme na intenção de querer entrar na casa onde residiu nos últimos anos com a apresentadora.

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