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Pedro Barroso confidencia: “Vivo muito bem com o meu desassossego”

O ator conversou com a CARAS e revelou as suas emoções, mostrando um lado mais pessoal.

Marta Mesquita
26 de outubro de 2013, 12:00

Pedro Barroso, de 27 anos, assume-se como “irrequieto, desassossegado e um eterno insatisfeito.” Contudo, o ator garante que esta atitude de seguir os seus impulsos e paixões não põe em causa a sua estabilidade emocional ou o seu profissionalismo.
Habituado a ser capa de revis­tas, sobretudo pelos seus supostos casos amorosos, assume sem constrangimentos o seu lado de galã, mas assegura que, neste momento, está solteiro e totalmente dedicado a si próprio. Profissionalmente, Pedro está a trabalhar em projetos da sua produtora, a Blackout, enquanto espera por um novo desafio na ficção nacional.
De smoking, o ator despiu-se de formalidades e revelou, numa conversa franca, o seu lado mais pessoal, partilhando as emoções que têm pautado a sua vida.
– No final da sua participação no programa Dança Com as Estrelas disse que queria ir viajar sozinho. Já teve oportunidade de fazer essa viagem?
Pedro Bar­roso
– Às vezes o tempo que temos não nos permite fazer tudo o que queremos. Neste momento não quis recusar algumas coisas e as responsabilidades falaram mais alto do que a vontade de viajar. Tenho vários projetos na minha produtora, a Blackout, que me estão a dar muito gozo. Estou apaixonado pelo vídeo e pela edição.
– Sente que chegou a um ponto em que precisava de ser mais do que ator?
– Acho que é bom irmos descobrindo que temos várias capacidades. Quis aprofundar este meu gosto pelo vídeo e investi nisso. Sou irrequieto. Já tirei um curso de piercings e de fotografia. Agora sou ator, mas daqui a dois anos posso estar a estudar Sociologia.
– Disse que é irrequieto. Vive bem com esse desassossego?
– Sim, vivo bem com este meu desassossego.
– E é fácil para os outros viverem com esse seu desassossego?
– Não. E nem sequer peço isso a ninguém. Tão depressa estou aqui como pego no carro e vou até ao Algarve se me apetecer. Mas é assim que eu sou, é esta a minha natureza. Não gosto de imposições. Vou sempre atrás das minhas paixões e das coisas que quero e me apetece fazer. E são muitas as coisas que me fascinam. Vivo muito bem com o meu desassossego e é ótimo quando conseguimos aceitar-nos.
– E no meio de tudo isso, consegue ter estabilidade?
– Consigo.
– Convive bem com a imagem de galã e de rebelde que por vezes lhe atribuem?
– Talvez tenha algumas dessas características... Acho que tenho uma boa rebeldia. Sou irrequieto, desassossegado e um eterno insatisfeito. E hoje em dia já vivo bem com isso. Sou jovem, tenho uma vida pela frente, mas sou responsável.
– A imprensa costuma descrevê-lo como um conquistador...
– Não tenho as namoradas que me atribuem e tenho pena que às vezes só se fale das minhas supostas namoradas. E não tenho necessidade de justificar os meus namoros.
– E agora, está solteiro?
– Sim, estou solteiro. Aprendi a ter tempo para mim, para estar comigo. E não é fácil convivermos uns com os outros. Mas deve ser maravilhoso quando se encontra alguém com quem podemos partilhar o nosso dia-a-dia e que nos saiba respeitar.
– E é exigente em relação ao que procura numa mulher?
– Não sou exigente, gosto de coisas simples. Adoro pessoas que gostem de andar descalças e tenham liberdade de espírito.
– Como reage às notícias que condenam a sua conduta profissional ao afirmarem que chegou atrasado às gravações, por exemplo?
– Uma coisa aprendi ao longo destes anos: não ler esse tipo de notícias. Poderia argumentar, mas não o faço. Esses comentários passam-me um bocadinho ao lado.
– Está satisfeito com a sua carreira como ator ou deseja ter outro tipo de desafios?
– O meu contrato com a TVI acaba em fevereiro e tenho de pensar no meu futuro profissional. Gosto de desafios, de surpresas e gostava de ter um personagem desafiante. Sinto-me realizado com o que tenho feito, mas quero aprender mais. Por exemplo, gostei muito de participar no Dança Com as Estrelas, um projeto diferente no qual me diverti muito. Eu, com o meu espírito irrequieto, consegui estar cinco horas a treinar, ter paciência e obedecer! Trabalhei muito a minha persistência, ultrapassei os meus limites e surpreendi-me. Foi bom. Gosto de coisas que me tirem da minha zona de conforto. Não tenho receio de arriscar e de me espalhar ao comprido.
– Tem muitos arrependi­mentos ou lida bem com os seus erros?
– Não tenho muitos arrependimentos, mas tenho vontade de fazer as coisas de uma forma diferente. Faço tudo com verdade, não sou calculista.

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